segunda-feira, 15 de julho de 2019

De equivocados a vítimas: as juventudes como para-raios das transformações sociais

Por: João Vitor Santos
Para muitos adultos, falar de jovens e adolescentes é falar de gente que acha que sabe de tudo, que não respeita nem leva em conta a experiência dos mais velhos. “Historicamente compreendemos as juventudes como segmento social equivocado por natureza, muito diferente de nós, com quem não conseguimos dialogar”, observa o pesquisador Giovane Scherer. Entretanto, ele lembra que muitas vezes os adultos esquecem que “diálogo também é escuta, e não somente prescrição”. “Muitos adultos tentam entender a forma pela qual a juventude interage por meio de preconcepções e prescrições do que eles devem fazer, sem nem sequer ouvir, de forma atenta, a maneira pela qual a juventude compreende o mundo”, completa, ao lembrar desse que é um eterno conflito de gerações.
Fonte: Internet
               "As juventudes demonstram                   o que toda a sociedade está       vivenciando em um determinado                     momento histórico".
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, Giovane chama atenção para como essas novas gerações podem ser apreendidas enquanto indicadores de transformações a que todos são submetidos. “As juventudes demonstram o que toda a sociedade está vivenciando em um determinado momento histórico. Evidentemente, as juventudes não são um simples reflexo, que, de forma passiva, demonstram as transformações sociais, mas são compostas por sujeitos que participam e constroem história, juntamente com os demais segmentos sociais”, explica.
Logo, se uma sociedade é atravessada pela tecnologia, o impacto maior é nas novas gerações. Assim, se vivemos crises de trabalho, a reverberação nas novas gerações é muito maior. “As juventudes são o segmento social que mais vem vivenciando esse contexto de precarização das condições laborais. Sob o pretexto da necessidade de ‘apreender a trabalhar’, se oculta uma série de formas de precarizações e explorações da força de trabalho juvenil, sendo por meio de estágio, contratos por tempo parcial, contratações por via do trabalho intermitente”, exemplifica.
Giovane estende o raciocínio para a questão da violência, pois jovens são os que mais morrem. Isso, para o pesquisador, pode ter relação com a falta de trabalho. “O tráfico de drogas cumpre, especialmente para as juventudes pobres, uma inserção laboral altamente violenta e precarizada, se constituindo um catalizador da violência”, aponta. Mas como construir um futuro com essas novas gerações? Ele tem uma pista: “a educação para as juventudes, na atualidade, deve ser o foco do país, tendo a necessidade de investimentos em todos os níveis de formação profissional. A educação não pode ser vista de forma fracionada e focalizada, mas como algo integral e universal, como aponta o texto constitucional”.
Giovane Antonio Scherer possui graduação, mestrado e doutorado em Serviço Social. Realizou seus estudos de doutoramento com período de estágio doutoral junto ao Centro de Estudos Sociais - CES da Universidade de Coimbra, em Portugal. Atualmente é professor na Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS, no curso de Serviço Social, junto à graduação e ao Programa de Pós-Graduação. Entre suas publicações, destacamos Serviço Social e Arte: Juventudes e Direitos Humanos em Cena (São Paulo: Cortez, 2013).
Confira a entrevista.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Estar no mundo à maneira de Jesus.

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

“…e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde Ele própria devia ir” (Lc 10,1)
Ainda carregamos resquícios de uma falsa visão da santidade como afastamento do mundo e de seus perigos e buscar refúgio no deserto, nas montanhas ou nos conventos. O(a) santo(a) não se afasta do mundo para encontrar a Deus; ele(ela) faz a “experiência” do Deus agindo no mundo.
Aí O encontra e caminha com Ele; o(a) santo(a) é aquele(a) que faz o que Deus faz neste mundo, aquele que faz com que este mundo seja justo, santo, salvo. O mundo não é só o “habitat” da sua missão: é sobretudo a fonte da sua espiritualidade, o lugar certo para encontrar a Deus e escutar o Seu chamado. 
Pondo-nos na escola do Evangelho, é aqui, neste mundo, que Jesus nos chama a estender o Reinado do Pai, trabalhando cada dia como amigos seus que passam, observam, curam, se compadecem, ajudam, transformam, multiplicam os esforços humanos.
Apaixonados pelo Reino, nos apaixonamos pelo mundo que, em sua diversidade, riqueza, simplicidade, profundidade, fragilidade, sabedoria… nos fala com novos traços do Deus que buscamos com desvelo. E amando e investigando tudo o que é do mundo, adoramos o Deus Santo que habita em tudo.
O(a) santo(a) seguidor(a) de Jesus é aquele(a) que, na liberdade, afirma: “Fora do mundo não há salvação”. Ele(ela) descobre na realidade do mundo e da história os “sinais dos tempos” e entra em comunhão com tudo, porque tudo é “diafania” de Deus. Enraíza sua convicção nesta visão, nesta mística da presença de Deus em sua obra, na contemplação de um mundo chamado a re-converter-se em justo e belo, verdadeiro e pacífico, unido e reconciliado, entranhado em Deus, como no primeiro dia da Criação.
A vocação à santidade ativa em nós a paixão pelo Reino, mobilizando-nos a levar adiante a missão, a ir aos lugares do mundo onde há mais necessidade e ali realizar obras duradouras de maior proveito e fruto.
Como seguidores(as) de Jesus, movidos(as) por um olhar novo, entramos em comunhão com a realidade tal como ela é. Trata-se de olhar o mundo como “sacramento de Deus”. Um olhar capaz de descobrir os sinais de esperança que existem no mundo; um olhar afetivo, marcado pela ternura, compassivo e por isso gerador de misericórdia; olharque compromete solidariamente.
O(a) discípulo(a) missionário(a) não é aquele(a) que, por medo, se distancia do mundo, mas é aquele(a) que, movido(a) por uma radical paixão, desce ao coração da realidade em que se encontra, aí se encarna e aí revela os traços da velada presença do Inefável; o mundo já não é percebido como ameaça ou como objeto de conquista, mas como dom pelo qual Deus mesmo se faz encontrar. O mundo não é lugar da exploração e da depredação, mas é o lugar da receptividade, da oferenda e do encontro inspirador.
Para realizar esta nobre missão, não podemos permanecer sentados. Seguir Jesus exige de nós uma dinâmica continuada, um colocar-nos a caminho em direção às margens. Não podemos viver o chamado do “Rei Eterno” a partir de uma cômoda instalação pessoal. A disponibilidade, o despojamento e a mobilidade são exigências básicas.
Corremos o risco de viver em mundos-bolha; podemos construir nossa vida encapsulada em espaços feitos de hábito e segurança, convivendo com pessoas semelhantes a nós e dentro de situações estáveis. É difícil romper e sair do terreno conhecido, deixar o convencional. Tudo parece conspirar para que nos mantenhamos dentro dos limites politicamente corretos. Todos podemos terminar estabelecendo fronteiras vitais e sociais impermeáveis ao diferente. Se isso acontece, acabamos tendo perspectivas pequenas, visões atro-fiadas e horizontes limitados, ignorando um mundo amplo, complexo e cheio de surpresas. Muitas vezes “vemos” o diferente, mas só como notícia, como o olhar do espectador que sabe das “coisas que acontecem”, mas não sente e nem se compadece por elas.
Viver a santidade no mundo de hoje nos move a encontrar outras vidas, outras histórias, outras situações…; escutar outros relatos que trazem muita luz para a nossa própria vida. Olhar a partir de um horizonte mais amplo, ajuda a relativizar nossos próprios absolutos e deixar-nos impactar pelos valores presentes no outro. Escutar de tal maneira que o que ouvimos penetra na nossa própria vida; isso significa implicar-nos afetivamente, relacionar-nos com pessoas, não com etiquetas. Acolher na nossa própria vida outras vidas; abrir espaços para que as histórias dos excluídos e diferentes encontrem morada nas nossas entranhas, na nossa memória e no nosso coração.
O encontro com o diferente possibilita também o encontro consigo mesmo, ou seja, encontrar a própria verdade. Isso implica em se perguntar pela própria identidade, por aquilo que dá sentido à própria vida, o impulso por viver de uma maneira cristificada, conforme os valores do Reino.
Para que haja verdadeiro encontro com o outro, o deslocamento expõe quem se desloca, deixa-o vulnerável e “contaminado” pela realidade que encontrou. Quando alguém se desloca e se aproxima de realidades diferentes, é para encontrar, encontrar-se e aprender.
Como discípulos(as)-missionários(as) de Jesus, nosso desafio não é fugir da realidade, mas aproximarmos dela com todos os nossos sentidos bem abertos para olhar e contemplar, escutar e acolher, percebendo no mais profundo dela a presença ativa do Deus que nos ama com criatividade infinita, para encontrar-nos com Ele e trabalhar juntos por seu Reino. O mundo precisa de místicos(as) santos(as) que descubram onde está Deus criando algo novo, para proclamar esta boa notícia.
Nós cristãos honramos a santidade universal sem fronteiras de raça, de credo, de cultura…
Santidade é dizer sim à vida; é um caminho a ser percorrido “de dois em dois”.
Porquê esta insistência em fazer o caminho ao menos junto a outro(a)? Do envio dos discípulos e discípulas de dois em dois, podemos tirar duas consequências: uma para os momentos de fragilidade, de cansaço e de desânimo; a outra para quando nos sobrevém inesperadamente a luz, a alegria…
Precisamos fazer o caminho em companhia para poder estendermos a mão quando caímos, para aprender a sustentar mutuamente… E, também de “dois em dois” para ter alguém ao nosso lado com quem poder brindar, porque é uma ação que não é possível realizá-la sozinhos. Celebrar, agradecer, brindar a vida… para isso, quanto mais companheiros(as) de estrada, melhor.
Textos bíblicos Lc 10,1-12.17-20
 Na oração: Todas as narrativas acerca do chamado conservam a marca intencional de um encontro surpreendente, inesperado e expansivo: deixar a vida estreita para entrar no amplo espaço de vida proposto por Jesus.
  • Diante de Jesus, que “passa e chama” a todos, responda: como você vive, hoje, sua missão no trabalho, no seu ambiente, na sua comunidade?
  • Que sentido você quer dar à sua própria vida?… em quê gastar suas forças, capacidades?
  • Como viver, no seu cotidiano, sua vocação de discípulo(a)-missionário(a)?




segunda-feira, 1 de julho de 2019

O que é, afinal, a vida?

Num lindo dia de sol, por volta do meio-dia, fez-se grande silêncio na orla da mata. 
Os passarinhos haviam escondido suas cabecinhas sob as asas, e tudo descansava.
Foi quando o bem-te-vi espiou por entre a folhagem  da árvore e perguntou:
“O que é, afinal, a vida?”
Todos se surpreenderam com essa pergunta difícil. 
O bem-te-vi deixou seu galho, deu uma grande volta pelo campo e voltou, em seguida, ao seu lugar, a sombra da árvore.
Uma roseira, à beira do caminho, estava, nesse momento, abrindo um botão.
Desenrolando uma pétala após a outra, dizia: “A vida é desenvolvimento”.

A borboleta era menos profunda. Voava de uma flor à outra e, beliscando de sua doçura, dizia:
“A vida é só alegria e brilho”.
Por entre o gramado denso, uma formiga carregava uma haste dez vezes mais longa do que ela própria. Numa parada para descanso, ela disse: “A vida é um misto de trabalho e prazer”.
Uma abelha, voltando de sua excursão pelo campo, carregadinha de néctar, observou: “A vida é um misto de trabalho e prazer”.

Ouvindo essas reflexões sábias, o ratão não pode deixar de dar seu palpite:
“A vida? A vida é uma luta no escuro”.
Quase teria dado briga entre os animais, se não tivesse começado a chover. 
E a chuva dizia: “A vida consiste de lágrimas, só lágrimas”.
Muito alto no céu, uma águia perfazia círculos majestosos. 
Ela exultava: “A vida é um esforço para subir”.
Não muito longe da margem, uma árvore já curvada pela tempestade disse: 
“A vida é inclinar-se sob uma força maior”.

Então veio a noite. Silenciosamente, uma coruja deslizava pelo campo em direção à mata. 
Disse: “A vida é aproveitar as oportunidades enquanto os outros dormem”.
Finalmente, o silêncio cobriu o campo e a mata. Após algum tempo, um jovem caiu na relva, cansado de dançar e beber, e disse: “A vida é uma busca constante da felicidade e de uma longa corrente de decepções”.

De repente, a aurora se levantou em todo o seu esplendor e disse: 
“Assim como o dia é um instante da vida, assim a vida é um instante de eternidade”.


Conto sueco.
Fonte: Jornal de opinião.


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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Celebrando a presença de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O mês de junho, como Igreja, vivemos a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e nós, Família Oblata, também a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, já que o 27 de junho é o dia dedicado a Ela.

Cultivamos um amor todo especial a Nossa Senhora sob esse título que nos foi herdado da Espiritualidade Redentorista e dos Nossos Fundadores – Pe. Serra e Madre Antonia – que a escolheram como Aquela que vela pela nossa fidelidade no caminho de seguimento de Jesus. Disse o nosso Fundador: “Nomeemo-la suprema Governadora de toda a Congregação. Quanta necessidade nós teremos de seu Perpétuo Socorro para conseguir, por sua mediação, a perseverança e a conversão das mulheres encomendadas aos nossos cuidados!”. Aprendemos tanto com o Pe. Serra e Madre Antonia, como com as irmãs que nos antecederam nos primeiros anos de fundação e expansão da Congregação, esse amor que nos faz até hoje recorrer a Ela e a reconhecê-la como nossa Mãe e Companheira de caminho.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é venerada num quadro que “foi pintado no estilo bizantino da Igreja Oriental”, é um ícone que nos convida a olhar, a contemplar, a ir mais além e entrarmos no Mistério do Amor de Deus revelado na Virgem Maria. É uma experiência orante que alimenta e aquece o nosso coração, pois evoca a presença da Mãe de Deus em nossa na vida, na caminhada de cada dia, na vida das mulheres em situação de prostituição! Por isso vale a pena, mesmo de forma sucinta, percorrer cada parte do quadro para podermos contemplar com sentido, já que todo ele é rico de significado. 

Olhando para Maria percebe-se que Ela olha diretamente para nós, não olha para Jesus, nem para os anjos aos lados. Ela olha somente para nós, como se quisesse nos falar uma coisa muito importante e certamente fala ao coração de cada filha e filho que a contempla. 

A cor dourada na Idade Média significava o céu e está vestida com um manto azul com forro verde e uma túnica vermelha que eram as cores da realeza, ou seja, Ela é nossa Rainha, seja no Céu como na Terra, tendo poder para interceder por nós. Parece que a estrela de oito pontas sobre a sua fronte foi provavelmente colocada depois por um artista para representar que “Maria é a estrela que nos guia até Jesus”.

As letras acima da sua cabeça a proclamam Mãe de Deus (em grego) e as letras à direita do Menino proclamam que ele é Jesus Cristo.

No quadro Jesus não está olhando para nós, nem para Maria, nem para os anjos. Ele se agarra à sua Mãe, mas seu olhar é distante, olhando para alguma coisa que não podemos ver e que o fez voltar-se tão rápido para a sua Mãe, buscando Nela proteção e amor a ponto de uma das suas sandálias quase ter caído.

As figuras que aparecem de ambos os lados de Jesus e de Maria e que são identificadas pelas letras gregas acima deles como sendo os Arcanjos Gabriel e Miguel nos dão a resposta porque o Menino se assustou e recorreu logo à Sua Mãe. Eles ao invés de trazerem harpas e trombetas de louvor e ação de graças trazem “os instrumentos da Paixão”, “à esquerda, Miguel segura uma urna contendo o fel que os soldados ofereceram a Jesus na cruz, a lança que atravessou seu lado e a vara com a esponja e à direita, Gabriel carrega a cruz e os quatro cravos”. 

Entendemos então que Jesus, conhecendo todo o sofrimento e morte que o esperava, como homem sente medo e voltou-se para sua Mãe que o segura nesse momento, certa de que Ela não pode evitar tudo que lhe irá acontecer, mas lhe oferece o seu amor, sua ternura e seu conforto. 

E Nossa Senhora olha para nós, como se nos convidasse a entrar nessa confiança porque sabe que nós também, suas filhas e filhos, vivemos momentos de muita luta e muitos perigos, que temos medo de enfrentar aquilo que nos custa, afinal entende dos dramas humanos. O seu olhar profundo nos revela que, assim como Seu Filho voltou-se para sua Mãe e encontrou refúgio, nós também podemos nos dirigir a Ela com igual confiança e prontamente nos oferece o mesmo Amor e nos alenta no caminho. 

Assim que recorramos todas e todos a Ela sempre, pois Nossa Mãe nunca nos abandonará e vamos rezar agora e renovar a nossa Consagração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro:

Ó Maria, eu Vos escolho por minha Mãe e  Mestra. Eu vos consagro tudo o que tenho tudo  o que sou.  Eu Vos  dou  o meu  corpo, a minha  alma, os meus bens, o meu passado, o meu presente, o meu futuro, as  minhas  alegrias, as  minhas  dores, a minha  vida, a   minha morte, a  minha  eternidade. Disponde  de  mim como Vos aprouver. 
Recebei este meu ato de amor: quero ser Vossa para ser de Jesus. Santa Mãe do Perpétuo Socorro, abençoai-me! Amém. 

Por: Ir. Beatriz, OSR



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Missão Oblata – Uma história de compromisso e solidariedade

Neste mês de Junho, em que celebramos os 155 anos do inicio da missão, toda família Oblata faz memória do caminho percorrido por Padre Serra e Madre Antonia no acolhimento das mulheres em situação de prostituição na Espanha no século XIX.  Ao Relembrar a raiz de nossa atuação, vemos como o ontem e o hoje se misturam, e como as realidades dos séculos passados são tão atuais e tão vivas em nosso presente. 

Assim como nossos fundadores, cada unidade Oblata vivencia momentos de alegrias, angústias, dificuldades e desafios; mas sempre com fé, perseverança e entrega total à disponibilidade do Redentor. Animada pela mística evangélica, a missão é realizada sempre trazendo a essência de todo caminho percorrido ao longo da história e das experiências que cada Irmã Oblata traz em sua vida e vocação.

São essas vidas e experiências que fizeram com que a missão com a mulher em contexto de prostituição se estendesse por 15 países, com uma pedagogia baseada na vivência de Madre Antonia, que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco", segundo Madre Antonia,  entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas incluindo e incentivando seus potenciais e capacidades mais genuínas.

As unidades de missão Oblata são presença de solidariedade e compromisso, na promoção de uma maior humanização da realidade das mulheres em situação de prostituição. Buscam impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança, valorizando a dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. 

Nossa família Oblata louva e agradece por cada passo e por cada pessoa que caminhou conosco nestes 155 anos, fortalecendo este trabalho de Redenção e resinificando a cada dia nossa vocação de acolher e colaborar no desenvolvimento pessoal e espiritual de cada mulher atendida.

Conheça mais da Rede Oblata. Clique aqui.



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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Viver é Optar

É muito difícil conceituar-se a vida. Daí as várias definições que ela tem recebido no decorrer dos séculos...“Viver é optar e apaixonar-se pelo que se optou”. Frase do filósofo dinamarquês Kierkegaard, considerado o pai do existencialismo.

Não é preciso dizer que esta definição não diz respeito à vida como distinção entre seres animados e inanimados, mas na sua dimensão de vida humana, porque está embutida nela o dom que Deus concedeu exclusivamente ao ser humano: a liberdade. Em toda a escala zoológica, só a ele foi dado o poder de escolher. Enquanto os animais são dirigidos pelos instintos, ele tem possibilidade de fazer suas opções, até o dia em que a morte o tirar deste mundo, ou a sua razão, quer pelo anos, quer por doença, mostrar-se incapaz de escolher. De acordo com a definição acima, a realização humana depende das escolhas de cada um e da maneira como se mostra fiel a elas: “...apaixonar-se pelo que se optou”. As opções tanto concorrem para a dinâmica da vida, como podem constituir-se um obstáculo para a felicidade pessoal e desenvolvimento da coletividade. Por isso, a liberdade de escolha é um trunfo de que a pessoa dispõe para viver, com coerência, a sua peregrinação terrena, mas é também um motivo de imensa responsabilidade.

A neutralidade diante de importantes fatos da vida, o “ficar em cima do muro”, o “lavar as mãos”, quando as circunstâncias exigem uma tomada de posição, são erros contra a liberdade cometida pelo homem. É covarde quem foge a tal desafio, porque perde a oportunidade de se afirmar como criatura de decisão. Sem dúvida, qualquer opção representa um risco para a pessoa, porque existem escolhas de consequências irreversíveis. Mas é bom lembrar que não avança no seu amadurecimento quem deseja instalar-se na certeza e na segurança. A pessoa é pressionada a se definir não apenas em momentos de decisões radicais, como em relação a uma profissão ou um casamento, mas a cada passo dado na estrada do tempo. Ele vive escolhendo, e todos os seus atos representam uma opção entre as duas propostas que o cotidiano sugere a cada minuto: a proposta do bem e a do mal.

Diante da importância da opção para todo homem, e já que a escolha faz parte do cotidiano, é indispensável que a pessoa seja educada para saber escolher, a partir dos critérios da sua consciência, dos valores que dignificam o indivíduo e contribuem para o bem comum. Optar é exigência da condição humana e dela depende o sentido que cada um dá ao seu percurso pelo mundo. 

Apaixonar-se pela opção é algo mais indispensável para que cada pessoa, sobretudo os cristãos, não sejam “os mornos” do Apocalipse, ameaçados de ser vomitados por Deus. É o entusiasmo, a esperança, a persistência, a vontade de ser melhor que devem identificar o homem em todas as cenas de sua vida.

Coluna – Fé e Cidadania - Folha de S.Pedro maio 2007
Texto De: Yvete Amaral



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quinta-feira, 6 de junho de 2019

Missão Oblata - Compromisso solidário com a mulher

A missão iniciada por Padre Serra e Madre Antonia, é realizada pelas Irmãs Oblatas no compromisso solidário e caminho compartilhado com as meninas, jovens e mulheres que se encontram em contexto de prostituição ou são vítimas de tráfico com fins de exploração sexual. 

Uma missão que nos supõe uma mística, um espírito de projetar-nos em realizações práticas que levem à libertação integral das mulheres, comprometidas na defesa de direitos, na busca de oportunidades de promoção e inclusão, e levando-nos a estabelecer estreitas relações de cumplicidade, desde o reconhecimento e a igualdade.

Conheça mais de nossa missão através do vídeo:






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sábado, 1 de junho de 2019

155 anos de Missão e Carisma Oblata

Em 1º de Junho nossa Congregação celebra 155 anos do inicio da Missão com as mulheres em contexto de prostituição. 

Após o contato com as mulheres enfermas no hospital São João de Deus, Padre Serra sentiu em seu coração que tinha que ajudar aquelas mulheres. Então pediu ajuda a Antonia, uma jovem mulher, que Pe. Serra sabia que ela tinha o perfil para poder ajudá-lo.

Não foi fácil iniciar esta missão, mas com perseverança, fé e dedicação Padre Serra e Antonia conseguiram iniciar o atendimento às mulheres recém saídas do Hospital, e hoje continuamos este caminho iniciado por nossos fundadores.

Confira mais da história de nossa missão neste vídeo:








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terça-feira, 28 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra – Um abraço Eterno

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.

Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.



Há 209 anos nascia Padre José Serra

Um abraço eterno.

Com a saúde frágil, padre serra se retira para o deserto das Palmas, um mosteiro de monges carmelitas onde morre em 08 de setembro de 1886. Em sua vida Padre Serra foi:
  • Um homem rico em ternura, humanismo amizade e simpatia.
  • Homem de convicção e autenticidade, inquieto e peregrino.
  • Um apóstolo de Jesus Cristo, que experimentou a perseguição, incompreensão e calúnias. Não esquecerá as Palavras do Mestre “Se me perseguiram, também perseguirão vocês”. 
  • Homem que não se defende como Jesus Cristo.
  • Homem das dores
  • Homem de iniciativa, coragem e fidelidade a seu Pai São Bento que o levará a fundar na Austrália a Abadia de nova Nursia.
  • É homem contemplativo que descansa no coração de Deus e permanece atento aos movimentos do coração das pessoas mais necessitadas.

Este homem chamado José Maria Benito Serra, é homem de fé, fundador e Oblato sem deixar de ser Beneditino.


Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.


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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra – Amadurecimento da Missão

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.

Há 209 anos nascia Padre José Serra


Amadurecimento da Missão


Serra e Antonia aguentam, resistem e superam os desafios. Eles trabalham , criam , pedem ajuda aos amigos, etc. Finalmente decide fundar uma Congregação Religiosa junto com Antonia de Oviedo. E assim no dia 02 de fevereiro de 1870, nascia uma nova Família na Igreja: Oblatas do Santíssimo Redentor.

A partir desse momento, Serra “de longe ou perto” – como dizia Antonia – se dedicará, principalmente, a acompanhar a nascente Congregação. Sua função será orientar, dirigir e cuidar para que aquela intuição inicial se desenvolva e adquira um estilo todo peculiar. Deverá manter o trabalho de Antonia e das primeiras Oblatas. No ano de 1876. Dezesseis jovens pedem para entrar na Congregação. A partir deste ano também começam a surgir pedidos de fundações em diferentes partes da Espanha.

Foram doze, as casas fundadas durante a vida de Padre Serra, conhecido também como o Bispo de Dáulia. O tempo foi passando e ele segue contemplando e desenhando criativamente aquela filigrana, cuja história começou num dia de primavera do ano de 1864. 



Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.





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terça-feira, 21 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra – Realizando um Sonho

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor;

Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.


Há 209 anos nascia Padre José Serra

Realizando um Sonho.


Com a disponibilidade de Antonia de Oviedo, a intuição de Serra se Redimensiona. Sem demora já que a nobre causa assim o exige, mobilizam-se as energias, redobram-se os esforços e ambos com o sonho impossível se realizando em suas mãos, entregam-se com grande empenho na criação de um lugar cálido e luminoso como o horário de meio-dia! 

Com uma mesa densa de relação, encontro e festa. Em Ciempozuelos, cidade próxima a Madrid, abrem-se as portas da casa, num dia de junho de 1864. Inicia-se um caminho cheio de empenhos para mostrar e oferecer o rosto alegre da vida. Um caminho cheio de horizontes, apontando sempre um novo amanhecer com a cor da esperança. Pelas cartas  e apontamentos pessoais, sabemos que juntos vão fazendo a preparação da casa, as licenças civis e religiosas que levassem  adiante o projeto “elas estaria à frente das jovens; eu me ocuparia de coordenar, fundar, etc. E Monsenhor Serra, de longe ou de perto, dirigirá a casa” diz Antônia.

Logo viriam seis anos de buscas, ensaios e tentativas. Uma comunidade religiosa não permaneceria mais que dois anos. Dificuldades de todo tipo se fez presente naquele projeto de Ciempozuelos. Nos anos que precederam e seguiram a revolução de setembro de 1868 – “a gloriosa” – foram cheios de miséria e instabilidade política, pareciam que iam acabar com aquele pequeno projeto idealizado com amor. Em 1869 um incêndio reduz a cada cinza, mas Serra cresce nas dificuldades. Não se rende. Sua força e sua fé se sustentam no Deus de Jesus que tem preferencia pelos mais pequeninos e insignificantes.

E ele sente uma imensa alegria porque as mulheres se recuperam e olham para a vida de pé, de frente. E encontram “ a moeda perdida”, e a casa se enche e explode de música e festa.

Isso o anima a seguir lutando e anunciando boas notícias.


Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.



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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra – Primeiros passos para uma nova missão

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor; 


Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão. 


Há 209 anos nascia Padre José Serra Primeiros passos para uma nova missão.



Ele mesmo dizia: “Eu quero salvar essas mulheres, já recorri a todas as casas estabelecidas... e, se todas as portas se fecharem, abrir-lhes-ei eu uma onde possa salvar-se...”.
Isto nos mostra que Padre Serra fez uma experiência de ser tocado por esta realidade, tal como Jesus diante das mulheres, ele se compadece: “Isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício.”.

Ele está decidido a iniciar a obra, e logo enfrenta as primeiras dificuldades. Carece de recursos econômicos e também tem consciência de que por tratar-se de mulheres, deverá ser uma mulher a dirigir o seu Asilo. Isso, a principio, não o assusta, pois ele já pensava em pessoas que poderia confiar em ajuda-lo, como Antônia Maria de Oviedo, que estava buscando responder o chamado de Deus em sua vida e que há tempos buscava como servir a Deus. 

Após muitas buscas, sem conseguir quem as acolhessem, ele começa a pensar na possibilidade de abrir ele mesmo uma casa para recebê-las. Porém, por tratar de mulheres, Padre Serra acredita que deveria ser uma mulher a coordenar este trabalho e assim ele pediu ajuda a Antonia. Qual foi a resposta dela?

“Não, não posso comprometer-me. Não é minha vocação e, por melhor que seja a missão de regenerar essas jovens, sinto-me sem forças para carregar nos ombros tão pesada cruz...”.

As obras de Deus não só se consolidam com a prova; por isso Serra não se assusta:
“Não lhe peço que faça nada contra sua vontade e com repugnância julguei que a senhora era muito adequada para ajudar-me, mas não deve fazer nada sem gosto... pedirei esmolas e farei todo o possível e, se ninguém me ajudar, eu o farei tão-somente com a graça de Deus e com o apoio daquele que levou nos ombros a ovelha perdida e que não quer a morte do pecador, mas que esta se converta e viva...”.

Antônia, decidida como nunca, toma a liberdade de escrever-lhe e de levantar-lhe suas objeções:
“O senhor não pode empreender diretamente a execução de tão santo projeto. Como o considerarão em Roma? E que dirá a Rainha ao saber que o senhor volta a ter em mente uma fundação?... Não, mil vezes não, mas podemos o senhor e eu, trabalhar de um modo indireto. EU darei o meu dinheiro e farei tudo o que puder, ainda que me repugne...”

O Bispo não desanima; continua crendo naquele que lhe infundiu a ideia. E Antonia Maria Oviedo, rendida já diante da Virgem do Bom conselho, toma a sua decisão definitiva. Ela a comunica da seguinte maneira aos senhores Rúbio:

“Eu, vendo-o tão decidido, pedi-lhe que esquecesse as minhas objeções, que as perdoasse, e lhe prometi então ajuda-lo...”.

O Bispo de Dáulia já tem sua colaboradora.




Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.




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terça-feira, 14 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra – Chamado a um novo caminho

Em 11 de Maio a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.

Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  está apresentando um  pouco da vida de Padre Serra; e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.


Há 209 anos nascia Padre José Serra


Chamado a um novo caminho.


Quando Serra deixa a Austrália e volta para Madrid em 1862, ele não fica parado e seu coração já o começa a chamar para voos mais altos. Apesar de sua saúde frágil, seu ardor missionário o faz estar atento à realidade social que enfrentava a Espanha; assim, ele dedica parte de seu tempo em atividades pastorais, obras de caridade menos atendidas e, principalmente, em confessar, consolar e instruir as pobres crianças enfermas do Hospital São João de Deus.

É aí neste hospital que Padre Serra foi tocado profundamente, quando um dia de repente, foram suplicar-lhe que fosse ouvir a difícil confissão de uma das pobres moças enfermas marcadas pela prostituição que estavam no mesmo hospital. A partir daí ele busca incansavelmente recursos para atender essas mulheres. Esta experiência seria o chamado de Deus para que Serra iniciasse um novo projeto, uma Congregação? 

Padre Serra se sabe “ignorante” em sua nova caminhada, mas isso não assusta nem lhe infunde medo, Serra confia que Ele, que o chamou, lhe mostrará o caminho. Por outro lado, é nessa caminhada que ele vai adquirir uma maior compreensão das virtualidades contidas na inspiração fundamental. 




Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.




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domingo, 12 de maio de 2019

MARIA, Mãe que intercede e ensina.

Maria, a Mãe de Jesus, é com razão invocada como nossa intercessora junto de Deus. Pode não parecer, mas é um lado moral no jeito de entender e de buscar a proteção de Nossa Senhora. Quando pedimos sua ajuda, muitas vezes também pensamos em Maria na figura de Rainha e superpoderosa. A coroação de Maria como Rainha de fato simboliza o projeto do Amor de Deus em tornar a Humanidade participante de sua grandeza infinita.

13 de Maio Dia de Nsa. Sra. de Fátima.
Maria mostra como Deus está realizando eu sonho. É o que nos ensina o Concílio Vaticano II. Mas diferente disso seria entender a figura de Rainha com alguém muito influente junto do Rei; e aí entra um pouco a ideia de que Nossa Senhora fosse aquela que dá um jeitinho para controlar os esquecimentos ou até os maus humores de Deus. Isto não é bom, pois está claro no Evangelho: Deus sabe de tudo de que precisamos e cuida de nós. Seria como duvidar do Amor de Deus.

Buscar a ajuda de Nossa Senhora é antes de tudo reconhecer e experimentar esse amor infinito de Deus no meio dos problemas da vida. E então nos apegamos a Nossa Senhora para viver da melhor forma as fases da vida que enfrentamos. Ela é aquela que participou tão de perto da vida de Jesus, seu filho e Filho de Deus. Enfrentou momentos muito difíceis, desde a perda de Jesus no templo, símbolo de nossas crises e dúvidas de fé na busca de Deus; e também a carência de sentido de vida, representada na falta do vinho na festa; o encontro com a justiça de Deus para além do nepotismo familiar (Lc 8,19-21); e ainda o amargor da injustiça e do sofrimento na morte de Jesus; antes de experimentar sua ressurreição. No meio de tudo isso Ela aprendia de Jesus como fazer. Diz o Evangelho “Maria guardava tudo em seu coração” (Lc 2,16).

Então fica mais claro: vale sempre pedir a ajuda de Nossa Senhora em tudo; mas é preciso  chegar pedindo junto que Ela nos ensine como sermos filhos e filhas de Deus nos entreveros da Vida. Ela é alguém que participou direto da vida de Jesus. Aprendeu Dele como o constante Amor de Deus não nos livra de todos os problemas, mas sempre está por perto, dando forças e ensinando a superá-los. Então, junto com o apoio de Mãe, Nossa Senhora vai sempre dizendo “Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2,5).

Pe. Márcio Fabri dos Anjos C.Ss.R
Revista de Aparecida, maio 2017



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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra - Missionário

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor;


Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.


Há 209 anos nascia Padre José Serra


Missionário.

Sua missão começou assim que embarcou no dia 17 de setembro de 1845, viagem que durou três meses mar adentro até chegar à Austrália em 8 de janeiro de 1846.

Já se pode imaginar quantas aventuras e perigos Padre serra teve que enfrentar. Ali passaram por uma série de dificuldades para se aproximar dos aborígines. Não foi fácil quebrar o gelo da desconfiança; os missionários eram observados de longe e com suspeitas. E nesse sentido, podemos recordar um episódio: eles queriam promover momentos de oração todas as noites com os índios, no entanto, eles não vinham. Em certa ocasião, entretanto, quando os missionários estavam jantando, eles começaram se aproximar e Serra percebe que não é possível rezar com o estômago vazio. A partir daí os missionários buscaram conjugar as duas coisas: oração e comida.


A experiência intensa que Padre Serra faz enquanto missionário, mostra que ele se deixa conduzir pelo Espírito de Deus sempre, não se acomodando diante das dificuldades, pelo contrário; vai à luta: busca recursos e pessoas para melhor atender a Missão. Também encontra oposições, desafios e até mesmo calúnias. Mas assume a cada dificuldade, pois está consciente de sua escolha.

Permaneceu de 1846 a 1860 como missionário na Austrália. Em 1847 recebe o decreto de nomeação de Bispo de Porto Vitória. Em uma das viagens que fez para a Espanha (1849) para conseguir recursos e novos missionários, os jornais noticiaram sobre as suas atividades e sucessos e nesta viagem é premiado pela Rainha Isabel II com a Grande Cruz de Isabel a Católica. São anos onde se fez viajante, explorador, guia, acompanhante, sobre tudo educador e evangelizador. Formar pessoas é um sonho realizado para Padre Serra.




Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.




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terça-feira, 7 de maio de 2019

Há 209 anos nascia Padre José Serra - Decide ser Monge

Em 11 de maio, a Família Oblata de todo o mundo celebra o aniversário de nascimento de José Maria Benito Serra que fundou, junto com Antonia de Oviedo, a Congregação de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor;

Por este motivo, o Blog Vocacional ao longo deste mês  irá apresentar um  pouco da vida de Padre Serra e você poderá entender o porque este homem é denominado profeta da Justiça e compaixão.



Há 209 anos nascia Padre José Serra


Decide ser Monge.

O jovem José Eudaldo (padre Serra) tinha ambições maiores do que passar a vida por detrás de um balcão de comércio, e assim seguiu os impulsos do seu coração. Ele sentia um chamado especial: sua vocação de ser missionário falaria mais alto, e assim o fez.

Aos 16 anos, após concluir os estudos, ingressa no mosteiro Beneditino, continua seus estudos, torna-se culto e poliglota. Toma o hábito no mosteiro de São Martinho (Santiago) no dia 15 de dezembro de 1827 e se torna Padre José Benito Serra. Depois da profissão, ele estudou em Navarra no colégio dos Beneditinos, faz o curso de humanidades e ciências, hebraico e grego, entre outras matérias. 

Infelizmente a situação não foi tranquila e feliz, naquela época acontecia uma forte perseguição a tudo o que se referia à igreja, e Padre Serra teve que sair da Espanha para refugiar-se em Roma, e nesta cidade permaneceu por alguns anos. 

Na vida de Padre Serra existiu algo que sempre o inquietou: a vocação missionária. Ele alimentava o sonho de ir para outras terras, para as Missões e dedicar sua vida em prol dos indígenas. Padre Serra rezou e discerniu este chamado com Deus e consultou seus superiores e o Papa sobre este desejo, e em 1845 ele foi enviado para a Austrália com o Padre Beneditino Rosendo Salvadó, o amigo com o qual partilhava seus sonhos missionários.



Fontes:
Duas histórias um único caminho
José Maria Benito Serra – Profeta da Justiça e compaixão
Biblioteca Histórica Vol.  III.1  e Vol. III.2 – José Maria Benito Serra
 – Estudos sobre sua vida – Missionário.





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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Aceitar a VIDA como dom


Lívia e Caio estavam a caminho da escola, quando passaram em frente à igreja e viram um cartaz escrito: “Batismo fonte de todas as vocações”. Curiosos, pensaram: “O que será vocação?”.

Resolveram perguntar à professora, que respondeu:

“Vocação é uma aptidão que a pessoa tem para desenvolver algumas atividades e, à medida que a pratica, pode vir a se tornar uma profissão. Cada pessoa tem um dom pessoal. Isto é vocação. Todavia, nossa primeira vocação é a vocação à vida. Havia milhões de possibilidades de outras pessoas nascerem, mas nós fomos agraciados com o dom da vida, por isso, cada um deve preservar sua vida a do próximo, assim viveremos bem nossa, primeira vocação. Há também a vocação religiosa, em que as pessoas sentem que Deus as chama para uma vida diferente e deixam tudo para responder ao seu chamado”.

“Professora, como vou saber se é Deus que me chama?” - pergunta Lívia.

“Quando você observa a realidade humana e sente que precisa fazer alguma coisa e por isso quer dedicar todo o seu tempo a Deus e às pessoas, isto é vocação. Um exemplo é o profeta Jeremias, que foi chamado por Deus para realizar uma missão. Ele se sentia amado por Deus e dedicou sua vida por esse grande amor. Um amor concreto, por isso os religiosos sempre assumem uma missão na Igreja e no mundo. Sabe, Lívia, Jeremias sentia um amor tão grande por Deus que chegou a se sentir seduzido. Ele dizia: ‘Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir’. Ainda hoje há muitos homens e mulheres que dedicam sua vida a Deus, servindo aos irmãos” – esclarece a professora.

Vamos aprofundar mais essa reflexão?
Pesquise no Antigo Testamento a vocação do Profeta Jeremias.
Procure o Significado bíblico da Palavra Vocação.


Eliene de Oliveira.
Revista Família Cristã.



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