segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Chamados e enviados para comunicar a Boa Notícia do Reino

Só quem faz a experiência de se sentir atraído pela voz e pelo amor de Deus deixa-se conduzir pelo Espírito, também na missão de comunicação a esperança e confiança, próprios de quem é enviado como profeta. Unindo as mensagens do Papa relacionadas à missão e o vocação, podemos afirmar que todo/a vocacionado/a  são comunicadores e missionários porque Deus o reveste com seu amor e a profecia  em favor dos irmãos. Ele ama, chama e envia em missão para que seja Sua presença e O anuncie ajudando as pessoas a se deixarem atrair pela voz de Deus.

Quando partimos da experiência de que o chamado é dom e iniciativa de Deus que requer uma resposta coerente, entendemos que também o anúncio do Evangelho requer do discípulo missionário um ser e atuar movido pelo Espírito e pela profecia do ontem e no hoje “Não tenhas medo que eu estou contigo” (Is 43,5).

Vocação é uma experiência visceral para o serviço; a vocação requer um “estilo” de comunicador e de anúncio; a missão acontece no cotidiano, “na estrada”.

Só a experiência visceral e consciente do amor e da ternura de Deus na própria vida transforma o ser humano para torná-lo um discípulo missionário capaz de entregar-se a serviço do outro, nas mais diversas situações, por amor e não por dever. Com toda clareza o papa Francisco diz: “o discípulo não recebe o dom do amor de Deus para sua consolação privada; não é chamado a ocupar-se de si mesmo nem a cuidar dos interesses duma empresa; simplesmente é tocado e transformado pela alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária”.



Trechos com adaptação.
 Texto de Ir. Helena Corazza, FSP 
– Jornalista, doutora em Ciências da comunicação
 pela ECA-USP, escritora e docente.



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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Missão Oblata além fronteiras

Lúcia Maria dos Santos, Irmã Oblata do Santíssimo redentor que trabalha no Projeto de missão em Lobito – Angola. Esta brasileira, oriunda de Minas Gerais, completou 25 anos como religiosa oblata. E segue trabalhando em favor de 60 mulheres que atualmente se beneficiam das atividades e programas do projeto que a congregação tem no país africano.

O Projeto de Lobito, fundado no ano de 2001, oferece cursos e oficinas de alfabetização, beleza, informática e cozinha, às mulheres que exercem a prostituição, em sua maioria, adolescentes entre 12 e 17 anos, que encontram no projeto um caminho que as ajudará a gestar seu futuro. Além destas oficinas, o projeto conta com uma área de atenção psicológica onde uma psicóloga ajuda às mulheres em seus problemas. 

Cada semana, as irmãs saem às ruas de Lobito para ajudar estas mulheres que, por falta de trabalho ou problemas familiares, acabam exercendo a prostituição. O sucesso do projeto está no fato de que a maioria delas acabam encontrando trabalho, graças à formação recebida. 

Lúcia Maria aponta que um dos principais problemas que se enfrenta é conscientizar e sensibilizar a sociedade angolana do problema da prostituição. Um objetivo que embora difícil, pouco a pouco vai se conseguindo, pois, há alguns anos atrás, a prostituição era um tema do qual não se falava, já que o tema não era tão globalizado como está atualmente. Embora com a necessidade de sensibilizar a população, as irmãs encaram um país que continua em instabilidade, o que dificulta no planejamento, pois não podem realizar projetos que sejam a/de longo prazo. 

Mas esta situação delicada não impede que Lúcia veja um horizonte de esperança ao perceber como cada vez mais mulheres buscam as Irmãs Oblatas para sair da prostituição, chegando muitas vezes a pedir que as reserve uma vaga no projeto mesmo quando não há previsão de alguma formação. 

A presença de Deus na experiência de cada uma das mulheres e jovens, e a maneira em que se ajudam e se esforçam para superarem, faz que as Irmãs Oblatas de Angola continuam lutando por ser pontos de luz, referencias em meio a escuridão.





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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Ser missionário, encontrar o próximo.

Certa vez, um amigo estava partilhando as viagens que fez durante suas férias. Essa pessoa pôde viajar bastante e conhecer muitos lugares bonitos. Pelas fotos que tirou durante o passeio, ele narrou as experiências que fez ao estar em tantos lugares incríveis, como vilarejos, hotéis, praias, mar... Outra vez, durante um encontro de família, um parente partilhou uma grande e bela viagem realizada a outro país. Também por fotos, essa pessoa mostrou tantos lugares famosos em que esteve, diversos momentos de lazer que aproveitou e tantas experiências privilegiadas.

Uma coisa que chama a atenção quando pessoas, como esse amigo e esse parente, narram e partilham as viagens que fizeram são as fotos de lugares, sempre muito bonitos, Esses viajantes exibem fotos de pontos turísticos famosos. Em uma viagem turística, há sempre muitas fotos e muitos vídeos feitos com as próprias câmeras, cartões postais e muitas lembrancinhas para dar de presente. Essas pessoas partilham o fato de conhecer cidades, construções, pontos turísticos, belezas naturais...

No entanto, algo a ser questionado é a experiência que o turista pode ter com as pessoas que vivem em determinado lugar. Quando se faz uma viagem, busca-se conhecer os lugares ou as pessoas? Daí é possível fazer uma grande distinção entre o turista e o missionário. Um turista faz uma longa viagem para conhecer uma cidade, a história de um lugar, apreciar a cultura, o artesanato e a culinária de uma região. Já o missionário tem necessidade de alcançar um conhecimento mais profundo. Ele sai de sua casa e vai a outros lugares para encontrar as pessoas, para fazer  uma experiência do Cristo no contato com o próximo.

Essa é uma imensa diferença! Não quer dizer que é errado ou ruim passear, fazer turismo, conhecer lugares diferentes. O que se quer ressaltar é a diferença entre o turista e o missionário. Os dois saem de suas casas e se colocam  em viagem. No entanto, eles têm objetivos muito diferentes um do outro. O turista viaja para conhecer um novo lugar ou para descansar. Já o missionário se coloca em viagem para fazer, sobretudo, uma experiência de Deus.

Um missionário do Senhor, seja na própria terra ou em qualquer outro lugar, não se contenta em conhecer somente os prédios, os monumentos ou as belezas naturais. O missionário, porém, tem a necessidade de encontrar as pessoas. Por meio da convivência fraterna em uma nova comunidade, podemos descobrir novas culturas e aprender sua maneira de viver. Uma pessoa que tem no coração a inquietação de levar a Boa-Nova somente realiza sua missão mediante uma profunda experiência de amor e de serviço ao próximo.

Essa experiência tão intensa de encontro com o outro produz frutos que vão muito além de fotografias e filmagens. São experiências intensas que marcam fortemente o coração do missionário. Trata-se da experiência do encontro com Cristo na pessoa do outro, da descoberta de uma nova cultura pelo amor ao próximo. Esses frutos permanecem na memória e especialmente no coração.

Texto: Davi Mendes Caixeta, SJ
Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus - 05/2015.



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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Maria: Inspiração em nosso cotidiano missionário

A história da religiosidade popular nos faz, muitas vezes, imaginar Maria a partir do estereótipo da pacata dona de casa ou a jovem mãe com o filho nos braços. No entanto, Maria é mais que isso; é a mulher da coragem, do sim sem limites, a mulher do silêncio cheio de sabedoria, o modelo de discípula.

É essa mulher forte e mãe terna, seguidora de Jesus na causa do Reino, que nos inspira para uma resposta generosa e fiel aos Projetos de Deus no nosso cotidiano. Ao percorrer a narrativa dos evangelistas, enxergamos Maria, a pedagoga que nos ensina a ser missionários e missionárias, discípulos e discípulas. Maria, ao saber que daria a luz ao Filho de Deus, diz sim, mesmo ainda sendo muito jovem. Ela nos ensina a responder sim ao chamado para a messe onde os operários e operárias são poucos. 

Maria é a mulher que não hesita. Ao saber que sua prima Isabel está grávida, se põe imediatamente a caminho. Ponhamo-nos também à caminho sempre que necessário for, sempre que nossos irmãos e irmãs de nós precisarem.

Imagem: A12.com
Maria nos ensina a ouvir e a fazer tudo o que Jesus nos disser. É nas Bodas de Caná que ela, ao estar atenta ao que se passa, sabe dizer que faltava vinho. Estejamos nós atentos em nossa família, em nosso trabalho, em nossa comunidade, para, assim como Maria, sermos solícitos e saber ouvir, para fazer tudo o que Ele nos disser.

Maria aprende com Jesus. Ela muda a direção do seu caminhar. De maneira inovadora, Jesus apresenta o Reino de Deus. É árduo também para ela os novos passos, afinal, a sua história de mulher de Nazaré da Galiléia a faz ter certezas construídas a partir da história do seu povo. Aprendamos nós a desconstruir certezas arraigadas em nossas culturas, para que, com o espírito mariano, entendamos a proposta do Jesus ousado e atual e nos coloquemos a caminho.

Por fim, Maria é especialmente contemplada pelo Espírito Santo, na concepção de Jesus e na comunidade dos discípulos em Pentecostes. Agraciada por Deus, ela é para nós, como flecha que aponta para Jesus Cristo e nos convoca a sermos discípulos e discípulas do seu Filho, missionários e missionárias em prol da construção do Reino, em favor dos mais pobres, humildes e abandonados.

Louvemos à Maria mãe, mulher, serva de Deus, discípula, missionária pedagoga da libertação e da esperança. Não tenhamos medo de nos colocar a caminho. Aprendamos com ela a seguir o Mestre Jesus.

Texto: Hilda C. de Miranda Farias 
(MLR - Unidade Dom Muniz - Belo Horizonte - MG)
Fonte: Revista Akikolá.




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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Maria: Mãe e missionária do Pai com Jesus

Maria é missionária por vários fatores, mas ela é acima de tudo missionária porque nela se realiza e se gesta o transbordamento do amor de Deus, Jesus Cristo.

Maria está sempre envolta dessa presença do mistério divino, desde o seu SIM, pelo qual tornou-se a mãe do Salvador (Lc 1, 26-38) até o seu SIM dolorido e sofrido aos pés da cruz de Jesus (Jo 19, 25-27). Ela se torna filha bendita por meio do amado Filho! Reconhecemos em Maria o autêntico itinerário que cada batizado deve trilhar para viver como missionário.
Imagem: A12.com

A Virgem Maria nos ensina a ter fé. Ela conservava no coração tudo o que ouvia e via, e por isso foi feliz, porque acreditou. Ela acolheu o Verbo encarnado em seu ventre e a partir de então passou a realizar a peregrinação da fé, seguindo o seu Filho. Ela não permaneceu alheia e indiferente ao amor e a presença de Deus em sua vida, mas se envolveu e deixou-se cativar pelo mistério de amor de Deus.

Invocando-a sob vários títulos, ela vem ao socorro de toda a humanidade nas mais variadas situações e perigos. Nela a Igreja se reconhece também como Mãe, disposta a ir aonde Cristo quer que o amor de Deus alcance. Maria é a primeira evangelizada (Lc 1, 26-38) e a primeira evangelizadora (Lc 1, 39-56).

“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Os missionários, ou seja, todos os batizados, que gastam a sua vida à frente dos campos de missão ou no dia-a-dia do seu trabalho, da vida familiar e das ações eclesiais encontram em Maria o modelo perfeito de dedicação e fidelidade, pois ela se consagrou totalmente como Serva do Senhor.

Ser missionário é ser como Maria disposta a lançar-se na grande aventura de crer e com ela, afirmava São João Paulo II, “aprendei também vós a dizer o ‘SIM’ de adesão plena, alegre e fiel à vontade do Pai e ao seu projeto de amor”.

Texto: Pe.Helder José, C.Ss.R
Fonte: A12.com





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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos - Papa Francisco

"Queridos jovens, juntamente convosco desejo refletir sobre a missão que Jesus nos confiou. Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A missão revigora a fé» (Carta enc. Redemptoris missio, 2): escrevia São João Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou.

O Sínodo que celebraremos em Roma no próximo mês de outubro, mês missionário, dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé, aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às comunidades cristãs.

A vida é uma missão

Todo o homem e mulher é uma missão, e esta é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração, sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo a intensidade da esperança por um futuro melhor. O facto de nos encontrarmos neste mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta realidade: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo» (Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).

Anunciamo-vos Jesus Cristo

A Igreja, ao anunciar aquilo que gratuitamente recebeu (cf. Mt 10, 8; At 3, 6), pode partilhar convosco, queridos jovens, o caminho e a verdade que conduzem ao sentido do viver nesta terra. Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós, oferece-Se à nossa liberdade e desafia-a a procurar, descobrir e anunciar este sentido verdadeiro e pleno. Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e da sua Igreja! Neles, está o tesouro que enche a vida de alegria. Digo-vos isto por experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para os realizar. Vi muitos sofrimentos, muita pobreza desfigurar o rosto de tantos irmãos e irmãs. E todavia, para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar cada vez mais. Muitos homens e mulheres, muitos jovens entregaram-se generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos irmãos. A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos (cf. 1 Cor 1, 17-25) como anúncio do Evangelho para a vida do mundo (cf. Jo 3, 16). Ser inflamados pelo amor de Cristo consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama (cf. 2 Cor 5, 14). Na escola dos santos, que nos abrem para os vastos horizontes de Deus, convido-vos a perguntar a vós mesmos em cada circunstância: «Que faria Cristo no meu lugar?»

Transmitir a fé até aos últimos confins da terra

Pelo Batismo, também vós, jovens, sois membros vivos da Igreja e, juntos, temos a missão de levar o Evangelho a todos. Estais a desabrochar para a vida. Crescer na graça da fé, que nos foi transmitida pelos sacramentos da Igreja, integra-nos num fluxo de gerações de testemunhas, onde a sabedoria daqueles que têm experiência se torna testemunho e encorajamento para quem se abre ao futuro. E, por sua vez, a novidade dos jovens torna-se apoio e esperança para aqueles que estão próximo da meta do seu caminho. Na convivência das várias idades da vida, a missão da Igreja constrói pontes intergeracionais, nas quais a fé em Deus e o amor ao próximo constituem fatores de profunda união.

Por isso, esta transmissão da fé, coração da missão da Igreja, verifica-se através do «contágio» do amor, onde a alegria e o entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8, 6). E tal expansão gera o encontro, o testemunho, o anúncio; gera a partilha na caridade com todos aqueles que, longe da fé, se mostram indiferentes e, às vezes, impugnadores e contrários à mesma. Ambientes humanos, culturais e religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da Igreja constituem as periferias extremas, os «últimos confins da terra», aos quais, desde a Páscoa de Jesus, são enviados os seus discípulos missionários, na certeza de terem sempre com eles o seu Senhor (cf. Mt 28, 20; At 1, 8). Nisto consiste o que designamos por missio ad gentes. A periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida. Toda a pobreza material e espiritual, toda a discriminação de irmãos e irmãs é sempre consequência da recusa de Deus e do seu amor.

Hoje para vós, queridos jovens, os últimos confins da terra são muito relativos e sempre facilmente «navegáveis». O mundo digital, as redes sociais, que nos envolvem e entrecruzam, diluem fronteiras, cancelam margens e distâncias, reduzem as diferenças. Tudo parece estar ao alcance da mão: tudo tão próximo e imediato... E todavia, sem o dom que inclua as nossas vidas, poderemos ter miríades de contactos, mas nunca estaremos imersos numa verdadeira comunhão de vida. A missão até aos últimos confins da terra requer o dom de nós próprios na vocação que nos foi dada por Aquele que nos colocou nesta terra (cf. Lc 9, 23-25). Atrevo-me a dizer que, para um jovem que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação.

Testemunhar o amor

Agradeço a todas as realidades eclesiais que vos permitem encontrar, pessoalmente, Cristo vivo na sua Igreja: as paróquias, as associações, os movimentos, as comunidades religiosas, as mais variadas expressões de serviço missionário. Muitos jovens encontram, no voluntariado missionário, uma forma para servir os «mais pequenos» (cf. Mt 25, 40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser cristão. Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não seja apenas preparação para o seu bom-êxito profissional, mas desenvolva e cuide um dom do Senhor para melhor servir aos outros. Estas louváveis formas de serviço missionário temporâneo são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários.

De corações jovens, nasceram as Pontifícias Obras Missionárias, para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade. As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda antes, o que é. Apraz-me repetir a exortação que dirigi aos jovens chilenos: «Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração: muita gente precisa de mim» (Encontro com os jovens, Santiago – Santuário de Maipú, 17/I/2018).

Queridos jovens, o próximo mês missionário de outubro, em que terá lugar o Sínodo a vós dedicado, será mais uma oportunidade para vos tornardes discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão até aos últimos confins da terra. A Maria, Rainha dos Apóstolos, ao Santos Francisco Xavier e Teresa do Menino Jesus, ao Beato Paulo Manna, peço que intercedam por todos nós e sempre nos acompanhem.

Vaticano, 20 de maio – Solenidade de Pentecostes – de 2018.

FRANCISCO.

Fonte: Vatican



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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Missão Oblata à Luz da Palavra de Deus




“...os cobradores de impostos e as prostitutas entrarão antes de vós no Reino de Deus” 

(Mt. 21,31)



A frase acima é uma das mais cortantes, proferida por Jesus aos chefes religiosos. Os cobradores de impostos e as prostitutas constituíam as duas classes de pessoas mais odiadas e que sofriam maior preconceito na sociedade religiosa de seu tempo.

Com sua presença e ternura Jesus quebra as atitudes preconceituosas que delimitam friamente os espaços e alimentam proibições que impedem a manifestação da vida.

Jesus provoca um grande escândalo nos seus ouvintes, sobretudo entre os fariseus, sacerdotes e anciãos do povo, que se consideravam superiores aos outros, perfeitos cumpridores da lei, e, portanto, merecedores da atenção de Deus.

Eles apresentavam-se como modelos para o povo, porque viviam atraídos por um Deus que somente eles encontravam. É duro viver ao lado de um fundamentalista, porque igualmente duro é seu “deus”.

De fato, há um monstro que habita as profundezas de nosso ser, devorando-nos continuamente e expelindo seu veneno mortal: trata-se do preconceito.

Ele constitui o risco permanente em nossa vida, pois limita a realidade, aumenta as distâncias, estreita o coração, inibe o olhar e nos faz incapazes de acolher o bem e a verdade presentes no outro que é diferente.

O preconceituoso está o tempo todo petrificado em suas velhas e deformadas opiniões sobre tudo e sobre todos. Ele é precipitado em julgar, apressado e ansioso na formulação de juízos sem critérios. 

Jesus, pelo seu modo de ser e pela sua pregação, toca as profundezas da vida. Ele convive, a maior parte de seu tempo, com aqueles que não tinham lugar dentro do sistema social-religioso existente. Ele se coloca ao lado dos excluídos e dos últimos da história: acolhe os “imorais” (prostitutas e pecadores), os “marginalizados” (leprosos e doentes), os “hereges” (samaritanos e pagãos), os “colaboradores” (publicanos e soldados), os “fracos e os pobres” (que não tem poder nem saber); os que não tem lugar passam a ser incluídos.

Nas encruzilhadas desafiadoras de hoje somos chamados a estabelecer, também com aqueles que não compartilham nossa fé, nem são de nossa cultura, mentalidade..., relações de proximidade, reciprocidade e intercâmbio; somos movidos a compartilhar com eles obscuridades e perguntas e também momentos de luz e de revelação. 

Texto: Pe. Adroaldo Palaoro, sj.





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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Missão Oblata Hoje




“A nossa missão supõe uma mística, supõe um espírito e deve projetar-se
 em realizações práticas que levem
 à libertação integral das mulheres”.







A missão evangelizadora de Jesus é realizada pelas oblatas no compromisso solidário e caminho compartilhado com as meninas, jovens e mulheres que se encontram em contextos de prostituição ou são vítimas de tráfico com fins de exploração sexual. Uma missão que nos compromete na defesa de seus direitos, na busca de oportunidades de promoção e inclusão e leva-nos a estabelecer estreitas relações de cumplicidade, desde o reconhecimento e a igualdade.

As crises socioeconômicas e humanitárias, juntamente com as profundas transformações sociais, políticas e culturais, demonstram como a pobreza, a exclusão estrutural e a desigualdade, tem particular impacto nas mulheres. 

Isto nos desafia a:
  • Manter-nos em dinâmica de discernimento, com uma perspectiva global, para atualizar a compreensão da missão à luz dos novos desafios gerados pela dinâmica social e cultural.
  • Permanecer no imperativo evangélico para entrarmos em contextos de exclusão e prostituição, com implicação profética, solidariedade real e afirmação do Deus da Vida.
  • Empenhar-nos na defesa dos direitos humanos civis, culturais e sociais das mulheres em contextos de prostituição ou vítimas de tráfico com fins se exploração sexual, libertando-nos de uma sociedade onde prevalece o preconceito e a rejeição deste grupo de mulheres.

Fonte: HermanasOblatas.org




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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Escutar, discernir e viver a Palavra de Deus


“Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, é preciso escutar, discernir e viver a Palavra, que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo, nos permite render nossos talentos, fazendo de nós instrumentos de salvação no mundo e orientando-nos à plenitude da felicidade”.

Francisco afirmou que “o chamado do Senhor não é evidente, como tantas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração”.


Te convidamos a fazer uma oração elaborada por Ir. Priscilla Fernandes (Oblata do Santíssimo Redentor).

“Senhor, Deus de misericórdia, ternura e amor, que teu Santo Espírito ilumine minha inteligência, meus sentidos e sentimentos, tome meus pensamentos e preencha meu coração para que eu compreenda Tua vontade em minha Vida, Amém”. 






Fonte: Vatican News




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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Juventude e Bíblia: Uma Amiga de todos os dias

Como já falamos anteriormente, ler a bíblia exige disciplina e persistência. E nada melhor do que se organizar para que tudo ocorra da maneira que você deseja e num prazo que seja de acordo com as suas possibilidades. Na internet há vários planos de leitura da Bíblia que podem ser utilizados. Para o jovem que lê a bíblia, o melhor é aproveitar um quadro de leitura bíblica, com todos os nomes dos livros para que você possa marcar qual está lendo.

Há, ainda, sites católicos que disponibilizam estudos online e facilitam muito ler a bíblia. Basta apenas uma inscrição gratuita para a iniciação do curso, mas atenção porque apesar de ser uma boa escolha, você terá que fazer os estudos de acordo com um cronograma já determinado.

Outro plano de leitura muito popular, se o jovem que lê a bíblia começar pelo Novo Testamento, será fazer a leitura da primeira Carta de São João, que deve ser lida por duas vezes, e passar para o Evangelho de São João. A partir daí, começar a ler a narrativa do Evangelho de São Marcos, depois as cartas de São Paulo e em seguida o Evangelho de São Lucas. Depois chegou a vez do livro que é a continuação do Evangelho de Lucas, que são os Atos dos Apóstolos. A Carta aos Romanos e o Evangelho de São Mateus complementam o estudo. Para finalizar, leia as Cartas aos Coríntios, Carta aos Hebreus, Carta de São Tiago, 2 cartas do apóstolo São Pedro e depois as segunda e terceira cartas de São João, além de a Carta de São Judas. Depois de todas essas leituras, chegou a vez do Livro do Apocalipse.

Como conhecer a Bíblia deve fazer parte da história de todos os jovens católicos, uma dica é unir outras pessoas da sua comunidade e começar um estudo conjunto. O combinado deve ser o seguinte: pode-se dividir a Bíblia em capítulos através de um plano de leitura e, semanalmente, ocorrer uma reunião para que as pessoas possam dizer o que compreenderam e também falar sobre as principais dúvidas. Ocasionalmente, durante esses eventos, também pode-se convidar uma pessoa que tem maior conhecimento sobre a bíblia para falar sobre os assuntos considerados mais difíceis.

Independente de qual a escolha e plano para ler a Bíblia, o jovem que lê a bíblia tem que rezar e meditar sobre a leitura, diariamente, ações que abrem as portas do coração para uma maior compreensão dos conhecimentos ocultos que estão na Bíblia.


Boa Leitura!

Fonte: Santuário de Fátima Palmas




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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Luta contra o Tráfico de Mulheres e Crianças para fins de Exploração Sexual.

O Tráfico de Pessoas é um delito que atenta contra os Direitos Humanos, pois viola e degrada a essência da pessoa: sua vida, liberdade, integridade e dignidade.

O Tráfico de Pessoas para fins de exploração sexual afeta, sobretudo a infância e a juventude. Segundo a Organização Internacional para as Migrações – OIM, há dois milhões e meio de crianças e adolescentes/jovens vítimas deste crime no mundo, cujo modo de operar é majoritariamente pela Internet, mas também por outros meios, como  ofertas  de trabalhos fáceis, a viagem dos sonhos, relacionamentos afetivos (...) ou ainda por meio de ameaças, sequestro ou rapto.

Além da exploração sexual as pessoas são também traficadas para fins de trabalho escravo, tráfico de órgãos, adoção irregular, casamento servil, mendicância e para atividades criminosas ilegais como drogas.

Conforme o artigo 3º do Protocolo das Nações Unidas para prevenir, reprimir e sancionar o trafico de pessoas, especialmente de mulheres e crianças, como complementa a Convenção das Nações Unidas contra a Delinquência Organizada Transnacional.

É bem difícil quantificar a escala mundial do tráfico de pessoas, fala-se que anualmente umas 800 mil pessoas são traficadas  através das fronteiras internacionais dezenas de  milhares de outras   são também traficadas  dentro das  fronteiras de seus próprios países.

A demanda de mão de obra barata, de serviços sexuais e de certas atividades ilícitas  são as causas originarias do trafico  de pessoas. A falta de oportunidades e recursos econômicos, entre outros, são fatores que contribuem para a esta realidade. (https://www.iom.int/es/lucha-contra-la-trata-de-personas).

As instituições que trabalham pela erradicação do tráfico de pessoas, com entendem  que é necessário que este dia se converta em uma  data de referencia para toda a sociedade.

É um dia para a reflexão e  empenho no enfrentamento desta realidade criminosa, que se configura  a  escravidão moderna  de nossos dias. Vamos acender a esperança na promessa de Jesus: de que uma nova vida é possível.






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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Nosso Deus é um Deus da vida.

Nós, Irmãs Oblatas, experimentamos na realidade em que vivemos um Deus Pai/Mãe que se interessa por todo o humano, (Ex 3,7) faz surgir à vida onde está ameaçada, oprimida, oculta. Caminha conosco, nos interpela e nos envia a experimentar e compartilhar a salvação com as mulheres que se encontram em contexto de prostituição.

Este Deus se faz presença humana, próxima, solidária e libertadora em Jesus, que é a fonte de nossa espiritualidade desde as origens. (Jn 4,7-226; 10,11-19). Nela beberam os fundadores e cada uma das Irmãs ao longo desta história congregacional.

Seguir Jesus Redentor significa manter viva sua memória, realizar e viver seus valores e atitudes no aqui e agora, e contaminar sua esperança salvadora. 

A vida de Jesus é o transbordamento da misericórdia de Deus Pai. A misericórdia vivida por Jesus nos desafia a abandonarmos os apegos e a sintonizarmos nossa vida com o projeto de Deus. 

Para viver atitude de misericórdia é necessário configurar nossa vida com a vida de Jesus. Ele nos convoca a sermos misericordiosas na gratuidade e na solidariedade.

Jesus pela sua maneira de viver a misericórdia debruça-se sobre as misérias humanas e revela-se extremamente sensível as necessidades dos pobres, enfermos e pecadores. Jesus demonstra sentimentos de compaixão, ternura, bondade, misericórdia e perdão frente às fraquezas humanas; Toda pedagogia de Jesus é permeada de sentimentos de compaixão, de misericórdia e de acolhida, Jesus não repele o pecador, pelo contrário, busca-o, vai ao encontro da ovelha perdida (Lc. 15,4-7). Esta parábola mostra-nos como Jesus nos acolhe em seus braços.

Somos chamadas a darmos continuidade à missão de Jesus, revelando o rosto misericordioso de Deus Pai, junto às mulheres que vivem em situação de prostituição.

Fonte: Arquivo Oblata.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Juventude e Bíblia: Anotar o que chama atenção

Todo católico que lê a Bíblia sente a necessidade de, em diferentes momentos, fazer uma maior análise daquele livro específico. Há vários conhecimentos que servirão não só para o fortalecimento da fé como para um debate com os amigos e também com a comunidade da igreja. E nada melhor do que separar um caderno com suas anotações ou fazer marcações no próprio livro. Lembre-se que ele é seu e quanto maior intimidade você tiver, mais vai memorizar com facilidade e transformá-las em um marco da sua vida.

Imagem: @mattbotsford
Outro bom conselho para o católico que lê a bíblia é ter sempre em mãos um dicionário. Ao conhecer a bíblia, você perceberá que há várias expressões que não são mais utilizadas e por vezes uma só palavra pode atravancar a leitura. Se souber o significado pode continuar adiante e só se prender em casos mais complexos.

O ideal é que você tenha, diariamente, pelo menos 30 minutos para o estudo e, gradualmente, vá aumentando esse tempo de acordo com a sua disponibilidade. Disciplina é a melhor forma de fazer com que o estudo não só renda, mas também que evoluamos na nossa compreensão para conhecer a Bíblia. Esse horário vai depender da sua rotina diária e pode ser tanto no começo da manhã, à tarde ou antes de dormir. O importante é persistir e não interromper ao começar a ler a bíblia.

Ler é importante, mas é necessária também uma reflexão sobre a leitura. Tanto pode ser logo após sua rotina diária, como também durante outras partes do dia. Com o seu caderninho de anotações em mãos, reveja os principais tópicos lidos e relembre o que mais te tocou, o que aumentou sua fé, o que servirá como exemplo e experiência para a sua vida.





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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A voz da missão Oblata no Grito dos Excluídos

Na último 24º Grito dos Excluídos, os projetos de Missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, participaram desde suas localidades. 

Nós, da Congregação das Irrmãs Oblatas, somos a favor da vida humana. Somos contra a todo tipo de violência contra a mulher e lutamos para a redução de todo privilégio que gera desigualdade, violência e a morte. 

Confira fotos da participação dos nossos projetos de missão no grito dos Excluídos: 

Equipe da Unidade Oblata Pastoral da Mulher, participou do Grito em Juazeiro-BA.



Equipe da Unidade Oblata Força Feminina fez presença no Grito em Salvador- BA




 Em Belo Horizonte, a equipe da Unidade Oblata Diálogos Pela Liberdade, se une ao povo no Grito dos Excluídos.



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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Juventude assumindo sua vocação

Existe no coração da juventude cristã uma pergunta: Qual o propósito de Deus para minha vida?

Essa pergunta parece simples, mas refere-se a várias áreas da vida: profissão, casamento e, além desses aspectos mais genéricos, a indagação surge a cada passo, a cada decisão importante que precisa ser tomada. “Senhor, o que queres de mim?”.

Talvez você não dê tanta importância a esta pergunta, pode até acontecer de você ser um/a jovem, que vive sem objetivos, como um barco a deriva. Você pode nunca ter sentido o amor pessoal que Deus tem por você. Caso seja esta sua atitude diante de Deus e perante sua vida, abra seu coração para esta Palavra, ela pode trazer um sentido para seu existir.

Deus lhe escolheu antes da criação do mundo. Na mente de Deus, você foi conhecido/a para ser santo/a e cumprir o seu ministério. Peça ao Espírito Santo para sondar o seu coração e despertar o chamado de Deus que já está no mais íntimo do seu espírito. A voz do Senhor em seu coração pode não ser muito clara, mas ela está aí, chamando pelo seu nome.

Talvez você precise da ajuda de alguém para fazer com que reconheça o chamado, ou a voz do Senhor. Neste caso você estaria na mesma posição que se encontrava o jovem Samuel, pois ele servia ao Senhor, mas ainda não conhecia a Sua voz (cf. 1Sm 3:1-11). Então Eli o ajudou a reconhecer a voz do Senhor. Note que Samuel ouvia o som da voz, porém não a reconhecia. A voz do Senhor já está dentro de você, basta que alguém o ajude a reconhecê-la. Uma pessoa mais madura na fé pode ajudar a compreender o chamado do Senhor para sua vida.

Quando você tem a coragem de dar ouvidos ao chamado de Jesus, será despertada em seu coração uma força tremenda. Ninguém vai poder roubar a fé, a confiança e a certeza de quem você é no Senhor. Ninguém poderá lhe afastar do amor que será despertado em seu coração para com o Senhor (cf. Rm 8:30-35).

Deus registrou na Bíblia a história da vida de muitos homens e mulheres de fé foi justamente para encorajar-nos, inspirar nossa fé e dedicação à nossa vocação. Vitórias, pela obediência; fracassos pela insubmissão; angústias, pelas incertezas; alegrias conquistadas; força e fraqueza manifesta; tudo foi registrado para exemplo nosso.

Isso é o que nos mostra a passagem seguinte:
“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Cor 10:11).

Minha oração é para que todos vocês, jovens e adolescentes, possam ser fiéis ao chamado de Deus, como foi o apóstolo Paulo e outros servos e servas do Senhor, que tiveram suas histórias registradas na Bíblia.

Texto com adaptações.
Fonte: Reino net





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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Unidade Antonia promove oficina para jovens

A equipe da unidade da Rede Oblata – Antonia, a luta de cada mulher participou nos dias 04 e 06 de setembro do projeto “Com todo o Respeito” promovendo oficinas com os alunos atendidos pelo instituto Dom Bosco, nos bairros do Bom Retiro (centro) e Vila Paulistana (Zona Norte) em São Paulo.

Com o público de jovens e adultos dos cursos profissionalizantes, a equipe da unidade Antonia trabalhou com grupos de forma lúdica e atrativa os seguintes temas: Tráfico de pessoas, Violência contra a mulher e Afetividade e Sexualidade. Um momento de conversa, questionamentos, descobertas e partilhas sobre os temas abordados. Após o tempo de oficina os participantes apresentaram o que foi conversado e o que aprenderam. Ao final da oficina os jovens avaliaram como positiva a inserção dos temas, e como interessante foi conhecer e discutir, pois são temas que muitas vezes acontecem ao lado, mas que nem sempre é percebido.

"No primeiro semestre os alunos que participaram gostaram muito. Eles passaram a ter um novo olhar, visualizar de outra forma. Isso ajuda, colabora para que eles possam se tornar pessoas melhores, possam ajudar seus familiares também a ter uma nova visão sobre as pessoas, sobre os gêneros e assim por diante, porque ainda existe um grande Tabu sobre tudo isso.hoje não basta somente ter uma formação técnica, que eles precisam também ter essa formação humana, ter essa conscientização", relata Maria Aparecida – Gerente do Serviço CEDESP – Bom Retiro.

Comunicação PJVO.




























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