terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Feliz 2020

2020 está batendo em nossa porta!

        Chegando ao final de mais um ano, vai passando por nosso coração toda trajetória vivida ao longo de 2019. Os sonhos realizados, as amizades conquistadas, perda de pessoas queridas, entre tantos outros acontecimentos. 

Neste período também não podemos nos esquecer de  nos questionarmos sobre como foi meu caminhos vocacional ao longo do ano de 2019. Escutei a voz de Deus que clama na realidade? Conversei com Deus? Confiei em seu amor? 

“Amar e servir é o nosso compromisso”.  
(Venerável Antonia, Fundadora das Oblatas)








terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Natal

 “Um Menino é a resposta de Deus às nossas perguntas”


“Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas 
e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12)
Autor: Padre Adroaldo

Estamos em um tempo que nos fala do essencial: um Deus que se faz carne, o divino que se faz humano; o eterno se estremece diante do que é terno; o infinito abraça amorosamente a fragilidade…

Viver este mistério é viver em Deus, compreender até onde chega a loucura de amor de um Deus que se humaniza para que nos humanizemos. “A humanidade de Cristo é a humanidade vivida à maneira de Deus, ou melhor, vivida por Deus” (José Arregi).

“Deus se humanizou”: tal expressão revela que a Misericórdia de Deus significa também ternura.
Apareceu um Menino: apareceu a ternura e a doçura do Deus que salva. Na fragilidade de uma criança se esconde e se revela a grandeza divina. Uma antiga tradição religiosa afirma que a maior seriedade de Deus aconteceu quando Ele virou menino. Louca aventura amorosa de Deus!
No rosto de uma criança se faz visível a Misericórdia que desce sempre mais abaixo, que nasce no ventre da terra e se faz terra fértil.

Segundo Jacob Boehme, místico medieval, Deus é uma Criança que brinca..
É nessa atmosfera “infantil” que Deus se aproximou de nós. Não veio como um imperador poderoso nem como um sumo-sacerdote ou um grande filósofo. Deus pode ser encontrado não na estrada suntuosa do domínio e do poder, mas na estrada da doação, da partilha, da solidariedade… A única explicação da “descida” de Deus é seu “amor compassivo”. Ele mergulhou na nossa fragilidade fazendo-se uma criança pobre, que nasce na periferia, no meio de animais, deitada numa manjedoura… para que ninguém se sentisse distante d’Ele, para que todos pudessem experimentar o sentimento de ternura que  uma criança desperta e sobre quem nos dobramos, maravilhados. Criança não infunde medo; todos se aproximam dela. Pequenino com os pequeninos, Deus nos faz proclamar silenciosamente:
“Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande…” (Adélia Prado).
É a fragilidade de uma criança que ativa em nós a atitude da expectativa, da novidade, do assombro...

Cada nascimento é um sinal, um imenso milagre, uma bela promessa, um profundo chamado. Viver é milagre. Só ser já é milagre. E o maior milagre é a ternura que cuida, nutre, consola. Isso é “Deus”.

Dizia o pintor Pablo Picasso que tornar-se criança leva tempo, e poderíamos acrescentar que somente o encontro com o Deus Menino nos devolve a pureza e a inocência primordiais. Quando nos fazemos presentes junto à Criança eterna, então brota em nós o impulso para a renovação de vida, o despertar da inocência escondida, o encontro com novas possibilidades de ação que correm em direção ao futuro.

O Natal é essa ternura que ilumina a história humana, o cosmos do qual somos parte. É a confissão de que a bondade gera e sustenta a vida. É crer que tudo está eternamente movido por um pulsar profundo, criador, maior e mais poderoso que o universo, mais terno e pequeno que o coração de um recém-nascido. É a promessa de que o bem prevalecerá.
Ao recuperar o olhar de assombro e de espanto no interior da Gruta de Belém, nossa mente se abre à imaginação e ao sonho, começamos a considerar as infinitas possibilidades para ser e conviver, brota a alegria do novo, do que está nascendo a cada instante, de explorar recursos inéditos e desconhecidos.

Natal é o tempo para acolher com ternura o que é germinal, o pequeno, o que nasce nos movimentos sociais e humanitários alternativos e nos grupos eclesiais que se empenham por um mundo novo e por uma Igreja mais sintonizada com o sonho de Deus. É o momento de sair para os excluídos, para aqueles que não podem chegar até nós.

Ao entrar na gruta para contemplar o Menino-Deus, conectamos, ao mesmo tempo, com o mais profundo do coração humano, carregado de compaixão e generosidade. A bondade humana é uma faísca que pode se atrofiar, mas jamais se apagar. São necessários alguns momentos densos para que esta chama seja ativada. A vivência do Natal é um deles.

Da “Gruta de Belém” à “gruta interior”: esta é a aventura que nos leva a crescer, amar e compartilhar com os outros o dom da vida; aprender a ver nas pessoas a grande reserva de bondade, altruísmo e generosidade que carregam dentro de si; nunca conformar-nos com a injustiça e a violência, semeando cordialidade e gentileza a todos (as); e, sobretudo, ser mestres da esperança. “…porque é de infância, meu filho, que o mundo precisa” (Thiago de Mello).

O Menino Deus, em Belém, nos oferece uma maneira nova de olhar a realidade e a fragilidade de tantas pessoas. A contemplação de Jesus em seu nascimento nos ensina a contemplar a fragilidade e a exclusão humana como uma forma de presença de Deus. Deus está entre nós como fragilidade, nos excluídos, nos pobres, nas carências de todo tipo, em cada uma de nossas limitações. Por isso mesmo, sair, descer ao encontro das carências humanas, é uma forma de peregrinação para o coração do Deus mais vivo e surpreendente. Com os mesmos passos com que nos aproximamos da fragilidade dos que sofrem, também nos aproximamos de Deus.
A partir dessa debilidade podemos sentir que passa por nós a força de Deus, seu santo braço, que transforma, com nossa ajuda, toda a realidade.

Se Deus correu o risco de encarnar-se, de nascer pobremente e crescer como salvação a partir da exclusão deste mundo, já não há excluídos para Ele, ninguém fica fora d’Ele. E o lugar principal para a festa é ali onde Ele aparece: nos aforas, onde não há lugar, onde tudo parece esgotar-se e é condenado a crescer em meio às ameaças e às intempéries das situações humanas.
O Nascimento de Jesus é um atrevimento, uma verdadeira ousadia, uma surpresa inimaginável…; na verdade, o Natal é a manifestação do impossível que se faz possível no coração de Deus.

“Ele é o eterno Menino, o Deus que faltava; o divino que sorri e que brinca; o menino tão humano que é divino” (Fernando Pessoa).

Agora temos um Deus menino e não um Deus juiz severo de nossos atos e da história humana. Quê alegria interior sentimos quando pensamos que seremos julgados por um Deus Menino! Ao invés de condenar-nos, ele quer conviver e entreter-se conosco eternamente.





segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Tempo do Advento

QUANDO OLHAMOS PARA TRÁS

🌲 🌲 🌲 


Reflexão retirada do site: Koinonia

Estamos no final do ano. E como sempre somos convidados a olhar para trás, para rever no ano que passou os grandes acontecimentos nacionais e internacionais que marcaram a vida. Resenhas históricas, econômicas e políticas enchem os programas televisivos, os jornais e as revistas do último mês do ano. Fazem-se algumas previsões, horóscopos e estatísticas para o ano novo, ensaios futuristas de diferentes tipos e qualidades. 
O que eu gostaria de olhar ou de rever do que passou? O que gostaríamos de tornar vivo em nossa memória? Para além da corrupção presente em todo o continente, da seca e das enchentes, dos acidentes aéreos e rodoviários, do tráfico de drogas e da guerra nos centros e periferias o que nos fica de bom deste ano? Quais foram as coisas que guardamos para além da linguagem das crises econômicas e financeiras, para além da crise alimentar verdadeira e fictícia, para além da crise do petróleo, para além das guerras sem fim? O que falou ao nosso coração na linguagem do amor e da misericórdia? O que foi escutado e gravado em nossas mentes na linha da construção de nossa humanidade tão faminta de justiça e de ternura? O que continua em nós como um bom eco ou como ressonância de coisas que ainda são capazes de acordar em nós bons sentimentos e boas ações?
Difíceis perguntas e difíceis respostas. Precisamos parar para pensar antes de responder a estas perguntas tão simples e diretas. No fundo fixamos muito pouco as coisas boas e muito poucos conseguem falar delas. É como se o sabor bom das coisas fosse instantâneo, fugidio e logo esquecido. É como se o amargo e o ácido do sofrimento perdurassem mais, apenas amainados pelos rápidos instantâneos de prazer.
Constatamos a cada dia que os meios de comunicação se ocupam em difundir cada vez mais um número maior de informações trágicas carregadas de uma dramaticidade ímpar. Repetem estas informações cinco ou dez vezes ao dia como se fosse novidade. Requentam notícias como se fossem as da última hora. Retemos em nossos olhos e em nossa memória as cenas trágicas da queda de um avião, da revolta das famílias enlutadas, dos corpos mortos resgatados das enchentes, dos cadáveres de bois e vacas estendidos pelo sertão nordestino, da terra aberta pelo sol intenso mostrando suas entranhas ressequidas, de um incêndio devastador dos campos... Quase nos intoxicamos com as notícias sobre a captura, o julgamento, a prisão ou a impunidade dos corruptos. Por pouco não sentimos o intenso calor do aquecimento global invadindo o nosso corpo sem que o ar condicionado possa nos servir.
Uma poluição de más notícias nos habita, um quase gosto de sangue invade nosso paladar. Para sair desse inferno imposto só mesmo a alienação da propaganda consumista! Consumir para esquecer dos males diários...
A tragédia parece interessar mais do que os pequenos pontos de luz que nascem das relações humanas e se multiplicam em muitos lugares de diferentes maneiras. A tragédia de diferentes tipos faz notícia, aumenta o poder da mídia e de seus donos! Basta ler os diários, sobretudo os populares e perceberemos o que chega aos olhos e ao conhecimento dos leitores.
Esta poluição chega igualmente às igrejas. Os pregadores não hesitam em acentuar as obras dos demônios manifestadas nas doenças e em muitas outras catástrofes coletivas e pessoais.
Em pleno Advento já encontrei gente de igreja preferindo contar mais detalhes sobre a fuga de Maria e José ao Egito, a peregrinação deles em busca de um lugar para ficar, a matança dos meninos de tenra idade mandada executar por Herodes, como se fossem os acontecimentos mais importantes daquele momento.
As tragédias de cores fortes interessam mais do que descobrir o frágil sentido de uma criança abrigada numa manjedoura ou de uma flor que nasceu num telhado ou de uma criança com dificuldade escolar que conseguiu aprender a ler e escrever ou de um idoso sorrindo, pois foi capaz de escrever um poema de amor.
As coisas boas não são notícias repetidas cinco ou dez vezes como as más. Não há imagens que nos ajudem a fixar a beleza e a justiça nas relações. Imagens que poderiam voltar aos nossos olhos e ouvidos como para educarem a memória de nosso corpo naquilo que pode nos fazer bem. Imagens que poderiam nos convidar à reflexão sobre o mundo que estamos construindo e sobre aquele que queremos ver nascer ainda hoje.
Precisamos de imagens que tenham ressonância no fundo de misericórdia e de beleza que nos habita. É dele que nos vem o convite para não temer o caído na estrada ou de nos alegrarmos com as pequenas vitórias de nosso dia a dia, com os pequenos gestos de ternura e misericórdia em meio à mistura violenta e paradoxal de nossa história.
Olhando para trás vi a menina-moça que voltou a enxergar, o paralítico que conseguiu uma nova cadeira de rodas, o mutirão de limpeza da rua, a organização do lixo seletivo...
Olhando para trás há pequenos gestos de amizade, de ajudas inesperadas, de canções que movem o coração....
Em meio à espantosa turbulência de nosso tempo, à dominação do império da novidade, à dominação do lucro individual, em meio às ameaças de todo tipo precisamos recordar e resgatar as coisas boas a fim de viver um pouco mais de sua força. Precisamos sair da preguiça imposta pelo capitalismo que não nos permite mais fazer um bom pão caseiro, que toma nosso tempo inteiro e não nos deixa saborear um suco feito em casa ou um café com leite e bolo de fubá quentinho...
No nosso ano que está quase terminando, provavelmente tenhamos vivido estes momentos de extraordinária gratuidade, momentos que ficam com sabor de quero mais no ano novo que já desponta. Tentemos recordá-los, reconhecer sua importância no sustento de nossa vida, torná-los significativos em nossa história.
Estes gestos simples nos ajudam a continuar “lutando contra principados e poderes” como disse um dia São Paulo, não com canhões, mísseis e espadas de guerra... E nem com as tragédias humanas usadas como álibi para manter o poder dos poderosos.
Uma mesa posta, toalha e flores, pão saído do forno, um delicioso vinho cujo odor se sente de longe... Tentemos cada dia na simplicidade das coisas essenciais à vida despertar a ternura adormecida em nós e olhando para trás dar graças por estarmos aqui no misterioso momento presente.


Ivone Gebara

Dezembro 2008.

                                                
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Mulheres da Bíblia 👩 Abigail: Prudente e Sábia

👉Conheça Abigail👈
1Sam 25,14

O nome Abigail significa Deus pai se alegra. Mulher bonita e inteligente contrastava com seu marido Nabal que era mesquinho e mal-humorado. Apesar disso, Abigail comportava-se como a esposa perfeita. Ela protegia os interesses do marido e pedia desculpa pelo comportamento dele. Fiquemos atentos ao que nos diz no capítulo 25,14ss do Primeiro Livre de Samuel:

Abigail, a mulher de Nabal, foi informada por um dos seus criados, que lhe disse: “Davi mandou, do deserto, mensageiros para saudar nosso amo, mas ele recebeu-os mal. No entanto, esses homens tratam-nos sempre muito bem [...] serviram-nos de muro de defesa, dia e noite, enquanto estivemos com eles apascentando os rebanhos. Vê, pois, o que tens a fazer, porque a ruína de nosso amo e de toda a sua casa e coisa decidida, tanto mais que ele é um idiota, com quem não se pode falar”.
Então Abigail apresentou-se a tomar duzentos pães, dois odres de vinho, cinco cordeiros preparados, cinco medidas de farinha de trigo torrada, cem bolos de uva passas, duzentas tortas de figos secos, pôs tudo em jumentos [...] ai descendo a montanha [...] quando topou com Davi e seus homens [...].

Como bem sabemos, a Bíblia foi escrita num ambiente patriarcal. Conserva, porém, relatos que mostram quanto era importante à presença e o discernimento das mulheres. Abigail é um exemplo disso: enquanto seu marido rejeitava grosseiramente qualquer tipo de ligação com o movimento de Davi, considerando-o marginal, ela percebeu a importância e a grandeza do grupo e procurou aliar-se a ele.
Abigail, mulher rica e respeitada, era uma esposa prudente e sábia. Seu marido Nabal, no entanto, tinha fama de prepotente: expulsou Davi e seus seguidores das suas terras. Abigail teve o pressentimento de que, na luta de Davi contra o rei Saul, o primeiro sairia vencedor. Naquele momento, Davi e seu bando eram considerados fora-da-lei.
No Primeiro Livro de Samuel, capítulo 25,24ss, Abigail diz a Davi: “A culpa é toda minha, meu senhor! Deixa falar a tua escrava, escuta suas palavras. Meu senhor não faça caso desse idiota, Nabal, pois ele é bem o que o seu nome indica: Nabal, louco. É isso o que ele é! [...] Agora meu senhor, pelo Senhor e por tua vida, juro, foi o Senhor que te impediu de derramar sangue e deteve a tua mão”.
A grande proprietária, Abigail, prostra-se diante de Davi. Ela se dirige a ele com palavras que sugerem ser ela sua serva e Ele, o grande Senhor.
Essa atitude de diplomacia comoveu Davi, o qual prometeu não fazer mal algum contra Nabal e contra sua casa.
A Bíblia apresenta Abigail simplesmente como esposa prudente, sábia e bonita. Mas é importante notar como ela toma as inciativas e controla o que acontecerá entre seu marido Nabal e Davi.
Ainda no capítulo 25,29-30, lemos as palavras proféticas de Abigail a Davi: “Se alguém te perseguir ou conspirar contra ti, a alma do meu senhor ficará guardada no bornal da vida, junto do Senhor teu Deus. [...] E quando o Senhor tiver feito o meu senhor todo o bem que lhe prometeu, quando te houver estabelecido chefe sobre Israel [...]”.
Todos se lembram de que Davi era um pastor, caçula entre os filhos de José. Abençoado pelo profeta Samuel, ele consegue agradar o rei Saul. Entretanto, o rei tem ciúmes de Davi o expulso de sua casa. Nesse momento, uma mulher bonita e rica lhe fala como profetisa! Surpreso e comovido, Davi abençoa a sabedoria de Abigail antecipam a profecia de Natã e ela se torna, então, o elo entre os dois profetas da monarquia, Samuel e Natã.
Abigail voltou para casa depois do sucesso de seu encontro com Davi. Ela salvara a vida do marido e a de todos os que moravam e trabalhavam na casa.
Ao chegar, porém, ela encontrou Nabal dando uma grande festa. Ele estava alegre e completamente bêbado. No dia seguinte, Abigail contou ao marido que conseguira salvar a todos. Nabal ficou revoltado e parecia que o seu coração parara no peito, ficando petrificado. Dez dias depois Nabal Morreu.
A reação de Davi é narrada em 1Sm 25,39: Quando Davi recebeu a notícia da morte de Nabal, exclamou: “Bendito seja o Senhor, que vingou a ultraje que Nabal me fez, e que me impediu de fazer-lhe mal! O Senhor fez cair sobre a cabeça a própria maldade!”.
Então Davi enviou mensageiros a Abigail com a proposta de ela se tornar sua mulher. Os servos de Davi se dirigiram a Abigail em Carmel e disseram – lhe: “Davi mandou-nos a ti porque quer tomar-te como esposa”. Ela se levantou, inclinou-se com o rosto por terra e disse: “Aqui está a tua serva, disposta a ser tua escrava para lavar os pés dos servos do meu senhor”.



Fonte Livro: Mulheres da Bíblia – Paulinas 2004.


Que achou da História de Abigail?
Qual outra mulher da Bíblia te inspira?


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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Cultivando o Coração 💚

Leia o poema e destaque uma frase 
dele que mais te chamou atenção.
👉 Guarde esta frase em seu ❤ 👈
Boa Leitura! 

ESTOU À ESCUTA, SENHOR, À ESPERA DE TUA PALAVRA!

Tua PALAVRA é pão vivo.
Tua PALAVRA me nutre de DEUS.
Tua PALAVRA é minha mestra.
“Em segredo tu me ensinas SABEDORIA”.
Tua PALAVRA me ensina a discernir os espíritos.
Ela me ajuda a reconhecer o que é verdadeiro e o que é ilusório,
o que é passageiro e o que é permanente.

Tua PALAVRA me ajuda
a pensar os TEUS pensamentos, e não os meus;
a andar os TEUS caminhos, e não os meus.
Tua PALAVRA me ajuda
a olhar com TEUS olhos,
a escutar com TEUS ouvidos,
a aprender a amar com TE AMOR.

ESTOU À ESPERA DE TUA PALAVRA.
Tua PALAVRA modifica minha relação
com as outras palavras.
Tua PALAVRA acontece sempre,
Em cada ENCONTRO E EM CADA PARTILHA,
em  cada PESSOA, em cada acontecimento.

Também a natureza é portadora de tua Palavra.
Se estou ocupada ou tento fugir,
perco TUA MENSAGEM  e minha resposta.

ESTOU À ESPERA DE TUA PALAVRA.

Posso não ouvir,
por estar presa às minhas expectativas.
Então também teu silêncio tem algo a me dizer.
Continuamente esperas minha resposta: EU MESMA!
Tua PALAVRA cresce em mim
e eu cresço para teu louvor.
Aqui estou, Senhor
À ESPERA DE TUA PALAVRA.

(Kyrila Spieker)

domingo, 20 de outubro de 2019

Santíssimo Redentor - Expressão do Amor de Deus

DE TAL MODO DEUS AMOU O MUNDO, QUE LHE DEU SEU FILHO ÚNICO (Jo 3,16)

   
"Deus amou tanto o mundo...” é a revelação fundamental, que traz a certeza originante de toda uma experiência espiritual. O Amor é o centro dinâmico da Espiritualidade Redentorista. Um Amor afetivo que precede e motiva o amor efetivo. Uma experiência verdadeiramente bíblica, para quem conhece a linguagem profética da relação matrimonial entre Deus e o  seu Povo, tão bem exemplificada em Oséias e no Cântico dos Cânticos: "Eu os atraí com laços de bondade, com laços de amor" (Os 11,4). É um Amor gratuito, que brota primeiramente de Deus. Ele nos amou eternamente: - Amo-te com um amor eterno (Jr 31,3). Deus diz ao homem: - Olhe, fui eu o primeiro a amar você. Você não estava ainda no mundo. O mundo nem existia, e eu já o amava. Eu amo você desde que sou Deus. Amo você, e desde que amei a mim mesmo, amei também você"!

           Tal amor não se resume a uma declaração sentimental. É uma prática histórica, que culmina com a doação do Filho. A criação é o seu primeiro gesto de amor, no desejo de atrair para si o amor gratuito do homem: "...criou o céu, a terra e tantas outras coisas, todas por amor do homem” .
“Mas Deus não se contentou em dar-nos estas belas criaturas. Além disso, para cativar todo o nosso amor, Ele deu-se a nós em todo o seu ser. Deus Pai chegou ao extremo de nos dar seu próprio Filho: - Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu seu Filho único" (Jo 3,16). Jesus é, antes de tudo, a irradiação viva e humana do Amor do Pai pelo homem.
           A evidência formidável que brota dessa experiência de fé é esta: a Vontade de Deus, é essencialmente uma vontade de salvar a pessoa para o amor. Por isso, a Vontade de Deus não pode ser reduzida à dimensão jurídica das leis naturais e positivas, que são satisfeitas com a obediência. Toda a revelação cristã é a história de uma conquista amorosa do homem por parte de Deus, que vai acontecendo gradativamente no decorrer da história huma­na. A essência evangélica da Vontade de Deus é a vontade de amar e de ser amado. A conseqüência dessa descoberta é muito mais dinâmica do que todas as leis: se pela Reve­lação é essa a vontade de Deus, como não buscar essa Vontade com todas as forças e entregar-se totalmente a ela de forma incondicional, sem medidas e para sempre? "Ama um Deus que te ama tanto, antes que é o próprio Amor..."

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Papa Francisco pelo Dia Mundial das Missões

Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo


Queridos irmãos e irmãs!

Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.