Vocacional Oblata

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Vida Religiosa e o desafio do tempo presente


Alguém disse certa vez que os consagrados e consagradas devem levar em uma de suas mãos a Bíblia e, na outra, um jornal. Retirando os possíveis exageros, essa afirmação-talvez atualizada com a inclusão das mídias digitais - alude a uma questão fundamental: consagrados e consagradas são chamados a testemunhar o Evangelho no tempo presente. Pode parecer algo óbvio fazer esta afirmação mas, muitas vezes, a vida consagrada pode sofrer a tentação de se refugiar num passado fictício de seguranças e ritos que pouco ou nada  se comunica com a atualidade, numa esquizofrênica negação do hoje, num infecundo anacronismo de saudades de coisas jamais vividas.

Diante dos desafios que se colocam a todo tempo, cabe aos consagrados buscar um discernimento capaz de atualizar o Evangelho nos dias atuais. Cada época possui suas urgências, alegrias e tristezas. Não escolhemos o tempo em que vivemos, mas somos convidados a fecundá-lo com a esperança que brota da mensagem evangélica. Em sentido cristão, o presente é sempre o tempo pleno, o tempo da Salvação, o tempo propício para a conversão, o kairós de Deus que "engravida" a história e aponta o real sentido do mistério de viver.

Na história da vida consagrada conhecemos inúmeros exemplos de homens e mulheres, fundadores ou reformadores, que tiveram o olhar aguçado para ler seu próprio tempo e para apontar corajosas iniciativas para tornar mais visível a presença de Deus na história. Liam o presente, traduziam o Evangelho e apontavam para o futuro como profetas do hoje e sentinelas do amanhã. O grande risco que sempre ronda a vida consagrada é o de contentar-se em narrar prodígios do passado, vidas de santos, desafios já superados e esquecer-se de seu real significado no aqui e agora, ou seja,  esquecer que deve ser tradutora do Evangelho para o mundo atual. Esse excesso pode gerar um culto a epopeias do passado. Em outro extremo, a negação do presente pode se dar um permanente desejo de um futuro que virá, lido positivamente ou catastroficamente. Nesse caso, o presente dá lugar ao culto imaginativo do tempo que virá. 

Hoje, cabe aos consagrados lembrarem aos mundo e a toda Igreja a presença sempiterna de um Deus que caminha com Seu povo, que conduz a história e que sempre fecunda nosso presente.

Frei Gilson Miuel Nunes, OFM Conv.
Fonte: Revista:O Mílite

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Minha Vida Religiosa Consagrada Oblata - Ivoni Grando

Ser uma Irmã Oblata é uma constante construção da identidade vocacional, modelada através de uma longa história de amor e fidelidade silenciosa e dialogante com o Amigo Jesus. 

Amigo, porque respeita os processos humanos. O modelar-se supõe amassar a argila com cuidado e nem sempre minha argila é maleável. Requer de tempo, de espera, de paciência e do "pouco a pouco", e algumas vezes, recomeçar de novo. Mas conto com a certeza de que sempre sou acolhida com o mesmo abraço e ternura Daquele que constrói esta história de amor. 

Assim minhas raízes vão aprofundando-se na Identidade Vocacional de Irmã Oblata do Santíssimo Redentor, com novos sabores e saberes, no compromisso com a vida de outras mulheres que se encontram em contexto de prostituição e ampliando o horizonte  do sentido existencial e do Reino. 

Ivoni Grando
Irmã Oblata há 46 anos.
O que me dá a Razão de ser me sustenta nesta ação redentora e saber-me parte deste momento histórico da humanidade e da nossa Missão e Congregação, juntamente com os fundadores, Irmãs, mulheres  e ligas/os Oblatas de ontem, de hoje e de amanhã e confiar que "Tudo posso naquele que me conforta".



Este testemunho toca seu coração?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

147 anos da Fundação Religiosa da Congregação.

Hoje, recordamos a oblação generosa de Antonia. Em 02 de fevereiro de 1870, ela toma o hábito e se torna Madre Antonia Maria da Misericórdia, fundadora do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Ela, assume a Misericórdia em seu nome religioso, devido o carisma desta obra que a tocou profundamente.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

82 anos da Chegada das Irmãs Oblatas no Brasil

Celebramos neste dia 31 de janeiro, com muita alegria os 82 anos de presença da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. Uma história de doação e entrega, onde muitas jovens e mulheres tiveram suas vidas tocadas pelo amor misericordioso de Jesus Redentor.

Compartilhamos com você, um cordel feito pela jovem Lucinéia, uma leiga Oblata, que com muito carinho, celebra e homenageia nossa Congregação por mais um ano de Carisma, missão e trabalhos em terras brasileiras.




























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