sexta-feira, 20 de julho de 2018

Pare! Escute! Reze!

Vivemos num mundo acelerado, onde as pessoas correm, correm, correm... e às vezes nem sabem para onde. Depois perguntam: “Por que correr tanto assim?”. Será que já não lhe deu vontade de se trancar num quarto e esperar a vida passar? Sintoma muito ruim este! Nada bom. Sinal de que algo está fugindo do nosso controle.

Diante de Deus, de nós mesmos e das coisas
que sempre fazemos, precisamos:


Parar um pouco...
Parar seu trabalho e deixe suas mãos vazias...
Pare sua mente e deixe livre sua imaginação...
Por que você também não abandona seu calendário, sua agenda?...
Pare seu relógio, tire-o do pulso, e o que está na parede cubra-o com um pano...
Deixe de lado aquelas preocupações inúteis...
Silencie tudo...
Silêncio no seu interior...

Coloque suas mãos sobre o seu peito e deixe seu coração exalar o perfume do amor criador de Deus... Pare! Escute! Reze!

Somos nômades nesta terra, e mesmo que tenhamos nossa casa, nosso endereço, nem levamos em conta que temos um lugar para nos proteger, uma família que reparte conosco a vida, filhos, irmãos, amigos... Se assim é, as coisas inúteis começam a ocupar o espaço em nossa mente e em nosso coração, e as coisas nobres ficam esquecidas. 

Todos sabemos: a aurora sempre traz o sol; e o crepúsculo, a noite, e como alguém já afirmou: “Nas mãos do poeta e o sol se põe e a lua dorme!”. E podemos ainda dizer: nas mãos do poeta as estrelas brilham e brincam. Não nos deleitamos com as maravilhas da criação de Deus, e é uma pena!

Somos nômades com sede do infinito. A vida tão bela e tão frágil só encontra seu sentido pleno nas mãos do Criador, que vai nos moldando em seu amor todos os dias, como o barro nas mãos do oleiro. 

Abraçar as responsabilidades do dia a dia é necessário, porém é preciso parar, escutar e rezar: “Vinde a mim, vós todos, fatigados e cansados...” A sabedoria e a pedagogia divinas nos ensinam o que é preciso fazer e cuidar. É Jesus quem nos seduz: Tu me cativaste Senhor! É ele quem nos atrai tanto. Pergunte a você: “O que mais me atrai na vida?”. Deus está aí, sempre presente, e nos procurando para nos amar e nos revestir de sua bondade e misericórdia: Pare! Escute! Reze!

Pe. Ferdinando Mancilio, C.Ss.R.




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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - A Despedida

Madre Antonia perde a visão por conta de catarata nos olhos e assim, teve que com muito custo se afastar das atividades, mas seguia a vida comunitária, mas em pouco tempo seu estado de saúde agravou, devido a alguns problemas que tinha.

Uma Irmã conservou os conselhos que ela lhes deu três dias antes de morrer. Um dia, dizia-lhes: 

“Minhas filhas, tenham muita caridade umas com as outras; ajudem-se umas às outras; amem-se muito santamente todas; saibam todas suportar e tolerar umas às outras; não falem dos defeitos das outras, pois todas nós os temos... Suportem-se a si mesmas; se tiverem de suportar algo em seus afazeres, suportem-no o melhor que puderem e não façam sofrer as outras.  Recebam como vinda de Deus  a Superiora que lhes for dada. Comportem-se bem com ela; terá defeitos como todas os temos, eu também os tive; respeitem-na e não a façam sofrer... Eu amei a todas com verdadeiro carinho de mãe e  continuarei fazendo o mesmo por toda a eternidade... Cumprimentem de minha parte cada uma sua família, que me despeço delas; gosto muito de todas elas e estou muito grata por seus favores; que me recomendem... Portem-se bem com nossos benfeitores e não se esqueçam de rezar por eles, pois muito lhes devemos... Que seria de nós se não fossem eles?... Também me preocupo muito com as moças e as Marias. Pobrezinhas! Não as esquecerei! Quando trabalharam! Não as esquecerei por toda a eternidade...”

Dizia tudo isso com voz muito baixa, o que fazia todas as Irmãs chorarem.
“Também temos de agradecer muito ao senhor capelão tão bom que temos. Quanto bem ele tem feito a mim nestes dias! Nenhum confessor me teria ajudado tanto quanto ele...”. 

Uma Irmã lhe disse: Madre dê-nos agora sua bênção. Pôs-lhe o crucifixo na mão e a Madre começou assim: “A benção do Pai, o amor do Filho e a graça do espírito Santo. Amém”. 

Fonte: A Venerável Madre Antonia – A pedagogia do Amor
Biblioteca Histórica – Origens da Congregação




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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Quem é Jesus?


Certo dia, Jesus reuniu 
os discípulos e as discípulas 
e perguntou: 
“Quem diz o povo
 que eu sou?” 
(Mc 8,27).



Eles pensaram e foram respondendo, um depois do outro, dando as várias opiniões que tinham ouvido do povo:

  • “Tem gente que acha que o senhor é João Batista”.
  • “Outros dizem que é Elias ou um dos profetas”.

Se fosse hoje, as respostas seriam:

  • “Alguns diriam que o senhor é o maior milagreiro de todos os tempos!”.
  • “Outros que o senhor  foi quem criou o mundo”.
  • “Muita gente o chama de Bom Jesus”
  • “Em alguns lugares, se ensina que o Senhor é um filósofo, um sábio judeu”.
  • “Alguns pensam que o senhor é um revolucionário”.

São muitas as opiniões sobre Jesus tanto ontem como hoje. Depois de ouvi-las todas, Jesus perguntou e ainda pergunta: “E vocês quem dizem que eu sou?” sem hesitar, Pedro respondeu: “O Senhor é o Cristo, o Messias, aquele que o povo está esperando” (Cf. Mc 8, 29). Jesus concordou com Pedro e disse: “Certo, Pedro, mas fique sabendo que estamos indo para Jerusalém e lá eles vão me matar”. Pedro levou um susto, chamou Jesus de lado e disse: “Isso não Jesus, nunca.” E Jesus disse para Pedro: “Vá embora satanás, você é uma pedra de tropeço para mim porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas das pessoas”.

Os discípulos e discípulas seguiam Jesus havia mais de um ano. Cada um já tinha a sua ideia a respeito de Jesus. Pedro pensava ter dado a resposta certa. Disse a palavra certa, mas não lhe deu o sentido certo.
“E você, hoje será como Pedro, que queria um Jesus de acordo com o próprio gosto?

Quem é Jesus para você? 

Quem sou eu para Jesus?”

Tente responder essas perguntas para você mesma/o. 

Até a nossa próxima reflexão.





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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Dentro de cada pessoa, existe uma águia. Encontre a sua!

Cada pessoa tem dentro de si uma Águia, forte, observadora e sem medo de voar para o novo da vida. Encontre a águia que está dentro de você, voe alto e realize seus sonhos, não tenha medo!

PARÁBOLA "A ÁGUIA E A GALINHA"




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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Saúde debilitada

Arquivo - Casa Mãe Ciempozuelos- Espanha
No inicio de 1898, a saúde da Madre inspirava sérios cuidados e a idade não era demasiado avançada; a Madre não fizera ainda setenta e seis anos.

Entretanto, indícios de rápido desenlace tampouco se verificavam. Além disso, afora algumas escassas exceções, que os médicos lhe tinham imposto, a Madre seguia quase em tudo a vida da Comunidade.  A partir do seu posto de comando, que era o convento de Ciempozuelos, a Superiora Geral, seguia atentamente o andamento da Congregação e a governava com o acerto que lhe davam sua longa experiência, seu conhecimento do pessoal e dos negócios da casa, bem como o espírito de Deus, que a animava e a levava como pela mão. Pode-se dizer, com a Crônica de Ciempozuelos, que ela governou o Instituto até seu último suspiro. Dava hábitos e recebia os votos das professas. Dava instruções frequentemente às irmãs e noviças e velava sem descanso pelo avanço espiritual de todas.

Claro que esse milagre se devia também, e em sua maior parte, à sua força de vontade e a seu amor à observância regular, que nela não teve esmorecimentos nem com os anos nem com as doenças. Na última Circular sua escrita em janeiro de 1898, não se percebe um perigo de gravidade. Ela não atribui às enfermidades a impossibilidade de visitar as casas, mas ao defeito a vista: “Estou quase cega”, escrevia; não falava de nenhum outro empecilho. E se por meio de uma operação quisesse o Senhor devolver-lhe a visão, já não haveria obstáculo que impedisse o que para ela e para suas filhas seria um inefável consolo; isto é, a visita das casas.

A Madre suportou a perda da visão com admirável resignação, segundo declaram unanimemente todas as Irmãs que dela trataram nos últimos anos. A cegueira não era completa, como se deduz das palavras antes citadas de sua última Circular. A biografia manuscrita da Irmã Vicenta do Perpétuo Socorro afirma que a Madre quis escrever toda a Circular com sua própria mão, “porque brotam diretamente do coração”.

Fonte: A Veneravél Madre Antonia – A pedagogia do Amor
Biblioteca Histórica – Origens da Congregação



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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Vocação não é só chamado, é também resposta... Qual será a sua?

Um dos desafios que os adolescentes e jovens encontram em sua etapa de vital, é ter que escolher o que fará da vida no futuro. Além destes, muitos jovens e adultos, sentem inquietações em relação à escolha de um estado de vida. 

Para clarificar um pouco estas dúvidas, conversamos com Irmã Sirley da Silva que esclarece alguns questionamentos de jovens feitos para Pastoral Vocacional Oblata.

Irmã Sirley da Silva, se consagrou à Vida Religiosa como Oblata do Santíssimo Redentor no ano de 1991. Nestes 27 anos de Irmã Oblata, trabalhou na missão com as mulheres em contexto de prostituição em Belo Horizonte-MG, Juazeiro-BA e São Paulo-SP; foi formadora das aspirantes e postulantes, e atualmente é promotora vocacional da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil.

Quando Deus chama uma pessoa, Ele chama pra que?
Irmã Sirley - O chamado está sempre vinculado a uma missão. E cada pessoa tem que descobrir qual é a missão de Deus para si. E para isso, é necessário fazer um discernimento vocacional. É importante ter uma pessoa preparada para poder orientar nesta fase de dúvidas. Que vai ajudar a jovem identificar os toques de Deus em sua caminhada vocacional. Porque Deus fala conosco no cotidiano da nossa vida. É aí o lugar que Deus escolhe para dialogar com os discípulos; quando estamos em relação em movimento. Deus nos chama, para seguir nas pegadas Jesus Redentor! 

Como foi que você sentiu o chamado de Deus em sua vida? 
IS - Eu era adolescente na época. Eu fazia parte do grupo de jovens, e sentia uma inquietude de lá dentro de mim. Era tão forte que nada me satisfazia, somente em oração na presença de Deus, e aí eu sentia paz, vontade de viver somente para Deus. Foi aí que pensei em entregar-me totalmente a Deus.

O que significa o nome Oblata? 
IS - O significado deste nome é Doação de vida, entrega, oferta, oblação. Significa que quando escolhemos ser uma Irmã Oblata redentorista fazemos uma doação total de tudo que somos e que temos.

Existem casos de Pessoas que rejeitam a sua vocação? 
IS - Sim. muitas pessoas não ouvem a voz interior. Não buscam um discernimento vocacional. Não escutam o coração e nem percebem seus sentimentos. Grande parte dos jovens acham que essa história de vocação é balela, e com isso deixam de lado o projeto de Deus para suas vidas; e procuram outras formas de viver, mas, nem sempre são felizes. 




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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Papa Francisco, fala a juventude


“Não deixem, queridos jovens, que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão duma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone.

Abri de par em par as portas de sua vida! Que seus espaços e tempos sejam habitados por pessoas concretas, relações profundas, que deem a possibilidade de compartilhar experiências autênticas e reais em seu dia-a-dia”.







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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A Pombinha de Jerez



O amor e cuidado que Madre Antonia tinha com as meninas era muito grande. E ela deixava isso muito claro, assim como um amor de mãe, e travava as moças com especial bondade e compaixão. Em uma carta, Madre Antonia conta de forma lúdica como se dá o cuidado com as mulheres que chegam até a casa de acolhida.


“Tivemos um exemplo valioso nestes dias. Eu contarei porque é adequado ao assunto e pode servir de exemplo na conduta com as moças. Temos pombas, um casal e dois filhotes; todas brancas com manchinhas pretas. Eu costumo dar-lhes de comer. De repente, há dois dias vimos uma pomba desconhecida com penas de cor de canela. Surpreendemo-nos que permanecesse e não pensasse em partir, seguindo a vida das outras. Logo uma mulher veio trazer-me a pomba, mostrando-me sua patinha inchada e fortemente atada com um fio, cuja ponta fortemente amarrada estava dependurada.

Não tardamos a compreender que era uma cativa que quebrara sua cadeia e tinha vindo refugiar-se no Asilo. Tive muito trabalho para cortar as várias voltas do grosso fio que aprisionava a pobre patinha inchada, tornando-se o trabalho ainda mais custoso por causa da inchação, que dificultava a operação, visto que era difícil cortar só o fio e não machucar a pata, sobretudo porque o animalzinho, vendo-se presa, se debatia e não ficava quieta. 

Pobrezinha! Como as mulheres, que permanecem atadas, maceradas pelas paixões ainda existentes, e se debatem quando se procura curá-las sem compreender sua situação. Como a pombinha, que se zangava contra a mão benevolente que a queria livrar das ataduras. Por fim, concluiu-se com sucesso a operação, a patinha se viu livre e, pouco a pouco, desinchou. Contente, a pomba permaneceu na casa com as outras e não voava sequer sobre o telhado. Então, a Madre Consuelo trouxe-a a mim, dizendo-me que parecia ter algo na asa. Olhei-a e o que vi?... Todas as grandes penas costuradas fortemente umas às outras até a metade, impedindo assim o voo.

Custou-me um trabalho imenso cortar essa verdadeira costura feito com linha fortíssima, debatendo-se enquanto isso a avezinha. As penas estavam unidas com um pesponto e, tendo acabado de cortar uma asa, vimos que a outra se encontrava em igual estado... e era um espetáculo ver a avezinha sacudir suas asinhas e alisar as penas!

Esse caso das pombas suscitou-me muitas reflexões. Quem não o compara o de nossas moças? Num ímpeto rompem com  a corda do vício, mas por muito tempo lhes restarão as ataduras dos pés, que as impedirão de trilhar o reto caminho; e mais ainda as das asas, isto é, do espírito de auto-suficiência, da rebeldia, da revolta e de outras tantas feridas que as impedem de erguer deveras o coração a Deus e voar de virtude em virtude. Cabe às Oblatas ir cortando, pouco a pouco os fios com suavidade, sem ferir a parte enferma, e ainda que não conheçam àquelas a quem querem fazer o bem. 

MF Cor Jerez, 1892, à Mestra de Noviças. Cópia de um impresso – com adaptações.
Fonte: Biblioteca Histórica – Origens da Congregação.




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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cada coisa tem seu tempo

Estamos iniciando o segundo semestre do ano e acredito que muitos de vocês devem estar pensando, perguntando ou se planejando: 

“O que quero e o que vou fazer da minha vida?”
“Aonde quero chegar?” “Como vou chegar?”.

Neste sentido a Palavra de Deus no livro de Eclesiastes capítulo 3, versículos 1-8, nos ajudam a refletir sobre o tempo que Deus nos dá de presente para viver neste mundo:

"Para cada coisa há seu momento e um tempo para toda atividade debaixo do céu. Há um tempo para nascer e um tempo para morrer, um tempo para plantar e um tempo para arrancar as plantas. Um tempo para matar e um tempo para curar, um tempo para demolir e um tempo para construir. Um tempo para chorar e um tempo para rir, um tempo para prantear e um tempo para dançar. Um tempo para jogar pedras e um tempo para recolhê-las, um tempo para abraçar e um tempo para se abster de abraços.Um tempo para buscar e um tempo para perder, um tempo para guardar e um tempo para jogar fora.Um tempo para rasgar e um tempo para costurar, um tempo para se calar e um tempo para falar.Um tempo para amar e um tempo para odiar,  um tempo para a guerra e um tempo para a paz."

Depois desta palavra, gostaria que você refletisse:
“O que de novo está nascendo em sua vida hoje?”.

Deus planta nos corações todos os dias boas sementes, mas, às vezes, com a correria do cotidiano não percebemos a novidade de Deus em nós.

Este “novo” são os bons sentimentos que existem dentro de nós como, por exemplo: solidariedade, amor, respeito ao próximo e as diversas culturas e raças, acolhida aos mais necessitados, olhar de ternura e misericórdia para aqueles que vivem ou passam por nós durante nosso dia a dia.

É Tempo de morrer...  O que tenho que deixar morrer em minha vida? 
Há coisas velhas em nós que precisam morrer, tais como: O individualismo, egoísmo, orgulho e o negativismo diante da vida. Isso de fato precisa morrer para que sejamos pessoas melhores e livres. 
É tempo de converter, Ventilar o nosso coração, e criar espaços de vida nova em Deus, para semear no mundo o amor e bondade de Jesus Redentor. 

É tempo de buscar... É tempo de você procurar as respostas para as dúvidas que estão dentro você. Abra o seu coração e crie espaço para Deus. Você é chamada/chamado a semear no mundo o amor e a bondade de Jesus Redentor!

Pergunte-se:
Quais são os meios que te ajudam a organizar e planejar o seu tempo? 
É importante dar tempo a essa busca?

Faça esta reflexão com calma e não tenha medo das Respostas que Deus te dará. 
Pois só assim você encontrará o maior sentido de sua vida.

Que Deus te ilumine e conduza seus passos no caminho da paz.

Ir. Sirley da Silva, OSR.



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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Convocadas para uma missão

Do sonho de Padre Serra e Madre Antonia nasceu a missão das Irmãs Oblatas. Uma história de entrega, acolhida, misericórdia e solidariedade, na luta pela Humanização e Libertação da Mulher em Situação de Prostituição.

O peculiar da Missão Oblata na Igreja, supõe também um carisma e um espírito próprio. Não seria realizável sem eles. E verdade que este espírito não pode ser outra coisa senão uma concretização do seguimento de Cristo, dos ideais do Evangelho e da vida religiosa em geral. No entanto, o carisma que os fundadores e o Instituto receberam, conferiu–lhes uma marca especial que nos permite identificar este instituto quando for fiel a si próprio.

As Irmãs Oblatas são mulheres disponíveis à ação do Espírito e convocadas por Jesus para uma missão desde cada realidade concreta para compartilhar a Boa Notícia do Evangelho com as mulheres que se encontram em contexto de prostituição.


Vocação é um chamado para amar.
Missão é a concretude do amor.

“Jovens, não tenhais medo de escutar o Espírito 
que vos sugere escolhas audazes, não demoreis quando 
a consciência vos pede para arriscar e seguir o mestre.” 
Papa Francisco.





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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Vida e missão de Antonia – Pedagogia da missão

A missão supõe uma mística, um espírito e deve projetar-se em realizações práticas que levem à libertação integral das mulheres. Isto quer dizer que precisamos de um método, uma pedagogia. Uma pedagogia que se autentica, partindo da realidade da mulher e da mística que nos aproxima dela.

O fundamento, a base do sistema pedagógico da Congregação na visão de Antonia, é o amor. Amor que se exprime num profundo respeito e aceitação da realidade e da vida das mulheres em situação de prostituição.

     "Que as Oblatas sejam Oblatas: que amem as mulheres, que se acostumem a andar e aprendam a lidar com elas, que saibam ter paciência - mas não essa paciência fria, gelada,  que nada adianta para elas, mas uma paciência doce, amorosa, piedosa; uma paciência na qual elas percebam que há amor à Deus e às suas almas. Que, ao mesmo tempo em que sejam pacientes, sejam firmes - mas de uma firmeza ponderada. Que digam: “Isto não pode ser, não se deve fazer isto, e não se deve fazer porque não é bom e ofende a Deus, e eu não posso transigir com o mal. A mim, podem me fazer o ultraje que quiserem; mereço ainda mais, mas não permito que Deus seja ultrajado em nenhum lugar e menos ainda em sua casa”. Estas e outras palavras. Que elas vejam que não são repreendidas por raiva, nem pôr zanga, mas tão somente em função do dever e para o seu bem.

    Que as Oblatas não castiguem nunca, pois para isso é preciso prestígio. Que repreendam e repreendam com bondade e carinho, nunca com aborrecimento nem enfado, o castigo assim dado pode promover outra culpa às vezes ainda pior do que a primeira e, em virtude da coisa mais fácil de dissimular no princípio, segue-se, pôr um castigo dado no momento da repreensão, uma série de culpas mais e mais graves.

       Acostume, pois, não apenas na teoria, mas também na prática, que nós não somos religiosas que temos moças, somos mães e mestras das moças e, para realizar santamente esse ofício somos religiosas.

     Sempre devemos levar em conta, para não errar, o tipo de moças que temos: gente abandonada, indócil, acostumada a não ter outra lei senão a sua vontade, outro alimento senão aquele que querem outra preocupação senão a de seguir seus desejos, outro jugo senão o de suas paixões e do gozo desenfreado dos prazeres da vida à custa de sua honra e de sua saúde. E quando às vezes uma decepção e outras um sermão, quase sempre uma doença dolorosa, as animam a receber o raio de luz e com esforço heroico quebram os grilhões que as unem ao mundo e vêm nos procurar... É então que começa a luta: as más paixões rebelam-se contra o jugo, o inimigo grita a seus ouvidos de modo a impedir de escutar a voz do anjo bom, e a pobre Oblata tem que ser a coadjutora do anjo... E como anjo comportar-se. Sim, como anjo, porque as moças, que não veem seus próprios defeitos, têm olhos de lince para descobrir os defeitos das irmãs e, mesmo que se calem, na primeira ocasião que se lhes apresenta, com todo atrevimento o lançam ao rosto como desculpa para si. E dessas moças muitas vezes se exigem mais virtude, mais silêncio, mais submissão do que das irmãs e, se elas sacodem um pouco esse jugo, castigos e mais castigos. Pouco a pouco e só pouco a pouco, e com paciência e paciência extrema, bem como extremo zelo, pode-se extrair delas o que se deseja. Elas quebraram a cadeia do vício, é certo, mas não romperam os fios que mantêm aprisionados e inutilizados os bons sentimentos com que o Senhor as dotou no santo batismo. É preciso ir cortando pouco a pouco esses fiozinhos sem ferir a parte enferma, com carinho, com heroísmo, com paciência”.

MF Cor Jerez, 1892, à Mestra de Noviças. Cópia de um impresso – com adaptações.
Fonte: Biblioteca Histórica – Origens da Congregação.




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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Qual a nossa missão?

Descobrir a nossa missão é descobrir o nosso lugar no mundo. É perceber de que forma concreta podemos viver nossa vocação. Com relação a isto, Papa Francisco em sua Mensagem pelo 55º Dia Mundial de Oração pelas vocações, nos dá três dicas/aspectos essenciais para discernir e responder ao chamado que Deus nos faz para nos entregarmos em alguma missão. 

“Estes três aspetos são: 1- Escuta; 2; Discernimento; 3- vida, que servem de moldura também ao início da missão de Jesus: passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc 4, 16-21).

Trecho da Mensagem do Papa Francisco para o 55º
Dia Mundial de Oração pelas Vocações (22 de abril de 2018)

Escutar
A chamada do Senhor – fique claro desde já – não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração. Por isso, é preciso preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito.

Não poderemos descobrir a chamada especial e pessoal que Deus pensou para nós, se ficarmos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever conosco.

Discernir
Na sinagoga de Nazaré, ao ler a passagem do profeta Isaías, Jesus discerne o conteúdo da missão para a qual foi enviado e apresenta-o aos que esperavam o Messias: «O Espírito do Senhor está sobre Mim; porque Me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-Me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano favorável da parte do Senhor» (Lc 4, 18-19).

De igual modo, cada um de nós só pode descobrir a sua própria vocação através do discernimento espiritual, um «processo pelo qual a pessoa, em diálogo com o Senhor e na escuta da voz do Espírito, chega a fazer as opções fundamentais, a começar pela do seu estado da vida» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, II.2).

Em particular, descobrimos que a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética. Como nos atesta a Escritura, os profetas são enviados ao povo, em situações de grande precariedade material e de crise espiritual e moral, para lhe comunicar em nome de Deus palavras de conversão, esperança e consolação. Como um vento que levanta o pó, o profeta perturba a falsa tranquilidade da consciência que esqueceu a Palavra do Senhor, discerne os acontecimentos à luz da promessa de Deus e ajuda o povo a vislumbrar, nas trevas da história, os sinais duma aurora.

Viver
Por último, Jesus anuncia a novidade da hora presente, que entusiasmará a muitos e endurecerá a outros: cumpriu-se o tempo, sendo Ele o Messias anunciado por Isaías, ungido para libertar os cativos, devolver a vista aos cegos e proclamar o amor misericordioso de Deus a toda a criatura. Precisamente «cumpriu-se hoje – afirma Jesus – esta passagem da Escritura que acabais de ouvir» (Lc 4, 20).

A alegria do Evangelho, que nos abre ao encontro com Deus e os irmãos, não pode esperar pelas nossas lentidões e preguiças; não nos toca, se ficarmos debruçados à janela, com a desculpa de continuar à espera dum tempo favorável; nem se cumpre para nós, se hoje mesmo não abraçarmos o risco duma escolha. A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora.

Realmente este «hoje» proclamado por Jesus assegura-nos que Deus continua a «descer» para salvar esta nossa humanidade e fazer-nos participantes da sua missão. O Senhor continua ainda a chamar para viver com Ele e segui-Lo numa particular relação de proximidade ao seu serviço direto. E, se fizer intuir que nos chama a consagrar-nos totalmente ao seu Reino, não devemos ter medo. É belo – e uma graça grande – estar inteiramente e para sempre consagrados a Deus e ao serviço dos irmãos!

O Senhor continua hoje a chamar para O seguir. Não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso «eis-me aqui», nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no «hoje» que Deus nos concede.


Ir. Luiza Pralon, OSR.
Fonte: Vatican News


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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - O Nome Misericórdia

Antonia M de Oviedo e Schöntal, quando se tornou fundadora, tomou o nome de Misericórdia, assumindo como sua tarefa: a de resgatar a mulher caída. Ela não poderia encontrar um nome que se harmonizasse melhor com ela. Assim, como o nome na História da Salvação sustenta o ser e a missão de quem o carrega, Antonia também, ao adotar a da Misericórdia, identifica-se com seu significado íntimo, porque era a misericórdia seu modo; era seu elemento; era ela misericórdia de nome e em seu âmago.
Em Antonia, a misericórdia não era o silêncio covarde e cômodo em ocasiões que é preciso falar; isso, em outras palavras, se chama claudicação. Ela falava e corrigia, mas com misericórdia, que é mais que com mansidão; unia tudo isto que é tão difícil reunir: mansidão, carinho, sinceridade e firmeza, em partes iguais, tendo substância de caridade como excipiente.

Nesta nova escolha, ela descobre-se portadora do dom de amor e enviada à missão de salvar “o que se havia perdido”. Misericórdia é um amor que salva. Amor incorporado na necessidade de salvação. E quando o amante se debruça sobre o amado carregado de miséria, não pode haver outra forma de relacionamento salvífico além do "amor misericordioso". Tal é a presença encarnada do Deus-Amor entre as pessoas. O próprio homem, feito em tudo igual ao ser humano, menos em pecado, assume a miséria da pessoa para libertá-lo pela força de seu amor misericordioso.

Fonte: A venerável M Antonia – A pedagogia do amor.


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Jesus, o desafio da liberdade!

O Evangelho de Marcos (1,21-28), continua apresentando-nos Jesus no primeiro dia da proclamação da Boa Nova. Ele se encontra na sinagoga em Cafarnaum e nesse dia prega a Palavra de Deus que foi lida e escutada. Mas sua pregação é diferente: desmascara a malignidade de tudo o que desumaniza a vida das pessoas e impede-lhes de ser feliz. Ensina e atua com autoridade fundamentada no poder liberador de Deus.

A missão de Jesus é libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal. Baseado na Palavra, Jesus ensina com autoridade e realiza aquilo que ele está proclamando: liberar as pessoas de qualquer forma de escravidão, abrir suas consciências para que não se deixem oprimir.

Marcos não diz qual era o ensinamento de Jesus. Ele menciona-o junto com uma curação e sugere assim que o ensinamento com autoridade repouse numa prática concreta de libertação. Os próprios fatos que Jesus realizava eram seu ensinamento. 

O povo simples e geralmente marginalizado pela sua condição de impureza é quem primeiro o reconhece e busca seu ensino.

“Mais daquilo que ele falava o que impactava era esse poder de suas ações em favor da vida e contra o mal que esmaga o homem. A presença de Jesus privava o homem de toda força. Essa era a clave de sua autoridade: ele não tinha estudos, nem credenciais ou graduações que o autorizavam, mas quando ele falava alguma coisa acontecia em favor dos que sofrem”.

Jesus está na sinagoga, no dia de sábado. E nesse espaço é data sagrada para um judeu realizar seu ensinamento expulsando os espíritos imundos que o reconhecem como representante de Deus. Agora, bem, esta proposta de Jesus provoca admiração naqueles que ficam maravilhados de sua autoridade de liberar e curar as pessoas e, por outro lado, encontra-se com uma forte oposição. Esta oposição está representada pelos escribas, colocados no mesmo caráter que os escribas: ambos são inimigos de Jesus.

“A primeira ação publicada de Jesus é também uma ação programática de purificar a Casa de Deus e libertar as pessoas de tudo que as aliena e desumaniza”. (Wenzel, João Inácio)

Os escribas e fariseus são incomodados pelas suas palavras e autoridade de Jesus que é reconhecida pelo povo simples que sente nascer em Jesus uma nova esperança de vida e liberdade.

Jesus nos convida a ser junto com ele pessoas que gerem vida, sem permitir que os diferentes tipos de escravidão continuem oprimindo as pessoas que caminham ao nosso lado. Participar de sua convicção de ter uma missão e ser responsável de uma causa que é a causa do Pai.

Texto de Ana Maria Casarotti com adaptações.



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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Consagrada para Oblata se tornar

Antonia preparou-se para esse momento privilegiado em total abertura à graça e descobriu que esta lhe exigia despojamento absoluto de si mesma para tronar-se acolhida, disponibilidade plena, misericórdia, e assim mudou o nome. A partir de agora, chamar-se à Antonia Maria da Misericórdia.

No dia 2 de fevereiro de 1870, de modo simples, sem cerimonia, mas repleta de celestial alegria, Antonia finalmente realizava seu sonho de viver inteiramente e integralmente ao Senhor. Com o nome de Antonia Maria da Misericórdia, vestia o pobre e simples habito religioso de cor cinza. Assim, em total simplicidade, nascia a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Nem mesmo Padre Serra pôde estar presente. Ele participava em Roma, do concilio Vaticano I. 

Depois em 25 de março de 1873 Antonia fez a profissão religiosa diante o bispo Serra e rodeada por um grupo de moças que tinham vivido a experiência da prostituição, ela consagrou a vida a Jesus Cristo para continuar “na Igreja sua obra redentora em favor da mulher marginalizada e mais necessitada de proteção humana e espiritual”. 

Fonte: M Antonia Maria da Misericórdia – oblação e serviço a mais pobres.


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Maria: Mãe e missionária do Pai com Jesus

Maria é missionária por vários fatores, mas ela é acima de tudo missionária porque nela se realiza e se gesta o transbordamento do amor de Deus, Jesus Cristo.

Maria está sempre envolta dessa presença do mistério divino, desde o seu SIM, pelo qual tornou-se a mãe do Salvador (Lc 1, 26-38) até o seu SIM dolorido e sofrido aos pés da cruz de Jesus (Jo 19, 25-27). Ela se torna filha bendita por meio do amado Filho! Reconhecemos em Maria o autêntico itinerário que cada batizado deve trilhar para viver como missionário.

A Virgem Maria nos ensina a ter fé. Ela conservava no coração tudo o que ouvia e via, e por isso foi feliz, porque acreditou. Ela acolheu o Verbo encarnado em seu ventre e a partir de então passou a realizar a peregrinação da fé, seguindo o seu Filho. Ela não permaneceu alheia e indiferente ao amor e a presença de Deus em sua vida, mas se envolveu e deixou-se cativar pelo mistério de amor de Deus.

Invocando-a sob vários títulos, ela vem ao socorro de toda a humanidade nas mais variadas situações e perigos. Nela a Igreja se reconhece também como Mãe, disposta a ir aonde Cristo quer que o amor de Deus alcance. Maria é a primeira evangelizada (Lc 1, 26-38) e a primeira evangelizadora (Lc 1, 39-56).

“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Os missionários, ou seja, todos os batizados, que gastam a sua vida à frente dos campos de missão ou no dia-a-dia do seu trabalho, da vida familiar e das ações eclesiais encontram em Maria o modelo perfeito de dedicação e fidelidade, pois ela se consagrou totalmente como Serva do Senhor.


Texto de: Pe. Helder José, C.Ss.R - com adaptações.
Fonte: A12.com



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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Vida e missão de Madre Antonia - Um recomeço

Em sua vida, Antonia passou por vários momentos difíceis, e com muita fé se entregou a providência Divina, que sempre se fez presente. 

Em 1868, Antonia elaborou o regulamento da Instituição, da qual emanam os objetivos da mesma: “recuperar a dimensão humana das moças acolhidas, ajudá-las a encontrar-se com Deus e reincorpora-las à sociedade, se assim for o seu desejo.” Tudo parecia ir de vento em poupa, quando foi preciso recomeçar quase do zero. No dia 4 de março de 1869, um incêndio, originado nas proximidades do asilo, que num quarto de hora, arrasou a Igreja e parte da casa; adiando sonhos e planos... Outra vez recomeçar.

As coisas não foram fáceis. Padre Serra disse numa carta a Antonia: “Seja valorosa e não desanime por coisa alguma neste mundo. Está é a Obra de Deus, nós trabalhamos pela salvação das almas... Não temo nada, exceto o seu desalento. Perdoe-me! Confio que a senhora nunca me decepcionará.”. 

Novamente a esperança coloca Antonia a prova, bem como a resposta generosa dos amigos incondicionais. Antonia escreve: “De Deus era o asilo e Deus o tomou para si; bendito seja seu Santo Nome e adorável a sua vontade”. “Dissemos: levantemos a casa de Deus e quando o tivermos a Ele conosco tudo se tornará mais fácil para nós.”

Desta vez a solidão de Antonia durou pouco tempo. Diante da desgraça do incêndio, um grupo de amigas correu a ajuda-la. Uma delas, Trindad Carreño, decidiu permanecer a seu lado. Juntas, iniciaram a nova aventura do Espirito em pobreza e oração. 

Fonte: M Antonia Maria da Misericórdia – oblação e serviço a mais pobres.



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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A missão crescia e o preconceito também

A informação da fundação do trabalho com as mulheres não agradou o ambiente da rainha Governadora. Seus melhores amigos, os irmãos Rubios, apresentaram doze inconvenientes para mostrar que a obra não convinha nem ao bispo nem a ela, “tendo chocado não pouco” na casa de Maria Cristina. Um ano depois, o próprio Duque de Riánsares, marido de Maria Cristina, também deixou claro que não estavam de acordo: sua preparação, sua cultura, sua posição social, sua espiritualidade e sua elegância podiam “ser empregadas em coisas mais úteis à humanidade e à própria religião”. 

O simples contato com as prostitutas é uma mácula e sua mera recordação, origem de “maus pensamentos”. Para demonstrar-lhe isso, não vê inconveniente algum em interpretar a vida de Jesus de maneira cínica: “Jesus Cristo não converteu mais que uma (Madalena) e já sabemos o que lhe aconteceu. Que acontecerá à senhora que a tantas fala, não no parapeito do poço, mas quando estão dentro dele e é preciso estender-lhes a mão para expô-las à luz dos santos preceitos?... Jesus Cristo veio ao mundo para buscar e converter os pecadores, mas não para encerrar-se com eles; eles o mandava à piscina para que se purificassem e continuava a sua pregação.”

Ela não podia abandonar o empreendimento. Estava decidida a continuar ao lado da mulher marginalizada “em compromisso solidário para viver com ela a libertação”, e esse compromisso chegava até o limite, até a oblação. 

Antonia sofreu muito com a desconfiança dos amigos que fizera quando era preceptora da família Real. Como poderia fazê-los compreender que, embora difícil, sua opção em nada se parecia com o que lhe diziam? Só existia um caminho: demonstrar-lhes com sua vida que acolher as prostituídas não mancha; pelo contrário, prolonga na Igreja a solicitude amorosa do Bom Pastor, que não pronunciou uma única palavra contra a ovelha perdida, que a pôs sobre os ombros e voltou feliz com ela. Os amigos de verdade acreditaram nela.


Fonte: Antonia Maria da Misericórdia, oblação e serviço das mais pobres.




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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Espiritualidade Redentorista na Vida de Antonia

A relação com a espiritualidade Redentorista aparece muito cedo na vida de Antonia. O primeiro livro que sua mãe incentivou a ler foi a Prática do Amor a Jesus Cristo, obra de Santo Afonso Maria de Ligório e o segundo, as Verdades Eternas. 

Em sua inesquecível Friburgo, ela visitou muitas vezes, o Padre Nicolás Maurón, suíço como ela, superior da comunidade. Em Roma, encontraram-se várias vezes e prolongaram a amizade que agora se consolida.

Antonia pertence à Família Redentorista, sobretudo porque desejou tornar seu o carisma desta e adaptar as Oblatas sua regra de vida e sua missão apostólica na Igreja. À luz desses carismas, ela leu os acontecimentos dolorosos e felizes dos últimos anos, viu neles a presença do Espírito e pronunciou de novo o Fiat. Sim, formaria uma comunidade de mulheres novas “reunidas em torno de Jesus Cristo Redentor”, consagradas ao Pai em oblação total e dedicadas a acolher em sua casa as mulheres rejeitadas por todos para demonstrar-lhes que a elas pertence à Boa Nova, que Deus as ama com ternura.

No dia 9 de junho de 1867, Padre Nicolás Maurón, Superior Geral dos Redentoristas, concedeu a Antonia “e suas futuras companheiras” o título de Oblatas da Congregação do Santíssimo Redentor. Dessa forma, elas ficavam vinculadas à Congregação missionária fundada por Santo Afonso para anunciar aos mais pobres a Boa Nova de que Deus os ama. Mais tarde, ela receberia o hábito, a regra e o ícone missionário do Perpétuo Socorro, conservado na igreja de Santo Afonso de Roma.

Fonte: Antonia Mª da Misericórdia – Oblação e serviço das mais pobres.




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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - Presença de Maria na vida de Antonia

Dada à situação da mulher no século XIX, foram muito poucas as que tiveram acesso aos meios de comunicação. Antonia o fez com frequência para falar de Maria. 

Maria ocupa um lugar privilegiado na espiritualidade de Antonia. Sua figura surge da raiz mais profunda, a Palavra de Deus e os padres da Igreja: é a anunciada pelos Profetas, a Mãe, por dar-nos seu Filho e por entregar-nos o Filho cravado na cruz; mas é também a mulher forte, a que não se abate na dor e na solidão, a que sabe construir comunidade. 

Maria, não é só contemplação e oração; é exemplo a seguir para tornar-se, como ela, generosidade, acolhida, canto de libertação e alegria no seguimento de seu filho.

No itinerário espiritual de Antonia, estão assinaladas diferentes etapas de referência mariana: desde menina, ela se identificou com a Imaculada; quando jovem, viveu de maneira próxima a proclamação do dogma; em sua etapa de maturidade, escolheu “como confidente”, Nossa Senhora do Bom conselho; como padroeira do primeiro asilo, Nossa Senhora do Consolo; e como padroeira de toda a sua obra, a Mulher dolorosa da Paixão, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.

Por fim, Antonia descobriu uma maneira pessoal de ver Maria, maneira que os escritores marianos e a espiritualidade mal destacaram; isso se explica por tratar-se de uma imagem menos “doce” do que a habitual, bem como menos conformista: Maria que acolhe Madalena “como amiga e companheira”.
Tampouco no grupo de seguidores de Jesus se confiou muito nessa mulher a quem Jesus concedeu especial protagonismo.

A comunidade oblata reúne-se em torno de Maria como a primeira comunidade fiel. É ela quem mais sabe do Espírito, a quem melhor escuta, acolhe, a que confiou em Deus em meio à obscuridade, a que fez de sua vida um sim às bem aventuranças, ao coração mais pobre; por isso, ela cantou, com prazer, a misericórdia do Senhor recaindo sobre todos os pobres.

Fonte: Antonia Maria da Misericórdia – Oblação e serviço das mais pobres.



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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Por que é difícil discernir o que se quer da vida?

Quando falamos sobre vocação é comum escutar aquela frase que diz: “Não há crise de vocações, mas crise de respostas”. E se paramos para pensar, isso é meio óbvio, porque se todos somos criados por Deus, todos temos vocação. O único jeito de faltar vocações é, portanto, se Deus dissesse um basta para a criação. O que essa frase realmente quer dizer é que as pessoas, chamadas as diversas vocações, não estão respondendo bem a esse chamado, que não é outro que o chamado a ser feliz.

Imagem: Papo Sincero
Parece lógico pensar que se Deus nos chama para a felicidade, o único que precisamos fazer é acolher e viver esse chamado. Dessa forma, todos seríamos felizes. Mas se olhamos para o lado, vemos que as coisas não são assim. Vemos pessoas infelizes, sem rumo, apostando a vida por outras coisas que não trazem a realização almejada. E muitas vezes essas pessoas infelizes somos nós mesmos. Se é tão lógico ser feliz respondendo o chamado de Deus, porque é tão difícil assim entregar nossa vida a Ele?

Somos de uma época que vende um ideal de felicidade que é o extremo oposto do ideal de felicidade que nos propõe Jesus em seu Evangelho, em sua Boa Nova. Conseguiram fazer com que esse desejo autêntico de viver uma vida plena se desvirtuasse em uma busca pelo prazer, pelo ter e pelo poder. Isso não é algo novo, as concupiscências estão claramente demarcadas nos Evangelhos, mas em nossa época essa desvirtuação parece tomar enormes proporções. Talvez seja apenas o nosso ponto de vista (Quando olhamos uma coisa muito de perto, ela parece maior do que é), mas não podemos negar que a Felicidade que nos propõe Jesus é radicalmente diferente daquela que o mundo nos propõe.

Que felicidade é essa que Jesus propõe? Poderíamos resumir em uma vida nova. A vida cristã. Mas para que fique ainda mais claro, podemos abrir nossas bíblias no capítulo cinco de São Mateus e ler as bem-aventuranças. Esse é o programa de felicidade de Jesus. E se as lemos com um pouco de atenção, veremos que realmente não compaginam com a felicidade do mundo. Nelas Jesus proclama bem-aventurados os pobres, os mansos, os puros, os que choram, os perseguidos, os que promovem a paz e os que tem fome e sede de justiça. Realmente não é exatamente o que vemos exposto nas propagandas do mundo que nos vendem outra felicidade.

Por isso é tão difícil responder a nossa vocação. Porque optar por Jesus significa necessariamente morrer. Morrer para tudo aquilo que nos faz menos pessoas, que diminui nossa dignidade, que nos faz viver iludidos e perdidos. Mas porque estamos tão apegados a essa vida antiga, morrer nos custa muito e não é exatamente agradável. Por isso ficamos muito tempo com um pé em Jesus e o outro no mundo, fazendo joguinhos do tipo: “Até onde posso ser mundano sem deixar de ser cristão”. As vezes sabemos o que temos que fazer, mas simplesmente não conseguimos fazer ainda. Mas até que não nos lancemos nos braços de Deus com toda confiança, não conseguiremos responder nossa vocação, seja ela qual for. Para que o grão possa dar frutos, ele precisa morrer.

Fonte: A12.com


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sexta-feira, 11 de maio de 2018

208 anos de nascimento de José Maria Benito Serra

Dia 11 de maio marca o nascimento de José María Benito Serra, que ao lado de Madre Antonia, fundou a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.

Como um discípulo de Jesus, se sensibilizou com a situação das mulheres que sofriam com o estigma da prostituição e se encontravam em situação de extrema vulnerabilidade no subsolo do hospital São João de Deus, na cidade de Madrid-Espanha, afetadas por doenças e discriminação. 
Ouvir a confissão dessas mulheres, com atitude fraterna, abençoando e acolhendo as suas dores eram ações ousadas e necessárias para dar esperança a quem estava à margem da sociedade. Seguindo os passos de Jesus Redentor, ele se baseou na misericórdia, no amor ao próximo e no olhar humano para seguir com a sua obra, a qual damos continuidade com a Missão Oblata.


"Não é necessário ter medo, 
Deus está acima de tudo. Ânimo!"




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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Vida e Missão de Madre Antonia - A missão necessitava de uma Congregação Religiosa.

Inicialmente Antonia e Padre Serra não queriam fundar uma Congregação, mas sim uma obra social, animada por valores evangélicos. Com a casa inaugurada e a missão em andamento, eles buscavam Congregações Religiosas que pudessem colaborar na missão, na parte espiritual, mas os acontecimentos levaram Antonia a descobrir que Deus a queria fundadora. Ela sabia que única saída era confiar plenamente em Deus, na providencia, tal como aprendeu com sua mãe. Ela vivia uma fase de abertura ao Espírito que não teria igual na sua vida, e se deixa conduzir aonde Ele a convida.

Pensa no futuro e, longe de abandonar, começa a intuir que o futuro é novidade, criação: Descobriu a presença do Deus invisível na mulher ferida e machucada da rua, e se ofereceu em oblação perfeita, ao seu serviço para sempre. A opção pela mulher marginalizada é algo difícil, são necessárias mulheres novas, capazes de colocar todo o seu amor a serviço de pessoas que não conheceram o amor ou se sentem feridas e atingidas pelo amor mercenário, a forma mais brutal de exploração da mulher. Mulheres capazes de assumir as atitudes do bom pastor.

Fonte: Antonia M da Misericórdia – oblação e serviço dos mais pobres




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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Juventudes na globalização da indiferença

A juventude corresponde atualmente a uma parcela significativa da sociedade, vive em diversas realidades e demanda um olhar sobre as condições reais que lhes são oferecidas para a realização de seu projeto de vida, sua socialização e inserção na educação, na sociedade e no mercado de trabalho. A juventude busca valores, comportamentos, tem visões de mundo, interesses e necessidades. É a fase da vida em que acontecem descobertas; o jovem se insere no meio social, busca seus interesses, tem perspectivas de vida, procura o novo, vislumbra horizontes. A juventude tem vários jeitos, cores, sotaques e formas de ser, e isso a diversifica e a deixa mais bonita. A juventude é plural. Na verdade, podemos falar de ‘juventudes’.
Olhar para a juventude na globalização é começar a perceber
 e entender sua essência, pois vivemos em um mundo tecnológico.

A globalização é um processo econômico e social que estabelece uma interação entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatros cantos do planeta. Por exemplo: um aspecto que é local pode, pelas redes socais, se tornar mundialmente conhecido. Ou, uma realidade que é específica de uma cultura, passa a ser acolhida por muitos pelo mundo.

Como viver a proximidade no mundo das comunicações digitais? Olhar para a juventude na globalização é começar a perceber e entender sua essência, pois, vivemos em um mundo tecnológico, no qual os jovens estão em contato com uma vasta tecnologia simultaneamente. Temos internet, Televisão, celulares, aplicativos, rádios, etc. O contato com todas essas tecnologias transforma os jovens. Os jovens estão conectados com o real e o virtual, têm acesso a uma enxurrada de informações. No meio desse turbilhão, como discernir o que é certo ou errado? Quais informações acolher? As atitudes, jeitos, comportamentos, forma de pensar são influenciados pelo mundo globalizado, fazendo com que alguns jovens não percebam que vivem em uma sociedade que tem problemas; e a mídia deixa as pessoas alienadas, à margem, sem perceber o que está a sua volta.

Nesse sentido, percebe-se que existe a indiferença, muitos jovens veem o que está a sua volta, mas não se envolvem com as situações que lhe são apresentadas. O que se vê é a falta de interesse de muitos jovens, cada vez mais sem atenção, tornando-se indiferentes as situações de fragilidade nas proximidades do seu viver. Essa indiferença se torna cada vez mais frequente. Ser indiferente é uma possibilidade infeliz de nossa humanidade. Mas daí que ela se torne global é um fenômeno que grita aos céus. Com isso, ao perceber uma pessoa afogando, por exemplo, corre-se o risco das pessoas que se encontram por perto ficarem mais preocupadas em tirar fotos do que socorrer o afogado.

Para um jovem cristão a parábola do bom samaritano (Lc 10-25-37) provoca uma crise ante o fato da indiferença. O bom samaritano é aquele que se coloca a serviço, que se solidariza e que cuida. O samaritano foi uma pessoa boa, demonstrou no seu gesto de ajudar a uma pessoa que precisava o verdadeiro sentido de amor ao próximo. Essa parábola inspira muitos jovens a se comprometer com um projeto maior, um projeto de vida que cria solidariedade com os próximos, mas sem deixar de perceber o global da vida. Por aí vemos, tantos projetos que lidam com as realidades locais, mas que divulgados criam a globalização da solidariedade, como o bom samaritano, que tem compaixão; estava no seu caminho e parou, pensou e agiu ajudando a quem precisava.

É importante ter consciência que os jovens são protagonistas, despertar neles o protagonismo juvenil. Os jovens têm utopias para a sociedade, jovens que demonstram o que querem, suas demandas e seus sonhos. São jovens que deixam o Evangelho quebrar a indiferença que nos rodeia e, movidos de compaixão, assim como Jesus, promovem ações em favor das pessoas, as quais a sociedade não mais enxerga ou se tornaram um problema. Que os projetos de vida possam se inspirar na misericórdia que aproxima e cuida!

Ludymilla Yanna Antero da Silva 
Pe. Sebastião Corrêa Neto 

Fonte: Revista Rogate, março 2018.



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