quarta-feira, 18 de julho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - A Despedida

Madre Antonia perde a visão por conta de catarata nos olhos e assim, teve que com muito custo se afastar das atividades, mas seguia a vida comunitária, mas em pouco tempo seu estado de saúde agravou, devido a alguns problemas que tinha.

Uma Irmã conservou os conselhos que ela lhes deu três dias antes de morrer. Um dia, dizia-lhes: 

“Minhas filhas, tenham muita caridade umas com as outras; ajudem-se umas às outras; amem-se muito santamente todas; saibam todas suportar e tolerar umas às outras; não falem dos defeitos das outras, pois todas nós os temos... Suportem-se a si mesmas; se tiverem de suportar algo em seus afazeres, suportem-no o melhor que puderem e não façam sofrer as outras.  Recebam como vinda de Deus  a Superiora que lhes for dada. Comportem-se bem com ela; terá defeitos como todas os temos, eu também os tive; respeitem-na e não a façam sofrer... Eu amei a todas com verdadeiro carinho de mãe e  continuarei fazendo o mesmo por toda a eternidade... Cumprimentem de minha parte cada uma sua família, que me despeço delas; gosto muito de todas elas e estou muito grata por seus favores; que me recomendem... Portem-se bem com nossos benfeitores e não se esqueçam de rezar por eles, pois muito lhes devemos... Que seria de nós se não fossem eles?... Também me preocupo muito com as moças e as Marias. Pobrezinhas! Não as esquecerei! Quando trabalharam! Não as esquecerei por toda a eternidade...”

Dizia tudo isso com voz muito baixa, o que fazia todas as Irmãs chorarem.
“Também temos de agradecer muito ao senhor capelão tão bom que temos. Quanto bem ele tem feito a mim nestes dias! Nenhum confessor me teria ajudado tanto quanto ele...”. 

Uma Irmã lhe disse: Madre dê-nos agora sua bênção. Pôs-lhe o crucifixo na mão e a Madre começou assim: “A benção do Pai, o amor do Filho e a graça do espírito Santo. Amém”. 

Fonte: A Venerável Madre Antonia – A pedagogia do Amor
Biblioteca Histórica – Origens da Congregação




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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Quem é Jesus?


Certo dia, Jesus reuniu 
os discípulos e as discípulas 
e perguntou: 
“Quem diz o povo
 que eu sou?” 
(Mc 8,27).



Eles pensaram e foram respondendo, um depois do outro, dando as várias opiniões que tinham ouvido do povo:

  • “Tem gente que acha que o senhor é João Batista”.
  • “Outros dizem que é Elias ou um dos profetas”.

Se fosse hoje, as respostas seriam:

  • “Alguns diriam que o senhor é o maior milagreiro de todos os tempos!”.
  • “Outros que o senhor  foi quem criou o mundo”.
  • “Muita gente o chama de Bom Jesus”
  • “Em alguns lugares, se ensina que o Senhor é um filósofo, um sábio judeu”.
  • “Alguns pensam que o senhor é um revolucionário”.

São muitas as opiniões sobre Jesus tanto ontem como hoje. Depois de ouvi-las todas, Jesus perguntou e ainda pergunta: “E vocês quem dizem que eu sou?” sem hesitar, Pedro respondeu: “O Senhor é o Cristo, o Messias, aquele que o povo está esperando” (Cf. Mc 8, 29). Jesus concordou com Pedro e disse: “Certo, Pedro, mas fique sabendo que estamos indo para Jerusalém e lá eles vão me matar”. Pedro levou um susto, chamou Jesus de lado e disse: “Isso não Jesus, nunca.” E Jesus disse para Pedro: “Vá embora satanás, você é uma pedra de tropeço para mim porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas das pessoas”.

Os discípulos e discípulas seguiam Jesus havia mais de um ano. Cada um já tinha a sua ideia a respeito de Jesus. Pedro pensava ter dado a resposta certa. Disse a palavra certa, mas não lhe deu o sentido certo.
“E você, hoje será como Pedro, que queria um Jesus de acordo com o próprio gosto?

Quem é Jesus para você? 

Quem sou eu para Jesus?”

Tente responder essas perguntas para você mesma/o. 

Até a nossa próxima reflexão.





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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Dentro de cada pessoa, existe uma águia. Encontre a sua!

Cada pessoa tem dentro de si uma Águia, forte, observadora e sem medo de voar para o novo da vida. Encontre a águia que está dentro de você, voe alto e realize seus sonhos, não tenha medo!

PARÁBOLA "A ÁGUIA E A GALINHA"




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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Saúde debilitada

Arquivo - Casa Mãe Ciempozuelos- Espanha
No inicio de 1898, a saúde da Madre inspirava sérios cuidados e a idade não era demasiado avançada; a Madre não fizera ainda setenta e seis anos.

Entretanto, indícios de rápido desenlace tampouco se verificavam. Além disso, afora algumas escassas exceções, que os médicos lhe tinham imposto, a Madre seguia quase em tudo a vida da Comunidade.  A partir do seu posto de comando, que era o convento de Ciempozuelos, a Superiora Geral, seguia atentamente o andamento da Congregação e a governava com o acerto que lhe davam sua longa experiência, seu conhecimento do pessoal e dos negócios da casa, bem como o espírito de Deus, que a animava e a levava como pela mão. Pode-se dizer, com a Crônica de Ciempozuelos, que ela governou o Instituto até seu último suspiro. Dava hábitos e recebia os votos das professas. Dava instruções frequentemente às irmãs e noviças e velava sem descanso pelo avanço espiritual de todas.

Claro que esse milagre se devia também, e em sua maior parte, à sua força de vontade e a seu amor à observância regular, que nela não teve esmorecimentos nem com os anos nem com as doenças. Na última Circular sua escrita em janeiro de 1898, não se percebe um perigo de gravidade. Ela não atribui às enfermidades a impossibilidade de visitar as casas, mas ao defeito a vista: “Estou quase cega”, escrevia; não falava de nenhum outro empecilho. E se por meio de uma operação quisesse o Senhor devolver-lhe a visão, já não haveria obstáculo que impedisse o que para ela e para suas filhas seria um inefável consolo; isto é, a visita das casas.

A Madre suportou a perda da visão com admirável resignação, segundo declaram unanimemente todas as Irmãs que dela trataram nos últimos anos. A cegueira não era completa, como se deduz das palavras antes citadas de sua última Circular. A biografia manuscrita da Irmã Vicenta do Perpétuo Socorro afirma que a Madre quis escrever toda a Circular com sua própria mão, “porque brotam diretamente do coração”.

Fonte: A Veneravél Madre Antonia – A pedagogia do Amor
Biblioteca Histórica – Origens da Congregação



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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Vocação não é só chamado, é também resposta... Qual será a sua?

Um dos desafios que os adolescentes e jovens encontram em sua etapa de vital, é ter que escolher o que fará da vida no futuro. Além destes, muitos jovens e adultos, sentem inquietações em relação à escolha de um estado de vida. 

Para clarificar um pouco estas dúvidas, conversamos com Irmã Sirley da Silva que esclarece alguns questionamentos de jovens feitos para Pastoral Vocacional Oblata.

Irmã Sirley da Silva, se consagrou à Vida Religiosa como Oblata do Santíssimo Redentor no ano de 1991. Nestes 27 anos de Irmã Oblata, trabalhou na missão com as mulheres em contexto de prostituição em Belo Horizonte-MG, Juazeiro-BA e São Paulo-SP; foi formadora das aspirantes e postulantes, e atualmente é promotora vocacional da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil.

Quando Deus chama uma pessoa, Ele chama pra que?
Irmã Sirley - O chamado está sempre vinculado a uma missão. E cada pessoa tem que descobrir qual é a missão de Deus para si. E para isso, é necessário fazer um discernimento vocacional. É importante ter uma pessoa preparada para poder orientar nesta fase de dúvidas. Que vai ajudar a jovem identificar os toques de Deus em sua caminhada vocacional. Porque Deus fala conosco no cotidiano da nossa vida. É aí o lugar que Deus escolhe para dialogar com os discípulos; quando estamos em relação em movimento. Deus nos chama, para seguir nas pegadas Jesus Redentor! 

Como foi que você sentiu o chamado de Deus em sua vida? 
IS - Eu era adolescente na época. Eu fazia parte do grupo de jovens, e sentia uma inquietude de lá dentro de mim. Era tão forte que nada me satisfazia, somente em oração na presença de Deus, e aí eu sentia paz, vontade de viver somente para Deus. Foi aí que pensei em entregar-me totalmente a Deus.

O que significa o nome Oblata? 
IS - O significado deste nome é Doação de vida, entrega, oferta, oblação. Significa que quando escolhemos ser uma Irmã Oblata redentorista fazemos uma doação total de tudo que somos e que temos.

Existem casos de Pessoas que rejeitam a sua vocação? 
IS - Sim. muitas pessoas não ouvem a voz interior. Não buscam um discernimento vocacional. Não escutam o coração e nem percebem seus sentimentos. Grande parte dos jovens acham que essa história de vocação é balela, e com isso deixam de lado o projeto de Deus para suas vidas; e procuram outras formas de viver, mas, nem sempre são felizes. 




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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Papa Francisco, fala a juventude


“Não deixem, queridos jovens, que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão duma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone.

Abri de par em par as portas de sua vida! Que seus espaços e tempos sejam habitados por pessoas concretas, relações profundas, que deem a possibilidade de compartilhar experiências autênticas e reais em seu dia-a-dia”.







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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A Pombinha de Jerez



O amor e cuidado que Madre Antonia tinha com as meninas era muito grande. E ela deixava isso muito claro, assim como um amor de mãe, e travava as moças com especial bondade e compaixão. Em uma carta, Madre Antonia conta de forma lúdica como se dá o cuidado com as mulheres que chegam até a casa de acolhida.


“Tivemos um exemplo valioso nestes dias. Eu contarei porque é adequado ao assunto e pode servir de exemplo na conduta com as moças. Temos pombas, um casal e dois filhotes; todas brancas com manchinhas pretas. Eu costumo dar-lhes de comer. De repente, há dois dias vimos uma pomba desconhecida com penas de cor de canela. Surpreendemo-nos que permanecesse e não pensasse em partir, seguindo a vida das outras. Logo uma mulher veio trazer-me a pomba, mostrando-me sua patinha inchada e fortemente atada com um fio, cuja ponta fortemente amarrada estava dependurada.

Não tardamos a compreender que era uma cativa que quebrara sua cadeia e tinha vindo refugiar-se no Asilo. Tive muito trabalho para cortar as várias voltas do grosso fio que aprisionava a pobre patinha inchada, tornando-se o trabalho ainda mais custoso por causa da inchação, que dificultava a operação, visto que era difícil cortar só o fio e não machucar a pata, sobretudo porque o animalzinho, vendo-se presa, se debatia e não ficava quieta. 

Pobrezinha! Como as mulheres, que permanecem atadas, maceradas pelas paixões ainda existentes, e se debatem quando se procura curá-las sem compreender sua situação. Como a pombinha, que se zangava contra a mão benevolente que a queria livrar das ataduras. Por fim, concluiu-se com sucesso a operação, a patinha se viu livre e, pouco a pouco, desinchou. Contente, a pomba permaneceu na casa com as outras e não voava sequer sobre o telhado. Então, a Madre Consuelo trouxe-a a mim, dizendo-me que parecia ter algo na asa. Olhei-a e o que vi?... Todas as grandes penas costuradas fortemente umas às outras até a metade, impedindo assim o voo.

Custou-me um trabalho imenso cortar essa verdadeira costura feito com linha fortíssima, debatendo-se enquanto isso a avezinha. As penas estavam unidas com um pesponto e, tendo acabado de cortar uma asa, vimos que a outra se encontrava em igual estado... e era um espetáculo ver a avezinha sacudir suas asinhas e alisar as penas!

Esse caso das pombas suscitou-me muitas reflexões. Quem não o compara o de nossas moças? Num ímpeto rompem com  a corda do vício, mas por muito tempo lhes restarão as ataduras dos pés, que as impedirão de trilhar o reto caminho; e mais ainda as das asas, isto é, do espírito de auto-suficiência, da rebeldia, da revolta e de outras tantas feridas que as impedem de erguer deveras o coração a Deus e voar de virtude em virtude. Cabe às Oblatas ir cortando, pouco a pouco os fios com suavidade, sem ferir a parte enferma, e ainda que não conheçam àquelas a quem querem fazer o bem. 

MF Cor Jerez, 1892, à Mestra de Noviças. Cópia de um impresso – com adaptações.
Fonte: Biblioteca Histórica – Origens da Congregação.




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