segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Chamados e enviados para comunicar a Boa Notícia do Reino

Só quem faz a experiência de se sentir atraído pela voz e pelo amor de Deus deixa-se conduzir pelo Espírito, também na missão de comunicação a esperança e confiança, próprios de quem é enviado como profeta. Unindo as mensagens do Papa relacionadas à missão e o vocação, podemos afirmar que todo/a vocacionado/a  são comunicadores e missionários porque Deus o reveste com seu amor e a profecia  em favor dos irmãos. Ele ama, chama e envia em missão para que seja Sua presença e O anuncie ajudando as pessoas a se deixarem atrair pela voz de Deus.

Quando partimos da experiência de que o chamado é dom e iniciativa de Deus que requer uma resposta coerente, entendemos que também o anúncio do Evangelho requer do discípulo missionário um ser e atuar movido pelo Espírito e pela profecia do ontem e no hoje “Não tenhas medo que eu estou contigo” (Is 43,5).

Vocação é uma experiência visceral para o serviço; a vocação requer um “estilo” de comunicador e de anúncio; a missão acontece no cotidiano, “na estrada”.

Só a experiência visceral e consciente do amor e da ternura de Deus na própria vida transforma o ser humano para torná-lo um discípulo missionário capaz de entregar-se a serviço do outro, nas mais diversas situações, por amor e não por dever. Com toda clareza o papa Francisco diz: “o discípulo não recebe o dom do amor de Deus para sua consolação privada; não é chamado a ocupar-se de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa; simplesmente é tocado e transformado pela alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária”.



Trechos com adaptação.
 Texto de Ir. Helena Corazza, FSP 
– Jornalista, doutora em Ciências da comunicação
 pela ECA-USP, escritora e docente.



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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Missão Oblata além fronteiras

Lúcia Maria dos Santos, Irmã Oblata do Santíssimo redentor que trabalha no Projeto de missão em Lobito – Angola. Esta brasileira, oriunda de Minas Gerais, completou 25 anos como religiosa oblata. E segue trabalhando em favor de 60 mulheres que atualmente se beneficiam das atividades e programas do projeto que a congregação tem no país africano.

O Projeto de Lobito, fundado no ano de 2001, oferece cursos e oficinas de alfabetização, beleza, informática e cozinha, às mulheres que exercem a prostituição, em sua maioria, adolescentes entre 12 e 17 anos, que encontram no projeto um caminho que as ajudará a gestar seu futuro. Além destas oficinas, o projeto conta com uma área de atenção psicológica onde uma psicóloga ajuda às mulheres em seus problemas. 

Cada semana, as irmãs saem às ruas de Lobito para ajudar estas mulheres que, por falta de trabalho ou problemas familiares, acabam exercendo a prostituição. O sucesso do projeto está no fato de que a maioria delas acabam encontrando trabalho, graças à formação recebida. 

Lúcia Maria aponta que um dos principais problemas que se enfrenta é conscientizar e sensibilizar a sociedade angolana do problema da prostituição. Um objetivo que embora difícil, pouco a pouco vai se conseguindo, pois, há alguns anos atrás, a prostituição era um tema do qual não se falava, já que o tema não era tão globalizado como está atualmente. Embora com a necessidade de sensibilizar a população, as irmãs encaram um país que continua em instabilidade, o que dificulta no planejamento, pois não podem realizar projetos que sejam a/de longo prazo. 

Mas esta situação delicada não impede que Lúcia veja um horizonte de esperança ao perceber como cada vez mais mulheres buscam as Irmãs Oblatas para sair da prostituição, chegando muitas vezes a pedir que as reserve uma vaga no projeto mesmo quando não há previsão de alguma formação. 

A presença de Deus na experiência de cada uma das mulheres e jovens, e a maneira em que se ajudam e se esforçam para superarem, faz que as Irmãs Oblatas de Angola continuam lutando por ser pontos de luz, referencias em meio a escuridão.





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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ser missionário, encontrar o próximo.

Certa vez, um amigo estava partilhando as viagens que fez durante suas férias. Essa pessoa pôde viajar bastante e conhecer muitos lugares bonitos. Pelas fotos que tirou durante o passeio, ele narrou as experiências que fez ao estar em tantos lugares incríveis, como vilarejos, hotéis, praias, mar... Outra vez, durante um encontro de família, um parente partilhou uma grande e bela viagem realizada a outro país. Também por fotos, essa pessoa mostrou tantos lugares famosos em que esteve, diversos momentos de lazer que aproveitou e tantas experiências privilegiadas.

Uma coisa que chama a atenção quando pessoas, como esse amigo e esse parente, narram e partilham as viagens que fizeram são as fotos de lugares, sempre muito bonitos, Esses viajantes exibem fotos de pontos turísticos famosos. Em uma viagem turística, há sempre muitas fotos e muitos vídeos feitos com as próprias câmeras, cartões postais e muitas lembrancinhas para dar de presente. Essas pessoas partilham o fato de conhecer cidades, construções, pontos turísticos, belezas naturais...

No entanto, algo a ser questionado é a experiência que o turista pode ter com as pessoas que vivem em determinado lugar. Quando se faz uma viagem, busca-se conhecer os lugares ou as pessoas? Daí é possível fazer uma grande distinção entre o turista e o missionário. Um turista faz uma longa viagem para conhecer uma cidade, a história de um lugar, apreciar a cultura, o artesanato e a culinária de uma região. Já o missionário tem necessidade de alcançar um conhecimento mais profundo. Ele sai de sua casa e vai a outros lugares para encontrar as pessoas, para fazer  uma experiência do Cristo no contato com o próximo.

Essa é uma imensa diferença! Não quer dizer que é errado ou ruim passear, fazer turismo, conhecer lugares diferentes. O que se quer ressaltar é a diferença entre o turista e o missionário. Os dois saem de suas casas e se colocam  em viagem. No entanto, eles têm objetivos muito diferentes um do outro. O turista viaja para conhecer um novo lugar ou para descansar. Já o missionário se coloca em viagem para fazer, sobretudo, uma experiência de Deus.

Um missionário do Senhor, seja na própria terra ou em qualquer outro lugar, não se contenta em conhecer somente os prédios, os monumentos ou as belezas naturais. O missionário, porém, tem a necessidade de encontrar as pessoas. Por meio da convivência fraterna em uma nova comunidade, podemos descobrir novas culturas e aprender sua maneira de viver. Uma pessoa que tem no coração a inquietação de levar a Boa-Nova somente realiza sua missão mediante uma profunda experiência de amor e de serviço ao próximo.

Essa experiência tão intensa de encontro com o outro produz frutos que vão muito além de fotografias e filmagens. São experiências intensas que marcam fortemente o coração do missionário. Trata-se da experiência do encontro com Cristo na pessoa do outro, da descoberta de uma nova cultura pelo amor ao próximo. Esses frutos permanecem na memória e especialmente no coração.

Texto: Davi Mendes Caixeta, SJ
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus - 05/2015.



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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Maria: Inspiração em nosso cotidiano missionário

A história da religiosidade popular nos faz, muitas vezes, imaginar Maria a partir do estereótipo da pacata dona de casa ou a jovem mãe com o filho nos braços. No entanto, Maria é mais que isso; é a mulher da coragem, do sim sem limites, a mulher do silêncio cheio de sabedoria, o modelo de discípula.

É essa mulher forte e mãe terna, seguidora de Jesus na causa do Reino, que nos inspira para uma resposta generosa e fiel aos Projetos de Deus no nosso cotidiano. Ao percorrer a narrativa dos evangelistas, enxergamos Maria, a pedagoga que nos ensina a ser missionários e missionárias, discípulos e discípulas. Maria, ao saber que daria a luz ao Filho de Deus, diz sim, mesmo ainda sendo muito jovem. Ela nos ensina a responder sim ao chamado para a messe onde os operários e operárias são poucos. 

Maria é a mulher que não hesita. Ao saber que sua prima Isabel está grávida, se põe imediatamente a caminho. Ponhamo-nos também à caminho sempre que necessário for, sempre que nossos irmãos e irmãs de nós precisarem.

Imagem: A12.com
Maria nos ensina a ouvir e a fazer tudo o que Jesus nos disser. É nas Bodas de Caná que ela, ao estar atenta ao que se passa, sabe dizer que faltava vinho. Estejamos nós atentos em nossa família, em nosso trabalho, em nossa comunidade, para, assim como Maria, sermos solícitos e saber ouvir, para fazer tudo o que Ele nos disser.

Maria aprende com Jesus. Ela muda a direção do seu caminhar. De maneira inovadora, Jesus apresenta o Reino de Deus. É árduo também para ela os novos passos, afinal, a sua história de mulher de Nazaré da Galiléia a faz ter certezas construídas a partir da história do seu povo. Aprendamos nós a desconstruir certezas arraigadas em nossas culturas, para que, com o espírito mariano, entendamos a proposta do Jesus ousado e atual e nos coloquemos a caminho.

Por fim, Maria é especialmente contemplada pelo Espírito Santo, na concepção de Jesus e na comunidade dos discípulos em Pentecostes. Agraciada por Deus, ela é para nós, como flecha que aponta para Jesus Cristo e nos convoca a sermos discípulos e discípulas do seu Filho, missionários e missionárias em prol da construção do Reino, em favor dos mais pobres, humildes e abandonados.

Louvemos à Maria mãe, mulher, serva de Deus, discípula, missionária pedagoga da libertação e da esperança. Não tenhamos medo de nos colocar a caminho. Aprendamos com ela a seguir o Mestre Jesus.

Texto: Hilda C. de Miranda Farias 
(MLR - Unidade Dom Muniz - Belo Horizonte - MG)
Fonte: Revista Akikolá.




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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Maria: Mãe e missionária do Pai com Jesus

Maria é missionária por vários fatores, mas ela é acima de tudo missionária porque nela se realiza e se gesta o transbordamento do amor de Deus, Jesus Cristo.

Maria está sempre envolta dessa presença do mistério divino, desde o seu SIM, pelo qual tornou-se a mãe do Salvador (Lc 1, 26-38) até o seu SIM dolorido e sofrido aos pés da cruz de Jesus (Jo 19, 25-27). Ela se torna filha bendita por meio do amado Filho! Reconhecemos em Maria o autêntico itinerário que cada batizado deve trilhar para viver como missionário.
Imagem: A12.com

A Virgem Maria nos ensina a ter fé. Ela conservava no coração tudo o que ouvia e via, e por isso foi feliz, porque acreditou. Ela acolheu o Verbo encarnado em seu ventre e a partir de então passou a realizar a peregrinação da fé, seguindo o seu Filho. Ela não permaneceu alheia e indiferente ao amor e a presença de Deus em sua vida, mas se envolveu e deixou-se cativar pelo mistério de amor de Deus.

Invocando-a sob vários títulos, ela vem ao socorro de toda a humanidade nas mais variadas situações e perigos. Nela a Igreja se reconhece também como Mãe, disposta a ir aonde Cristo quer que o amor de Deus alcance. Maria é a primeira evangelizada (Lc 1, 26-38) e a primeira evangelizadora (Lc 1, 39-56).

“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Os missionários, ou seja, todos os batizados, que gastam a sua vida à frente dos campos de missão ou no dia-a-dia do seu trabalho, da vida familiar e das ações eclesiais encontram em Maria o modelo perfeito de dedicação e fidelidade, pois ela se consagrou totalmente como Serva do Senhor.

Ser missionário é ser como Maria disposta a lançar-se na grande aventura de crer e com ela, afirmava São João Paulo II, “aprendei também vós a dizer o ‘SIM’ de adesão plena, alegre e fiel à vontade do Pai e ao seu projeto de amor”.

Texto: Pe.Helder José, C.Ss.R
Fonte: A12.com





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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos - Papa Francisco

"Queridos jovens, juntamente convosco desejo refletir sobre a missão que Jesus nos confiou. Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé» (Carta enc. Redemptoris missio, 2): escrevia São João Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou.

O Sínodo que celebraremos em Roma no próximo mês de outubro, mês missionário, dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às comunidades cristãs.

A vida é uma missão

Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor. O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo» (Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).

Anunciamo-vos Jesus Cristo

A Igreja, ao anunciar aquilo que gratuitamente recebeu (cf. Mt 10, 8; At 3, 6), pode partilhar convosco, queridos jovens, o caminho e a verdade que conduzem ao sentido do viver nesta terra. Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós, oferece-Se à nossa liberdade e desafia-a a procurar, descobrir e anunciar este sentido verdadeiro e pleno. Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e da sua Igreja! Neles, está o tesouro que enche a vida de alegria. Digo-vos isto por experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar. Vi muitos sofrimentos, muita pobreza desfigurar o rosto de tantos irmãos e irmãs. E todavia, para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais. Muitos homens e mulheres, muitos jovens entregaram-se generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos irmãos. A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos (cf. 1 Cor 1, 17-25) como anúncio do Evangelho para a vida do mundo (cf. Jo 3, 16). Ser inflamados pelo amor de Cristo consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama (cf. 2 Cor 5, 14). Na escola dos santos, que nos abrem para os vastos horizontes de Deus, convido-vos a perguntar a vós mesmos em cada circunstância: «Que faria Cristo no meu lugar?»

Transmitir a fé até aos últimos confins da terra

Pelo Batismo, também vós, jovens, sois membros vivos da Igreja e, juntos, temos a missão de levar o Evangelho a todos. Estais a desabrochar para a vida. Crescer na graça da fé, que nos foi transmitida pelos sacramentos da Igreja, integra-nos num fluxo de gerações de testemunhas, onde a sabedoria daqueles que têm experiência se torna testemunho e encorajamento para quem se abre ao futuro. E, por sua vez, a novidade dos jovens torna-se apoio e esperança para aqueles que estão próximo da meta do seu caminho. Na convivência das várias idades da vida, a missão da Igreja constrói pontes intergeracionais, nas quais a fé em Deus e o amor ao próximo constituem fatores de profunda união.

Por isso, esta transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do «contágio» do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6). E tal expansão gera o encontro, o testemunho, o anúncio; gera a partilha na caridade com todos aqueles que, longe da fé, se mostram indiferentes e, às vezes, impugnadores e contrários à mesma. Ambientes humanos, culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja constituem as periferias extremas, os «últimos confins da terra», aos quais, desde a Páscoa de Jesus, são enviados os seus discípulos missionários, na certeza de terem sempre com eles o seu Senhor (cf. Mt 28, 20; At 1, 8). Nisto consiste o que designamos por missio ad gentes. A periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida. Toda a pobreza material e espiritual, toda a discriminação de irmãos e irmãs é sempre consequência da recusa de Deus e do seu amor.

Hoje para vós, queridos jovens, os últimos confins da terra são muito relativos e sempre facilmente «navegáveis». O mundo digital, as redes sociais, que nos envolvem e entrecruzam, diluem fronteiras, cancelam margens e distâncias, reduzem as diferenças. Tudo parece estar ao alcance da mão: tudo tão próximo e imediato... E todavia, sem o dom que inclua as nossas vidas, poderemos ter miríades de contactos, mas nunca estaremos imersos numa verdadeira comunhão de vida. A missão até aos últimos confins da terra requer o dom de nós próprios na vocação que nos foi dada por Aquele que nos colocou nesta terra (cf. Lc 9, 23-25). Atrevo-me a dizer que, para um jovem que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação.

Testemunhar o amor

Agradeço a todas as realidades eclesiais que vos permitem encontrar, pessoalmente, Cristo vivo na sua Igreja: as paróquias, as associações, os movimentos, as comunidades religiosas, as mais variadas expressões de serviço missionário. Muitos jovens encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir os «mais pequenos» (cf. Mt 25, 40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão. Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom-êxito profissional, mas desenvolva e cuide um dom do Senhor para melhor servir aos outros. Estas louváveis formas de serviço missionário temporâneo são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários.

De corações jovens, nasceram as Pontifícias Obras Missionárias, para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade. As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é. Apraz-me repetir a exortação que dirigi aos jovens chilenos: «Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim» (Encontro com os jovens, Santiago – Santuário de Maipú, 17/I/2018).

Queridos jovens, o próximo mês missionário de outubro, em que terá lugar o Sínodo a vós dedicado, será mais uma oportunidade para vos tornardes discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão até aos últimos confins da terra. A Maria, Rainha dos Apóstolos, ao Santos Francisco Xavier e Teresa do Menino Jesus, ao Beato Paulo Manna, peço que intercedam por todos nós e sempre nos acompanhem.

Vaticano, 20 de maio – Solenidade de Pentecostes – de 2018.

FRANCISCO.

Fonte: Vatican



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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Missão Oblata à Luz da Palavra de Deus




“...os cobradores de impostos e as prostitutas entrarão antes de vós no Reino de Deus” 

(Mt. 21,31)



A frase acima é uma das mais cortantes, proferida por Jesus aos chefes religiosos. Os cobradores de impostos e as prostitutas constituíam as duas classes de pessoas mais odiadas e que sofriam maior preconceito na sociedade religiosa de seu tempo.

Com sua presença e ternura Jesus quebra as atitudes preconceituosas que delimitam friamente os espaços e alimentam proibições que impedem a manifestação da vida.

Jesus provoca um grande escândalo nos seus ouvintes, sobretudo entre os fariseus, sacerdotes e anciãos do povo, que se consideravam superiores aos outros, perfeitos cumpridores da lei, e, portanto, merecedores da atenção de Deus.

Eles apresentavam-se como modelos para o povo, porque viviam atraídos por um Deus que somente eles encontravam. É duro viver ao lado de um fundamentalista, porque igualmente duro é seu “deus”.

De fato, há um monstro que habita as profundezas de nosso ser, devorando-nos continuamente e expelindo seu veneno mortal: trata-se do preconceito.

Ele constitui o risco permanente em nossa vida, pois limita a realidade, aumenta as distâncias, estreita o coração, inibe o olhar e nos faz incapazes de acolher o bem e a verdade presentes no outro que é diferente.

O preconceituoso está o tempo todo petrificado em suas velhas e deformadas opiniões sobre tudo e sobre todos. Ele é precipitado em julgar, apressado e ansioso na formulação de juízos sem critérios. 

Jesus, pelo seu modo de ser e pela sua pregação, toca as profundezas da vida. Ele convive, a maior parte de seu tempo, com aqueles que não tinham lugar dentro do sistema social-religioso existente. Ele se coloca ao lado dos excluídos e dos últimos da história: acolhe os “imorais” (prostitutas e pecadores), os “marginalizados” (leprosos e doentes), os “hereges” (samaritanos e pagãos), os “colaboradores” (publicanos e soldados), os “fracos e os pobres” (que não tem poder nem saber); os que não tem lugar passam a ser incluídos.

Nas encruzilhadas desafiadoras de hoje somos chamados a estabelecer, também com aqueles que não compartilham nossa fé, nem são de nossa cultura, mentalidade..., relações de proximidade, reciprocidade e intercâmbio; somos movidos a compartilhar com eles obscuridades e perguntas e também momentos de luz e de revelação. 

Texto: Pe. Adroaldo Palaoro, sj.





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