quarta-feira, 26 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de São Paulo

Projeto Antonia,a Luta de cada Mulher


O Projeto Antonia é a unidade de missão mais nova do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e tem como objetivo a intervenção social e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em situação de prostituição, e atuam no bairro de Santo Amaro, na região da zona sul, da cidade de São Paulo.

A unidade iniciou suas atividades com uma pesquisa de campo realizada por duas Irmãs Oblatas: Ir. Maria Helena Braga e Sirley da Silva e a Cientista Social Flavia Mateus Rios, entre os anos de 2004 e 2005. Depois de constatada a presença do grande número de mulheres na prostituição na região de Santo Amaro, uma equipe iniciou um trabalho de visitas a campo e reuniões com as mulheres em uma das salas do Paço Cultural Julio Guerra, mais conhecida na região, como Casa Amarela. Confirmada a necessidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho com as mulheres, em agosto de 2007, foi inaugura a sede da unidade.

O Projeto Antonia, busca desenvolver ações de caráter espiritual, socioeducativo e político, voltadas para as mulheres em situação de prostituição, visando o crescimento em consciência de sua condição de pessoas e cidadãs; potencializando a luta pelos seus direitos e o combate ao preconceito que estigmatiza esse público. Para isso o Projeto se propõe sensibilizar a sociedade e seus diferentes grupos e instituições para essa realidade, criando uma rede de parcerias que possibilite responder de forma mais eficaz e qualificada a suas necessidades e problemáticas afins.

Com uma equipe multidisciplinar, a unidade tem o intuito de alcançar a aproximação e conhecimento da realidade das mulheres de baixa renda que exercem a prostituição, impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança.

O que motiva o trabalho do Projeto Antônia é o valor e dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. Além dos preconceitos existentes nos imaginários sociais, bem como na luta pela erradicação destes preconceitos, esta mística busca projetar-se no compromisso solidário com esta causa a exemplo de Jesus Redentor e os Fundadores do Instituto: Madre Antonia e Padre Serra. Esta mística tem uma pedagogia que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco" (segundo a Fundadora da Congregação) entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas, incluem e incentivam seus potenciais e capacidades mais genuínas.

Texto com adaptações.

Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Salvador


O inicio da história do Projeto Força Feminina, está ligado à chegada das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor na cidade de Juazeiro da Bahia, a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. A partir disso, as Irmãs Oblatas chegaram a Salvador no ano de 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciaram o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade e iniciar um trabalho de reconhecimento das pessoas que poderiam contribuir, como grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. 

Deste movimento nasceu o Projeto Força Feminina no ano de 1998, com as Irmãs Oblatas e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e socioeducativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto que desde então, busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

Sendo uma instituição social, de caráter pastoral, a unidade Oblata de Salvador é uma iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Desenvolve um trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadaniaOrganização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O Projeto Força Feminina conta com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição, respaldadas pelos princípios de Padre Serra e Madre Antonia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão, para aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição, contribuindo para que elas em relação às suas vidas possam “fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas” através da construção conjunta pela conscientização e humanização.

Texto com adaptações.

Fontes: Projeto Antonia
Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição.
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Belo Horizonte




Fundada em 1982, a partir da iniciativa das Irmãs Oblatas que se sensibilizaram com a questão das mulheres em situação de prostituição, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (Atualmente chamada como Diálogos pela Liberdade), é uma entidade sem fins lucrativos, vinculada ao Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

Com a missão de promover ações que favoreçam a humanização, autonomia e protagonismo das mulheres que se encontram em situação de prostituição, a Unidade Oblata, encontra-se na região do hipercentro de Belo Horizonte, articulada com entidades voltadas ao atendimento à mulher e atuando em parceria com instituições governamentais e não governamentais. 

Com valores baseados no respeito,  ética, solidariedade, perseverança, amor, criatividade, participação, responsabilidade, compromisso, sensibilidade e cooperação, a Unidade Oblata de Belo Horizonte trabalha também para levar informação à população conhecimento, Sensibilização contra o estigma, que viola direitos humanos das mulheres e contra a violência e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. 

A unidade Oblata “busca superar visões distorcidas moralistas e preconceituosas sobre as mulheres em situação de prostituição, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. Por isso, nos colocamos ao seu lado, como companheiras e companheiros de caminho, e defensoras/es da vida e dignidade.

Com uma equipe multidisciplinar a unidade Oblata de Belo Horizonte realiza atividades individuais e coletivas a partir de uma perspectiva de gênero, sendo oferecido: Oficinas formativas e informativas,  cursos de capacitação e formação, nos quais, as mulheres participam gratuitamente, além de atendimento individual e acompanhamento psicológico, jurídico, orientações e encaminhamentos na área da saúde, documentação, assistência e previdência social. Promovendo assim, a inclusão sociocultural e digital dessas mulheres no dia a dia.

Texto com adaptações.

Livro- Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 8 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Juazeiro da Bahia


A Pastoral da Mulher de Juazeiro é uma pastoral social da Igreja Católica, nascida no ano de 1978 na Diocese de Juazeiro – BA, com um trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias, que se sensibilizaram a realidade de exclusão a qual viviam as mulheres.

 Inicialmente o trabalho foi desenvolvido em um pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São José. Um ano depois as atividades se expandiram e viu-se a necessidade da criação de um novo espaço para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurada no ano de 1979 a Escola Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.

Em 1981 a convite do bispo Dom José Rodrigues as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor foram a Juazeiro para assumir a coordenação da Pastoral da Mulher juntamente com as equipes de agentes de pastoral, e com isso, este trabalho passou a ser assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais, passando a ser Pastoral da Mulher.


Com a grande migração humana neste período, segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres provindas das várias cidades da região e Estados, vivendo em situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral da Mulher seguiu com o seu trabalho, sendo uma presença de solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Unidade Oblata Pastoral da Mulher de Juazeiro, conta com um amplo espaço e uma equipe multidisciplinar de leigos profissionais, tendo como objetivo desenvolver ações que promovam uma maior humanização da realidade da mulher que se prostitui, projetando sua organização e gerando um processo de transformação social e politico. O trabalho é realizado com cerca de 500 mulheres engajadas no processo. Na sede da Pastoral, as mulheres recebem diversos acompanhamentos nas linhas espiritual, psicológica, social e jurídica, além de incentivo à formação e educação.

Texto com adaptações.


Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 1 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Rede Oblata

Unidades de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Neste mês de Julho, o Blog oblatas vai apresentar os projetos de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. 

Nossas unidades estão presentes em três estados: Diálogos pela Liberdade (BH), Projeto Antonia, a Luta de cada Mulher (SP), Projeto força Feminina (BA) e Pastoral da Mulher de Juazeiro (BA), formando a Rede Oblata que tem como objetivo, lutar pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade, contra discriminação racial, de gênero, classe ou orientação sexual. 

Buscam vivenciar uma Igreja Povo de Deus, assumindo a perspectiva de uma espiritualidade libertadora, inspirados no agir de Jesus Cristo: a forma como Ele lidava com as pessoas, seu modo de se aproximar e estabelecer vínculos, de fomentar a mudança na vida, de estimular, questionar e refletir sobre a própria realidade, apropriando-se da mesma.

O Trabalho cotidiano das unidades se dá com uma equipe multidisciplinar, onde atuam psicólogas, educadores sociais, Irmãs e voluntários.  A atuação das unidades é respaldada pelos princípios de Padre Serra e Madre Antônia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, tendo como teorias referenciais; o Carisma das Imãs Oblatas, Teorias Feministas, humanista, Teologia da Libertação e Eco feminista.

Nas próximas semanas vamos conhecer cada unidade e trabalho desenvolvido.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bem vindo corpo sagrado, num corpo de mulher.

Bendito é aquele que veio como corpo e sangue oferecido pela vida da humanidade. Amor sem igual, pão a ser comido e vida a ser vivida no amor que se oferece e jamais volta atrás.

Doação aprendida, ‘Sim’ que o nutriu em todos os momentos no ventre de Maria. Espada predestinada a jovem de Nazaré que pouco a pouco compreendia estas palavras, mas não recusou gestos compartilhados entre mãe e filho. Passos que eram perguntas, pausas que se assumiam em resposta.

Onde está o pequeno Emanuel de Maria, visitado pelo povo apresentado no tempo, curioso e aprendiz. Terno, que toca com tamanha profundidade e se deixa tocar. Que tem uma força que desconhece e cura, ama, aprende, silencia.

A festa de Corpus Christi deve nos ajudar a fazer memória, compor história, voltar às origens. Às vezes olho meu povo tão igual e diferente do povo daquele tempo, com fé, com força, às vezes também olhando de longe. Mas o distanciaram tanto, o incensaram e o encobriram de esplendor.

Onde está o meu simples Jesus, filho de Maria e José que coerentemente ergueu o pão e viu nele seu corpo que seria entregue e ergueu o vinho pressentiu o seu sangue derramado.

Nesta festa de Corpus Christi cai bem o grito e o lamento de Madalena: “Onde está o meu Senhor!” O cobriram com tantos ornamentos que pergunto, onde ficou as sandálias gastas do Filho do carpinteiro?

Ir. Marilda de Souza, OSR.