Vocacional Oblata

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Planejar a Vida, uma questão de escolha - Projeto de Vida

Vamos combinar algumas coisas para o ano que se inicia?
Vamos cultivar uma nova sintonia com a nossa própria história, convivendo e saboreando tudo que a vida nos oferece todos os dias, ainda que haja fatos desagradáveis e injustiças, mas que nos fazem crescer  com a vida? Vamos começar o ano lembrando algumas tarefas significativas que podem ser essa ponte da nossa história de vida como novas possibilidades que serão boas  para todas e todos?

É nesse contexto que vemos a importância e a necessidade de um projeto de vida. Planejar o presente e o futuro para atender aos apelos de nossos desejos mais profundos e às necessidades mais urgentes, tanto pessoais como sociais. No entanto, para que isso aconteça, é preciso encontrar, nas correrias da vida, um momento de refletir, analisar e decidir se quero realmente andar na contramão, com posturas diferenciadas em uma sociedade tão competitiva e consumista.

À decisão, segue o momento de escrever a própria história, para tê-la em suas próprias mãos. Descrever: onde e como estou? Quais são os meus sonhos (pessoais, sociais, familiares, escolares, profissionais...)? Quais as decisões e ações efetivas para que esses sonhos se concretizem? Onde e como devo atuar  no cotidiano? É um momento de olhar o caminho, de clarear o processo a ser feito, em vista de uma missão que propõe a doação da vida em prol não só da sua felicidade plena, mas também da comunidade e da sociedade.
O projeto de vida só será eficaz se for revisto de tempos em tempos, revisitado sempre que a vida passar por mudanças e, se necessário, ser elaborado levando em consideração o contexto vivido. O projeto de vida pode ser feito da maneira que achar melhor, sendo criativo e simples, ao mesmo tempo, da forma como o coração mandar.

Muitos ventos tentarão levá-lo para outros destinos, como a superficialidade, o consumo enraizado que nos faz colocar na balança os valores de nossa existência, a falta de tempo e a dificuldade de ter prioridades, a falta de horizontes, a ausência de espaços para atuar e fazer acontecer o nosso projeto. Mas vale muito apena ultrapassar essas dificuldades para desenhar o futuro que queremos para nós e para as próximas gerações.

Texto com adaptações.
 Rui Antônio de Souza, da equipe da redação do jornal Mundo Jovem
Fonte: Revista Aparecida - janeiro 2016

sábado, 7 de janeiro de 2017

Somos Batizados no Batismo de Jesus.

Era assim o batismo que praticava João Batista no tempo de Jesus e é assim o batismo se repete em muitas denominações pentecostais. O rito manifestava apenas a adesão ou a conversão de uma pessoas às palavras do pregador. Não significava nenhuma graça especial. Por isso, é repetido  tantas vezes quantas forem as conversões ou os pregadores.

Você já notou que em muitos batistérios existe a representação do Batismo de Jesus? Isso porque o Batismo provocou uma mudança substancial no rito do batismo. Conforme narram os Evangelistas, quando Jesus saiu ao encontro de João Batista e solicitou-lhe o Batismo, algo diferente aconteceu. João inicialmente se recusou a batizá-lo, mas depois obedeceu e cumpriu o rito tradicional. No entanto, enquanto cumpria o rito, ocorreu algo surpreendente. Manifestou-se a presença de Deus pai e do Espírito Santo e uma voz declarou: "Este é meu Filho querido, nele coloquei todo meu amor". A partir desse momento, o batismo adquire uma nova significação: já não será apenas um ato de conversão humana, mas transforma-se num sacramento de adoção divina. Deixa de ser apenas, um ato humano e transforma-se em sinal eficaz de um dom divino, comunicado gratuitamente ao homem, que o marca de forma indelével  como filho e filha de Deus. Pelo rito da água, o Espírito Santo penetra o ser humano e repete-se  a voz do pai a cada batizando: "Você é meu filho querido, minha filha querida, em você eu coloco todo o meu amor".

O Batismo da Igreja Católica é um sacramento  que atualiza o Batismo de Jesus e não o batismo de João Batista. Somos batizados no Batismo de Jesus, ou seja, somos integrados como membro do seu Corpo ressuscitado, de tal modo que o Pai sempre nos vê inseridos em seu Filho único e não pode ser repetido. Uma vez adotados por Deus Pai como filhos, nós o seremos para sempre, como bons ou maus filhos, mas sempre filhos. E Ele jamais se cansará de nos amar, de nos esperar quando estamos longe dele, de nos perdoar quando voltamos e de nos abraçar com alegria como seus filhos queridos.

Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R
Fonte: Revista de Aparecida - janeiro 2016