quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - O Nome Misericórdia

Antonia M de Oviedo e Schöntal, quando se tornou fundadora, tomou o nome de Misericórdia, assumindo como sua tarefa: a de resgatar a mulher caída. Ela não poderia encontrar um nome que se harmonizasse melhor com ela. Assim, como o nome na História da Salvação sustenta o ser e a missão de quem o carrega, Antonia também, ao adotar a da Misericórdia, identifica-se com seu significado íntimo, porque era a misericórdia seu modo; era seu elemento; era ela misericórdia de nome e em seu âmago.
Em Antonia, a misericórdia não era o silêncio covarde e cômodo em ocasiões que é preciso falar; isso, em outras palavras, se chama claudicação. Ela falava e corrigia, mas com misericórdia, que é mais que com mansidão; unia tudo isto que é tão difícil reunir: mansidão, carinho, sinceridade e firmeza, em partes iguais, tendo substância de caridade como excipiente.

Nesta nova escolha, ela descobre-se portadora do dom de amor e enviada à missão de salvar “o que se havia perdido”. Misericórdia é um amor que salva. Amor incorporado na necessidade de salvação. E quando o amante se debruça sobre o amado carregado de miséria, não pode haver outra forma de relacionamento salvífico além do "amor misericordioso". Tal é a presença encarnada do Deus-Amor entre as pessoas. O próprio homem, feito em tudo igual ao ser humano, menos em pecado, assume a miséria da pessoa para libertá-lo pela força de seu amor misericordioso.

Fonte: A venerável M Antonia – A pedagogia do amor.


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Jesus, o desafio da liberdade!

O Evangelho de Marcos (1,21-28), continua apresentando-nos Jesus no primeiro dia da proclamação da Boa Nova. Ele se encontra na sinagoga em Cafarnaum e nesse dia prega a Palavra de Deus que foi lida e escutada. Mas sua pregação é diferente: desmascara a malignidade de tudo o que desumaniza a vida das pessoas e impede-lhes de ser feliz. Ensina e atua com autoridade fundamentada no poder liberador de Deus.

A missão de Jesus é libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal. Baseado na Palavra, Jesus ensina com autoridade e realiza aquilo que ele está proclamando: liberar as pessoas de qualquer forma de escravidão, abrir suas consciências para que não se deixem oprimir.

Marcos não diz qual era o ensinamento de Jesus. Ele menciona-o junto com uma curação e sugere assim que o ensinamento com autoridade repouse numa prática concreta de libertação. Os próprios fatos que Jesus realizava eram seu ensinamento. 

O povo simples e geralmente marginalizado pela sua condição de impureza é quem primeiro o reconhece e busca seu ensino.

“Mais daquilo que ele falava o que impactava era esse poder de suas ações em favor da vida e contra o mal que esmaga o homem. A presença de Jesus privava o homem de toda força. Essa era a clave de sua autoridade: ele não tinha estudos, nem credenciais ou graduações que o autorizavam, mas quando ele falava alguma coisa acontecia em favor dos que sofrem”.

Jesus está na sinagoga, no dia de sábado. E nesse espaço é data sagrada para um judeu realizar seu ensinamento expulsando os espíritos imundos que o reconhecem como representante de Deus. Agora, bem, esta proposta de Jesus provoca admiração naqueles que ficam maravilhados de sua autoridade de liberar e curar as pessoas e, por outro lado, encontra-se com uma forte oposição. Esta oposição está representada pelos escribas, colocados no mesmo caráter que os escribas: ambos são inimigos de Jesus.

“A primeira ação publicada de Jesus é também uma ação programática de purificar a Casa de Deus e libertar as pessoas de tudo que as aliena e desumaniza”. (Wenzel, João Inácio)

Os escribas e fariseus são incomodados pelas suas palavras e autoridade de Jesus que é reconhecida pelo povo simples que sente nascer em Jesus uma nova esperança de vida e liberdade.

Jesus nos convida a ser junto com ele pessoas que gerem vida, sem permitir que os diferentes tipos de escravidão continuem oprimindo as pessoas que caminham ao nosso lado. Participar de sua convicção de ter uma missão e ser responsável de uma causa que é a causa do Pai.

Texto de Ana Maria Casarotti com adaptações.



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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Consagrada para Oblata se tornar

Antonia preparou-se para esse momento privilegiado em total abertura à graça e descobriu que esta lhe exigia despojamento absoluto de si mesma para tronar-se acolhida, disponibilidade plena, misericórdia, e assim mudou o nome. A partir de agora, chamar-se à Antonia Maria da Misericórdia.

No dia 2 de fevereiro de 1870, de modo simples, sem cerimonia, mas repleta de celestial alegria, Antonia finalmente realizava seu sonho de viver inteiramente e integralmente ao Senhor. Com o nome de Antonia Maria da Misericórdia, vestia o pobre e simples habito religioso de cor cinza. Assim, em total simplicidade, nascia a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Nem mesmo Padre Serra pôde estar presente. Ele participava em Roma, do concilio Vaticano I. 

Depois em 25 de março de 1873 Antonia fez a profissão religiosa diante o bispo Serra e rodeada por um grupo de moças que tinham vivido a experiência da prostituição, ela consagrou a vida a Jesus Cristo para continuar “na Igreja sua obra redentora em favor da mulher marginalizada e mais necessitada de proteção humana e espiritual”. 

Fonte: M Antonia Maria da Misericórdia – oblação e serviço a mais pobres.


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Maria: Mãe e missionária do Pai com Jesus

Maria é missionária por vários fatores, mas ela é acima de tudo missionária porque nela se realiza e se gesta o transbordamento do amor de Deus, Jesus Cristo.

Maria está sempre envolta dessa presença do mistério divino, desde o seu SIM, pelo qual tornou-se a mãe do Salvador (Lc 1, 26-38) até o seu SIM dolorido e sofrido aos pés da cruz de Jesus (Jo 19, 25-27). Ela se torna filha bendita por meio do amado Filho! Reconhecemos em Maria o autêntico itinerário que cada batizado deve trilhar para viver como missionário.

A Virgem Maria nos ensina a ter fé. Ela conservava no coração tudo o que ouvia e via, e por isso foi feliz, porque acreditou. Ela acolheu o Verbo encarnado em seu ventre e a partir de então passou a realizar a peregrinação da fé, seguindo o seu Filho. Ela não permaneceu alheia e indiferente ao amor e a presença de Deus em sua vida, mas se envolveu e deixou-se cativar pelo mistério de amor de Deus.

Invocando-a sob vários títulos, ela vem ao socorro de toda a humanidade nas mais variadas situações e perigos. Nela a Igreja se reconhece também como Mãe, disposta a ir aonde Cristo quer que o amor de Deus alcance. Maria é a primeira evangelizada (Lc 1, 26-38) e a primeira evangelizadora (Lc 1, 39-56).

“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Os missionários, ou seja, todos os batizados, que gastam a sua vida à frente dos campos de missão ou no dia-a-dia do seu trabalho, da vida familiar e das ações eclesiais encontram em Maria o modelo perfeito de dedicação e fidelidade, pois ela se consagrou totalmente como Serva do Senhor.


Texto de: Pe. Helder José, C.Ss.R - com adaptações.
Fonte: A12.com



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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Um recomeço

Em sua vida, Antonia passou por vários momentos difíceis, e com muita fé se entregou a providência Divina, que sempre se fez presente. 

Em 1868, Antonia elaborou o regulamento da Instituição, da qual emanam os objetivos da mesma: “recuperar a dimensão humana das moças acolhidas, ajudá-las a encontrar-se com Deus e reincorpora-las à sociedade, se assim for o seu desejo.” Tudo parecia ir de vento em poupa, quando foi preciso recomeçar quase do zero. No dia 4 de março de 1869, um incêndio, originado nas proximidades do asilo, que num quarto de hora, arrasou a Igreja e parte da casa; adiando sonhos e planos... Outra vez recomeçar.

As coisas não foram fáceis. Padre Serra disse numa carta a Antonia: “Seja valorosa e não desanime por coisa alguma neste mundo. Está é a Obra de Deus, nós trabalhamos pela salvação das almas... Não temo nada, exceto o seu desalento. Perdoe-me! Confio que a senhora nunca me decepcionará.”. 

Novamente a esperança coloca Antonia a prova, bem como a resposta generosa dos amigos incondicionais. Antonia escreve: “De Deus era o asilo e Deus o tomou para si; bendito seja seu Santo Nome e adorável a sua vontade”. “Dissemos: levantemos a casa de Deus e quando o tivermos a Ele conosco tudo se tornará mais fácil para nós.”

Desta vez a solidão de Antonia durou pouco tempo. Diante da desgraça do incêndio, um grupo de amigas correu a ajuda-la. Uma delas, Trindad Carreño, decidiu permanecer a seu lado. Juntas, iniciaram a nova aventura do Espirito em pobreza e oração. 

Fonte: M Antonia Maria da Misericórdia – oblação e serviço a mais pobres.



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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A missão crescia e o preconceito também

A informação da fundação do trabalho com as mulheres não agradou o ambiente da rainha Governadora. Seus melhores amigos, os irmãos Rubios, apresentaram doze inconvenientes para mostrar que a obra não convinha nem ao bispo nem a ela, “tendo chocado não pouco” na casa de Maria Cristina. Um ano depois, o próprio Duque de Riánsares, marido de Maria Cristina, também deixou claro que não estavam de acordo: sua preparação, sua cultura, sua posição social, sua espiritualidade e sua elegância podiam “ser empregadas em coisas mais úteis à humanidade e à própria religião”. 

O simples contato com as prostitutas é uma mácula e sua mera recordação, origem de “maus pensamentos”. Para demonstrar-lhe isso, não vê inconveniente algum em interpretar a vida de Jesus de maneira cínica: “Jesus Cristo não converteu mais que uma (Madalena) e já sabemos o que lhe aconteceu. Que acontecerá à senhora que a tantas fala, não no parapeito do poço, mas quando estão dentro dele e é preciso estender-lhes a mão para expô-las à luz dos santos preceitos?... Jesus Cristo veio ao mundo para buscar e converter os pecadores, mas não para encerrar-se com eles; eles o mandava à piscina para que se purificassem e continuava a sua pregação.”

Ela não podia abandonar o empreendimento. Estava decidida a continuar ao lado da mulher marginalizada “em compromisso solidário para viver com ela a libertação”, e esse compromisso chegava até o limite, até a oblação. 

Antonia sofreu muito com a desconfiança dos amigos que fizera quando era preceptora da família Real. Como poderia fazê-los compreender que, embora difícil, sua opção em nada se parecia com o que lhe diziam? Só existia um caminho: demonstrar-lhes com sua vida que acolher as prostituídas não mancha; pelo contrário, prolonga na Igreja a solicitude amorosa do Bom Pastor, que não pronunciou uma única palavra contra a ovelha perdida, que a pôs sobre os ombros e voltou feliz com ela. Os amigos de verdade acreditaram nela.


Fonte: Antonia Maria da Misericórdia, oblação e serviço das mais pobres.




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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Espiritualidade Redentorista na Vida de Antonia

A relação com a espiritualidade Redentorista aparece muito cedo na vida de Antonia. O primeiro livro que sua mãe incentivou a ler foi a Prática do Amor a Jesus Cristo, obra de Santo Afonso Maria de Ligório e o segundo, as Verdades Eternas. 

Em sua inesquecível Friburgo, ela visitou muitas vezes, o Padre Nicolás Maurón, suíço como ela, superior da comunidade. Em Roma, encontraram-se várias vezes e prolongaram a amizade que agora se consolida.

Antonia pertence à Família Redentorista, sobretudo porque desejou tornar seu o carisma desta e adaptar as Oblatas sua regra de vida e sua missão apostólica na Igreja. À luz desses carismas, ela leu os acontecimentos dolorosos e felizes dos últimos anos, viu neles a presença do Espírito e pronunciou de novo o Fiat. Sim, formaria uma comunidade de mulheres novas “reunidas em torno de Jesus Cristo Redentor”, consagradas ao Pai em oblação total e dedicadas a acolher em sua casa as mulheres rejeitadas por todos para demonstrar-lhes que a elas pertence à Boa Nova, que Deus as ama com ternura.

No dia 9 de junho de 1867, Padre Nicolás Maurón, Superior Geral dos Redentoristas, concedeu a Antonia “e suas futuras companheiras” o título de Oblatas da Congregação do Santíssimo Redentor. Dessa forma, elas ficavam vinculadas à Congregação missionária fundada por Santo Afonso para anunciar aos mais pobres a Boa Nova de que Deus os ama. Mais tarde, ela receberia o hábito, a regra e o ícone missionário do Perpétuo Socorro, conservado na igreja de Santo Afonso de Roma.

Fonte: Antonia Mª da Misericórdia – Oblação e serviço das mais pobres.




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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Presença de Maria na vida de Antonia

Dada à situação da mulher no século XIX, foram muito poucas as que tiveram acesso aos meios de comunicação. Antonia o fez com frequência para falar de Maria. 

Maria ocupa um lugar privilegiado na espiritualidade de Antonia. Sua figura surge da raiz mais profunda, a Palavra de Deus e os padres da Igreja: é a anunciada pelos Profetas, a Mãe, por dar-nos seu Filho e por entregar-nos o Filho cravado na cruz; mas é também a mulher forte, a que não se abate na dor e na solidão, a que sabe construir comunidade. 

Maria, não é só contemplação e oração; é exemplo a seguir para tornar-se, como ela, generosidade, acolhida, canto de libertação e alegria no seguimento de seu filho.

No itinerário espiritual de Antonia, estão assinaladas diferentes etapas de referência mariana: desde menina, ela se identificou com a Imaculada; quando jovem, viveu de maneira próxima a proclamação do dogma; em sua etapa de maturidade, escolheu “como confidente”, Nossa Senhora do Bom conselho; como padroeira do primeiro asilo, Nossa Senhora do Consolo; e como padroeira de toda a sua obra, a Mulher dolorosa da Paixão, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.

Por fim, Antonia descobriu uma maneira pessoal de ver Maria, maneira que os escritores marianos e a espiritualidade mal destacaram; isso se explica por tratar-se de uma imagem menos “doce” do que a habitual, bem como menos conformista: Maria que acolhe Madalena “como amiga e companheira”.
Tampouco no grupo de seguidores de Jesus se confiou muito nessa mulher a quem Jesus concedeu especial protagonismo.

A comunidade oblata reúne-se em torno de Maria como a primeira comunidade fiel. É ela quem mais sabe do Espírito, a quem melhor escuta, acolhe, a que confiou em Deus em meio à obscuridade, a que fez de sua vida um sim às bem aventuranças, ao coração mais pobre; por isso, ela cantou, com prazer, a misericórdia do Senhor recaindo sobre todos os pobres.

Fonte: Antonia Maria da Misericórdia – Oblação e serviço das mais pobres.



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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Por que é difícil discernir o que se quer da vida?

Quando falamos sobre vocação é comum escutar aquela frase que diz: “Não há crise de vocações, mas crise de respostas”. E se paramos para pensar, isso é meio óbvio, porque se todos somos criados por Deus, todos temos vocação. O único jeito de faltar vocações é, portanto, se Deus dissesse um basta para a criação. O que essa frase realmente quer dizer é que as pessoas, chamadas as diversas vocações, não estão respondendo bem a esse chamado, que não é outro que o chamado a ser feliz.

Imagem: Papo Sincero
Parece lógico pensar que se Deus nos chama para a felicidade, o único que precisamos fazer é acolher e viver esse chamado. Dessa forma, todos seríamos felizes. Mas se olhamos para o lado, vemos que as coisas não são assim. Vemos pessoas infelizes, sem rumo, apostando a vida por outras coisas que não trazem a realização almejada. E muitas vezes essas pessoas infelizes somos nós mesmos. Se é tão lógico ser feliz respondendo o chamado de Deus, porque é tão difícil assim entregar nossa vida a Ele?

Somos de uma época que vende um ideal de felicidade que é o extremo oposto do ideal de felicidade que nos propõe Jesus em seu Evangelho, em sua Boa Nova. Conseguiram fazer com que esse desejo autêntico de viver uma vida plena se desvirtuasse em uma busca pelo prazer, pelo ter e pelo poder. Isso não é algo novo, as concupiscências estão claramente demarcadas nos Evangelhos, mas em nossa época essa desvirtuação parece tomar enormes proporções. Talvez seja apenas o nosso ponto de vista (Quando olhamos uma coisa muito de perto, ela parece maior do que é), mas não podemos negar que a Felicidade que nos propõe Jesus é radicalmente diferente daquela que o mundo nos propõe.

Que felicidade é essa que Jesus propõe? Poderíamos resumir em uma vida nova. A vida cristã. Mas para que fique ainda mais claro, podemos abrir nossas bíblias no capítulo cinco de São Mateus e ler as bem-aventuranças. Esse é o programa de felicidade de Jesus. E se as lemos com um pouco de atenção, veremos que realmente não compaginam com a felicidade do mundo. Nelas Jesus proclama bem-aventurados os pobres, os mansos, os puros, os que choram, os perseguidos, os que promovem a paz e os que tem fome e sede de justiça. Realmente não é exatamente o que vemos exposto nas propagandas do mundo que nos vendem outra felicidade.

Por isso é tão difícil responder a nossa vocação. Porque optar por Jesus significa necessariamente morrer. Morrer para tudo aquilo que nos faz menos pessoas, que diminui nossa dignidade, que nos faz viver iludidos e perdidos. Mas porque estamos tão apegados a essa vida antiga, morrer nos custa muito e não é exatamente agradável. Por isso ficamos muito tempo com um pé em Jesus e o outro no mundo, fazendo joguinhos do tipo: “Até onde posso ser mundano sem deixar de ser cristão”. As vezes sabemos o que temos que fazer, mas simplesmente não conseguimos fazer ainda. Mas até que não nos lancemos nos braços de Deus com toda confiança, não conseguiremos responder nossa vocação, seja ela qual for. Para que o grão possa dar frutos, ele precisa morrer.

Fonte: A12.com


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sexta-feira, 11 de maio de 2018

208 anos de nascimento de José Maria Benito Serra

Dia 11 de maio marca o nascimento de José María Benito Serra, que ao lado de Madre Antonia, fundou a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.

Como um discípulo de Jesus, se sensibilizou com a situação das mulheres que sofriam com o estigma da prostituição e se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade no subsolo do hospital São João de Deus, na cidade de Madrid-Espanha, afetadas por doenças e discriminação. 
Ouvir a confissão dessas mulheres, com atitude fraterna, abençoando e acolhendo as suas dores eram ações ousadas e necessárias para dar esperança a quem estava à margem da sociedade. Seguindo os passos de Jesus Redentor, ele se baseou na misericórdia, no amor ao próximo e no olhar humano para seguir com a sua obra, a qual damos continuidade com a Missão Oblata.


"Não é necessário ter medo, 
Deus está acima de tudo. Ânimo!"




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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A missão necessitava de uma Congregação Religiosa.

Inicialmente Antonia e Padre Serra não queriam fundar uma Congregação, mas sim uma obra social, animada por valores evangélicos. Com a casa inaugurada e a missão em andamento, eles buscavam Congregações Religiosas que pudessem colaborar na missão, na parte espiritual, mas os acontecimentos levaram Antonia a descobrir que Deus a queria fundadora. Ela sabia que única saída era confiar plenamente em Deus, na providencia, tal como aprendeu com sua mãe. Ela vivia uma fase de abertura ao Espírito que não teria igual na sua vida, e se deixa conduzir aonde Ele a convida.

Pensa no futuro e, longe de abandonar, começa a intuir que o futuro é novidade, criação: Descobriu a presença do Deus invisível na mulher ferida e machucada da rua, e se ofereceu em oblação perfeita, ao seu serviço para sempre. A opção pela mulher marginalizada é algo difícil, são necessárias mulheres novas, capazes de colocar todo o seu amor a serviço de pessoas que não conheceram o amor ou se sentem feridas e atingidas pelo amor mercenário, a forma mais brutal de exploração da mulher. Mulheres capazes de assumir as atitudes do bom pastor.

Fonte: Antonia M da Misericórdia – oblação e serviço dos mais pobres




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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Juventudes na globalização da indiferença

A juventude corresponde atualmente a uma parcela significativa da sociedade, vive em diversas realidades e demanda um olhar sobre as condições reais que lhes são oferecidas para a realização de seu projeto de vida, sua socialização e inserção na educação, na sociedade e no mercado de trabalho. A juventude busca valores, comportamentos, tem visões de mundo, interesses e necessidades. É a fase da vida em que acontecem descobertas; o jovem se insere no meio social, busca seus interesses, tem perspectivas de vida, procura o novo, vislumbra horizontes. A juventude tem vários jeitos, cores, sotaques e formas de ser, e isso a diversifica e a deixa mais bonita. A juventude é plural. Na verdade, podemos falar de ‘juventudes’.
Olhar para a juventude na globalização é começar a perceber
 e entender sua essência, pois vivemos em um mundo tecnológico.

A globalização é um processo econômico e social que estabelece uma interação entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatros cantos do planeta. Por exemplo: um aspecto que é local pode, pelas redes socais, se tornar mundialmente conhecido. Ou, uma realidade que é específica de uma cultura, passa a ser acolhida por muitos pelo mundo.

Como viver a proximidade no mundo das comunicações digitais? Olhar para a juventude na globalização é começar a perceber e entender sua essência, pois, vivemos em um mundo tecnológico, no qual os jovens estão em contato com uma vasta tecnologia simultaneamente. Temos internet, Televisão, celulares, aplicativos, rádios, etc. O contato com todas essas tecnologias transforma os jovens. Os jovens estão conectados com o real e o virtual, têm acesso a uma enxurrada de informações. No meio desse turbilhão, como discernir o que é certo ou errado? Quais informações acolher? As atitudes, jeitos, comportamentos, forma de pensar são influenciados pelo mundo globalizado, fazendo com que alguns jovens não percebam que vivem em uma sociedade que tem problemas; e a mídia deixa as pessoas alienadas, à margem, sem perceber o que está a sua volta.

Nesse sentido, percebe-se que existe a indiferença, muitos jovens veem o que está a sua volta, mas não se envolvem com as situações que lhe são apresentadas. O que se vê é a falta de interesse de muitos jovens, cada vez mais sem atenção, tornando-se indiferentes as situações de fragilidade nas proximidades do seu viver. Essa indiferença se torna cada vez mais frequente. Ser indiferente é uma possibilidade infeliz de nossa humanidade. Mas daí que ela se torne global é um fenômeno que grita aos céus. Com isso, ao perceber uma pessoa afogando, por exemplo, corre-se o risco das pessoas que se encontram por perto ficarem mais preocupadas em tirar fotos do que socorrer o afogado.

Para um jovem cristão a parábola do bom samaritano (Lc 10-25-37) provoca uma crise ante o fato da indiferença. O bom samaritano é aquele que se coloca a serviço, que se solidariza e que cuida. O samaritano foi uma pessoa boa, demonstrou no seu gesto de ajudar a uma pessoa que precisava o verdadeiro sentido de amor ao próximo. Essa parábola inspira muitos jovens a se comprometer com um projeto maior, um projeto de vida que cria solidariedade com os próximos, mas sem deixar de perceber o global da vida. Por aí vemos, tantos projetos que lidam com as realidades locais, mas que divulgados criam a globalização da solidariedade, como o bom samaritano, que tem compaixão; estava no seu caminho e parou, pensou e agiu ajudando a quem precisava.

É importante ter consciência que os jovens são protagonistas, despertar neles o protagonismo juvenil. Os jovens têm utopias para a sociedade, jovens que demonstram o que querem, suas demandas e seus sonhos. São jovens que deixam o Evangelho quebrar a indiferença que nos rodeia e, movidos de compaixão, assim como Jesus, promovem ações em favor das pessoas, as quais a sociedade não mais enxerga ou se tornaram um problema. Que os projetos de vida possam se inspirar na misericórdia que aproxima e cuida!

Ludymilla Yanna Antero da Silva 
Pe. Sebastião Corrêa Neto 

Fonte: Revista Rogate, março 2018.



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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - O Sonho se torna realidade.

Vencida então toda resistência e a partir de seu sim; Antonia discerniu com clareza a sua vocação, e viu sua vida se transformar de maneira radical na doação com toda a generosidade à Obra, que segundo o que disse Leão XIII “não é somente obra de caridade, mas de redenção”. Antonia e Padre Serra puseram-se de acordo para começar a nova obra de Deus, e iniciaram a procura de uma casa para acolher as moças que saiam do Hospital São João de Deus.

Em junho de 1864 tudo estava disposto para acolher as jovens e mulheres recém saídas do hospital numa casa, em Ciempozuelos, cidade próxima de Madrid. O Projeto da Casa de Acolhida recebeu o nome de Nossa Senhora do Bom Consolo e foi iniciado com duas mulheres. Ali começou e continuou a sua obra na maior pobreza, numa casinha alugada, que logo se tornou pequena demais.

Neste processo de mudança da vida de Antonia, ela descobriu a grandeza e a dignidade da mulher prostituída e lhe abriu sua casa: “são almas criadas por Deus à sua imagem e resgatadas por seu sangue”; mas o grito profético que supera os esquemas religiosos para tornar-se denúncia social e pôr em evidencia uma angustiante situação de injustiça, de abandono e de exploração que solapa a esperança quando todas as esperanças estão à flor da pele.


Fonte: Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004 
Duas Histórias... Um único caminho, 2010
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985





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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Por uma Cultura Vocacional

Sabemos que o trabalho vocacional é amplo e exigente, começa desde o batismo e deve ser cultivado no seio da família e da comunidade eclesial, Daí a urgência do processo de Iniciação Cristã, de modo que todas as vocações encontrem seu lugar e missão.

Recorda-se que após o Concílio Vaticano II, o significado da vocação foi mais bem compreendido. O papa João Paulo II, no inicio do Terceiro Milênio, afirmou que a igreja deve motivar e incentivar todas as vocações. (cf. NMI, 46). A animação vocacional é um dever de toda a comunidade cristã (cf. OT,2), e dentro desta perspectiva as dioceses, paróquias, e comunidades afins devem cada vez mais,  investir na animação vocacional.

Para criar uma Cultura Vocacional devemos desenvolver atividades permanentes de conscientização do chamado divino. Como proposta, a “vocalização” do serviço eclesial que significa a superação de uma visão míope de pastoral vocacional.

Entretanto, uma comunidade toda “vocacionalizada” será um lugar de pessoas que participam com alegria e por convicção de fé no chamado para os vários serviços e ministérios. Esta mudança de mentalidade amplia a ação pastoral através do testemunho, atrai e cultiva as diversas vocações.

Fazer animação vocacional supõe, antes de qualquer coisa, o despertar de uma Cultura Vocacional. Aqueles que investirem neste campo, colherão seus frutos.

Relaciono aqui algumas dicas vocacionais:
  1. Despertar a consciência vocacional e investir nos retiros espirituais para lideranças.
  2. Avaliar o conceito teológico de vocação e investir no processo de Iniciação Cristã.
  3. Aprofundar a vocação da família e investir nas crianças, nos adolescentes e jovens para o serviço litúrgico na Igreja.
  4. Promover a oração pelas vocações através de celebrações vocacionais.



Pe. Geraldo Tadeu Furtado, RCJ.
Fonte Revista Rogate - maio 2014.





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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – A Oração

A força que Antonia tinha, vinha através da oração. Fazer de sua vida uma oração constante, foi um compromisso que ela fez em sua Regra de vida. Durante os momentos difíceis, ela intensificava as orações, como a condição atual que vivia a partir do convite que Padre Serra havia feito. Foram dias de luta interior, de busca.

“Eu me encontrava então como os operários do Evangelho, esperando ser enviados à vinha do Senhor. Mas essa vinha não era o que eu escolhera; não obstante, a graça trinfou sobre a repugnância.”

Padre Serra exortou-a a rezar para Nossa Senhora do Bom Conselho. Ela foi à igreja de Santo Isidro. No silêncio, escutou o chamado do Senhor a trabalhar em sua vinha. Não era fácil, mas Antonia disse sim, tal como Maria de Nazaré aquela que mais sabe de serviço evangélico e libertador.

Um Sim a mulher marginalizada e ao seu compromisso de abandonar tudo para entregar-se ao serviço dos mais pobres. Era dia 1º de maio de 1864. Mais tarde, Antonia comentou o drama interior daqueles dias:

“Depois de maduras reflexões, de longas orações e de violentos combates, assim como de uma graça especial e Nossa Senhora do Bom Conselho, decidi por fim, abraçar a bela, mas dura e difícil missão de trabalhar na reabilitação das pobres desventuradas.”



Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.





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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Confissão, jovens, fé e discernimento vocacional

Cidade do Vaticano
Imagem: Vatican News

Terá início na quinta-feira, 26 de abril, com o pronunciamento do Penitencieiro Mor, Dom Mauro Piacenza, a Convenção "Confissão, juventude, fé e discernimento vocacional", na Sala dos Cem Dias, do Prédio da Chancelaria.

Com o olhar voltado para a próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos de outubro, a Penitenciaria Apostólica pretende dar sua própria contribuição à reflexão que nestes meses envolve toda a Igreja, recordando e aprofundando o papel central do Sacramento da Reconciliação na vida espiritual e no discernimento dos jovens cristãos.

Em nenhum outro lugar como no confessionário, de fato, o cristão experimenta a ternura do amor de Deus, sentindo-se cada vez mais amado e tranquilizado, para retomar com renovada coragem o caminho nos caminhos da vida.

Os oradores dos dias, religiosos e leigos representantes dos diferentes componentes do mundo eclesial, abordarão o tema da Confissão em relação aos jovens de múltiplas perspectivas.

Após as palavras de cardeal Piacenza na abertura, os discursos na manhã de quinta-feira oferecerão uma visão geral do contexto sociocultural em que um jovem cristão vive hoje a fé, destacando as tentações às quais ele é chamado a resistir, as dificuldades a serem superadas no nível espiritual e não raro no material, os desafios que comportam aceitar Jesus em suas vidas e anunciá-lo ao mundo.

As palestras na tarde de quinta-feira incidirão sobre as duas ferramentas principais de que se serve o Senhor para falar hoje aos corações de todos os fiéis: a Igreja e a Escritura.

Particularmente tocante será o tempo dedicado à escuta de dois testemunhos que viveram em primeira pessoa uma experiência de conversão e do chamado por Deus e que também falarão da importância do Sacramento da Reconciliação em suas vidas.

A última sessão do encontro, na manhã desta sexta-feira, 27, vai ver intervenções sucessivas, para a partir de diferentes pontos de vista, tentar fornecer no plano pastoral experiências, ideias e reflexões úteis para que a Igreja, canal da misericórdia de Deus, possa falar aos jovens do amor de Jesus com autoridade e credibilidade.

Por fim, as palavras de Dom Nykiel, Regente da Penitenciaria Apostólica, concluirão o encontro.

O Senhor nunca se cansa de chamar os jovens para segui-lo. No nosso tempo, marcado pela desorientação, fadiga e indiferença, o principal obstáculo para a oferta generosa de sua vida consiste na experiência do pecado.

Muitas vezes, o mal realizado leva alguém a considerar-se indigno, passando a sofrer com o ressentimento ou o medo, esfriando a confiança em nossos irmãos e às vezes até mesmo a sua fé em Deus.

A Penitenciaria Apostólica, promovendo esta conferência, faz jus à sua missão de ser o Tribunal da Misericórdia e de promover a importância do Sacramento da Penitência, canal privilegiado da misericórdia de Deus para toda criatura.

Fonte: Vatican News



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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – Resistência ao chamado de Deus

Mesmo com a resistência de Antonia e as razões que ela deu para não aceitar, Padre Serra Insistiu, pois sabia do potencial que ela tinha. Apesar da rejeição e repugnância, Antonia pensou com mais tranquilidade e começou a visitar as casas de recolhidas com a intenção de ver em que poderia colaborar financeiramente. Não suspeitava que ao caminhar nessa direção, se deixava levar pelo mesmo Espírito que inspirou o P. Serra. Visitou a casa dirigida pela Sra. Eulália Vicuña e reconheceu que “era admirável”.
Surpresa, ela escreveu ao Padre Serra: “Quem poderia dizer que eu faria o que fiz hoje? O senhor faz milagres. Que não faria eu para obedecer-lhe e pela glória de Deus?”.

A repugnância continuava. O trabalho da graça também. Era questão de tempo. Serra via-o com clareza e respondeu:

“Não lhe peço que faça nada contra a sua vontade e com repugnância. Eu pensei que a senhora era a pessoa certa para ajudar-me, mas não deve fazer nada a contragosto... pedirei esmolas e farei tudo o que puder, e se ninguém me ajudar, eu o farei só com a graça de Deus e com o apoio daquele que carregou nos ombros a ovelha perdida de não deseja a morte do pecador, mas que este que se converta e que viva.”


Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.





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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pontifícia Comissão para a América Latina pede Sínodo sobre as mulheres

De 6 a 9 de março realizou-se no Vaticano a Assembleia Plenária anual da Pontifícia Comissão para a América Latina (Cal), sobre o tema: "A mulher, pilar da edificação da Igreja e da sociedade na América Latina".

Um argumento escolhido pelo próprio Papa Francisco que, nesta ocasião, desejou que 15 personalidades femininas latino-americanas fossem convidadas, além dos vinte e dois cardeais e bispos membros e conselheiros da Assembleia.

Um plenário composto de olhares e vozes muito diferentes, mas complementares, para refletir sobre como o papel e a tarefa das mulheres latino-americanas mudaram ao longo da história da Igreja.

O trabalho se deu em uma atmosfera de grande comunhão e liberdade, que também permitiu experimentar o encontro entre dezessete cardeais, sete bispos, oito leigas e seis consagradas.
Uma escolha que, segundo o secretário da Cal, Guzmán Carriquiry Lecour, "ajuda a rejeitar as leituras simplificadas e simplistas da realidade para reconhecer a complexidade e se medir com ela".

O documento final com o qual a Pontifícia Comissão para a América Latina resumiu os frutos dos quatro dias de trabalho, reflete fielmente as reflexões dos participantes. Em paralelo, também fornece algumas recomendações pastorais, das quais o L'Osservatore Romano publicou o seguinte texto italiano, e do qual transcrevemos algumas partes.

"Esta Pontifícia Comissão para a América Latina não pretende projetar seus próprios programas e as próprias exigências à Igreja universal, no entanto,  coloca-se seriamente a questão de um Sínodo da Igreja universal sobre o tema das mulheres na vida e missão da Igreja. É o que propõe, em síntese, a Pontifícia Comissão para a América Latina (Cal) no documento final da sua Assembleia Plenária, realizada no Vaticano de 6 a 9 de março, sobre o tema "A mulher, um pilar na edificação da Igreja e da sociedade na América Latina."

"A mudança epocal em que estamos imersos e que exige da parte da Igreja um renascimento de seu dinamismo missionário - Evangelii gaudium! - exige uma mudança de mentalidade e um processo de transformação análogo ao que o Papa Francisco conseguiu concretizar com as Assembleias do Sínodo sobre a família - que levou à Exortação Apostólica Amoris laetitia - e que agora se propõe com a próxima Assembleia sinodal sobre os jovens", lê-se no documento, publicado pelo L’Osservatore Romano.

"A Igreja Católica, seguindo o exemplo de Jesus, deve ser muito livre de preconceitos, dos estereótipos e das discriminação sofridas pela mulher – defende a Cal. As comunidades cristãs devem realizar uma séria revisão de vida para uma "conversão pastoral", capaz de pedir perdão por todas as situações em que foram e ainda são cúmplices de atentados à sua dignidade”.

“A abertura às mulheres deve proceder da nossa visão de fé e da conversão, que olha para o futuro com esperança, a partir do Evangelho de Jesus, que demonstrou "liberdade", respeito e uma extraordinária capacidade de reavivar a chama do amor e da doação pessoal em muitas mulheres que ele encontrou em sua vida pública."

"Tenhamos além disso, as Igrejas locais, a liberdade e a coragem evangélica para denunciar todas as formas de discriminação e opressão, violência e  exploração sofridas pelas mulheres em diversas situações, e para introduzir o tema da sua dignidade, participação e contribuição na luta pela justiça e a fraternidade, dimensão essencial de evangelização", acrescenta o documento.

"As Instituições católicas de ensino superior são convidadas, e em particular as faculdades de teologia e de filosofia, a continuar no aprofundamento de uma teologia da mulher, à luz da Tradição e do Magistério da Igreja, de renovadas reflexões teológicas sobre a Trindade e Igreja, do desenvolvimento das ciências e de maneira particular da antropologia, bem como as atuais realidades culturais dos movimentos e das aspirações das mulheres", defende a Cal.

"Que se promova em todas as Igrejas locais e através das Conferências Episcopais, um diálogo franco e aberto entre pastores e mulheres engajadas em diferentes níveis de responsabilidade (das dirigentes políticas empreendedoras e sindicais, até às lideranças de movimentos populares e comunidades indígenas)", conclui o documento.

Fonte: Vatican News






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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Jovem, queremos mudar o mundo com você!

E para isso, buscamos conhecer mais sobre esta juventude super conectada! Diz pra gente: você já descobriu a sua vocação? Você se conhece?  Responda o questionário abaixo.

🙋‍♀  Que lindo será receber suas respostas! O seu projeto de vida é muito importante. 

Ajude a Pastoral Vocacional Oblata nesta jornada!

#vocação #pastoral #oblatas #juventude #vocacional



Leitura Orante para a Juventude

Praticada desde os primeiros séculos do cristianismo, a chamada Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia, é um método judaico de assimilação e aproximação da Palavra que leva os fiéis a orarem e contemplarem, buscando a comunhão com Deus.

Este método de oração, não é um estudo, e sim, uma leitura amorosa que enche nosso coração do mistério de Deus. E ela pode ser feita individualmente ou em grupo, pois, somos convidadas e convidados a vivermos a experiência do mistério de Deus, através da sua Palavra que alimenta a nossa fé e anima nossa caminhada em comunidade e nos grupos caminhada juvenil.

É importante que todas as pessoas, inclusive a juventude tenha uma experiência profunda com a Palavra de Deus, e a Leitura Orante proporciona essa intimidade com Deus. Atualmente vivemos numa sociedade cheia de conflitos, e precisamos ter uma base, um norte para guiar nossas vidas, nossa missão social e comunitária.

A Inclusão do Método da Leitura Orante para a juventude é mostrar a importância da Palavra Bíblica e o grande respeito que devemos ter, pois é uma fonte inesgotável de vida, amor e misericórdia. Através dela nossa vida se ilumina e sentimos a presença de Jesus conduzindo a nossa vida vocacional. “ Por que toda vida é uma vocação”.

Você deve estar se perguntando como que faz a Leitura orante? Então, ela se dá em 4 momentos: Leitura do texto, meditação, oração e contemplação.

Ao iniciar, é importante começar invocando o Espírito Santo, inspirador das Sagradas Escrituras, para que nossa mente se abra e possamos mergulhar nos mistérios de Deus. Escolhe-se uma passagem bíblica para fazer a leitura, ou pode escolher o texto da liturgia do dia.

Primeiro Passo: Na leitura Lemos com atenção, cada palavra, entendendo seu significado. Procuramos entender o que o texto diz em si mesmo, descobrir como o texto se situava dentro do contexto da época em que foi escrito.

Segundo Passo: Depois vem a Meditação onde procuramos entender o que o texto nos diz hoje. Significa atualizar a mensagem da Palavra para a nossa vida e nosso cotidiano.

Terceiro Passo: Oração: Este passo é entrar em sintonia e dialogo com Deus, dando uma resposta solicitada pela Palavra que nos foi dirigida por Ele. O que o texto me faz dizer a Deus? Até agora Deus nos falou algo, agora é o momento de conversarmos com ele (suplicas louvores etc).

Quarto Passo: Por fim, vem o momento da Contemplação: É entregar-se e se abandonar nas mãos de Deus e deixar que sua ternura toque o seu coração. É sentir pela fé, quase que intuitivamente, a presença de Deus ao nosso lado.

Esses quatro passos, são atitudes permanentes que coexistem e atuam juntas, embora com intensidades diferentes, conforme o grau em que a pessoa se encontra durante a prática.

Caso queira aprofundar mais o conhecimento pela leitura orante, você pode buscar livros com o tema, e grupos nas comunidades e Paróquias que se dedicam a Leitura Orante da Bíblia. 


Aqui deixamos um anexo, onde você pode seguir os passos da Lectio Divina. Inicie esta experiência! Reserve um momento todos os dias para fazer a Leitura Orante, escolha um ambiente silencioso e tranquilo e mergulhe no mistério de Deus. Boa Leitura!


Texto com adaptações.

Bibliografia: SECONDIN, Bruno. Leitura Orante da Palavra
 – lectio divina em comunidade e na paróquia. São Paulo: Paulinas. 2004.
Ray, Pe. Leitura Orante: Caminho de espiritualidade para jovens –São Paulo;
 Paulinas, 2001 – (Coleção espaço jovem. Série Espiritualidade).






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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia – O Convite que mudaria sua vida

Padre Serra desejava abrir uma casa de acolhida para as mulheres que desejavam deixar a prostituição. Sentindo a necessidade de uma colaboradora, convidou Antonia para esta missão, pois conhecia seus dotes de educadora, o seu desejo antigo de ser religiosa, e ela muito o ajudou na arrecadação de fundos para as Missões. 

Antonia não desconfiava que o Dono da Videira não tardaria a chama-la para trabalhar na parte que  mais se distanciava e diferia das cerimônias e dos salões dos belos locais que já havia ido: as prostitutas abandonadas na rua.

Serra a convida e suplica para que seja sua colaboradora, para abrir uma casa destinada a acolher as mulheres que desejam mudar de vida. Por sua vez Antonia responde ao pedido:

"Monsenhor e amado Padre: Fiquei surpresa com o seu projeto e gostaria de poder conversar longamente. O Senhor pintou-o aos meus olhos com tanta arte que o julgo capaz de embelezar o deserto mais terrível A sua proposta faz tremer de alegria o meu pobre coração, mas são muitas as dificuldades que se apresentam por parte do senhor e minha. O senhor não pode empenhar-se diretamente na realização de tão santo projeto. O que vão dizer em Roma? Vai-me responder: Deixar-se-á que se percam as almas? Não mil vezes não. Podemos o senhor e eu, trabalhar por elas de modo indireto. Eu, da minha parte, posso dar dinheiro e fazer tudo quanto possa, embora me repugne."

Fonte: Antonia de Oviedo y Shöntal, 2004.
Para uma Juventude Livre. Padre Serra e Madre Antonia, 1985.



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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Páscoa: O Tesouro da Vida


“Onde está teu tesouro, aí está teu coração”?

Mas onde está teu tesouro, tua vida?
Ao mesmo tempo está dentro e fora de ti:
ou melhor, dentro na medida em que
és capaz de sair ao encontro de teu irmão;
fora, enquanto teu coração se mantém
aberto à relação com o outro,
a ponto de vislumbrar a face oculta
e sempre luminosa do totalmente Outro.
Teu tesouro/vida está na relação:
não está aqui ou ali, acolá ou alhures,
está “entre” uma coisa e outra;
não está aquém, acima ou além da história,
está na encruzilhada viva e dinâmica
dos encontros e acontecimentos;
não está no interior ou no exterior de teu ser,
está na ponte que liga os dois campos.
Teu tesouro/vida está em ti e não está em ti:
está na relação que consegues estabelecer
com as coisas, as pessoas e o Transcendente.
Não está no começo ou no fim do caminho,
está no ato mesmo de seguir a travessia;
não está longe ou perto de teu universo cultural,
está no passo que cruza e aproxima valores diversos;
não está contigo ou com o estrangeiro,
está no diálogo e no confronto entre ambos.
Teu tesouro/vida será cada vez mais teu,
na medida em que fores capaz de oferecê-lo:
perdê-lo-ás se o retiveres unicamente para ti,
ganhá-lo-ás se fores capaz de partilhá-lo;
serás mais pobre quando dele tomares posse,
serás mais rico quando o souberes condividir.

 



Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs
Roma, 28 de março de 2018.











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sexta-feira, 6 de abril de 2018