domingo, 15 de outubro de 2017

Festa do Santíssimo Redentor: Revitalizando nossa essência

No terceiro domingo de outubro, as Irmãs Oblatas Celebram a festa do Santíssimo Redentor.  Para nós que fazemos parte da Família Redentorista, celebrar nosso Patrono é muito importante.

Como seguidoras do Cristo, o Messias Redentor de toda a realidade criada, nosso nome de Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, expressa e sintetiza a espiritualidade e o carisma que se realiza na raiz da vocação de toda a Igreja: redimidas para levar a graça da Redenção a todos àqueles e aquelas que esperam ouvir a palavra de amor destinada por Deus, horizonte e sentido dos nossos caminhos. Lembramo-nos que somos convidadas a voltar à fonte inspiradora e ressignificar o seguimento de Jesus, desde a perspectiva de uma vida religiosa partilhada entre irmãs e leig@s, e desde a centralidade na vida e na palavra.

O Santíssimo Redentor, titular da Congregação, comunica-nos seu espírito de oblação ao Pai em favor dos homens. Por conseguinte em: “trilhar suas pegadas; espelhar-nos nos exemplos e ações de sua vida e, na medida do possível, fazer-nos semelhantes a Ele”. De modo que, transformadas à sua própria imagem sob a ação do Espírito que opera em nós, possamos na verdade repetir com o Apóstolo: “Para mim viver é Cristo”. (Constituições pág 26.).

A realidade desta Palavra Redentora, que encontramos copiosa junto dele, encontra-se diretamente ligada ao Mistério da Encarnação do Cristo, Revelação de um Deus, que por amor, quis ser parceiro da humanidade. Assim, a Redenção não é somente algo espiritual, no sentido pobre e fraco da palavra, mas sim, uma realidade que atinge toda a humanidade, reconduzindo-a ao caminho sonhado pela gratuidade criativa de Deus, pois tudo o que é profundamente humano, foi assumido pela graça divina.

Neste momento de Festa e comunhão com todas as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, somos convidadas a dar um mergulho nas nossas fontes e perceber o agir de Deus em nossa história e nos tornarmos tendas receptivas e generosas: Seguidoras de Jesus Redentor.

É tempo de agradecer e revitalizar a Vida Religiosa Oblata, através da nossa Espiritualidade LIBERTADORA, a partir do SEGUIMENTO DE JESUS no compromisso com a promoção e libertação da mulher em situação de prostituição.

Texto com adaptações.
Fonte: Revista de Aparecida

domingo, 1 de outubro de 2017

Ser Missionária Oblata - Um Jeito de Ser e Estar no Mundo.

Para mim, ser Irmã Oblata é ter consciência de ser CHAMADA, UNGIDA E ENVIADA POR JESUS REDENTOR, fonte e manancial que alimenta e sustenta sua vida, e me envia cada dia, para viver e ser misericórdia, compaixão, acolhida e anunciar a boa nova do evangelho, denunciando toda forma de preconceito e injustiça.

O que me sustenta nesta caminhada é a certeza de que Jesus Redentor caminha comigo e é Ele que faz arder o meu coração no caminho. O cultivo constante do primeiro amor, a vida comunitária, como lugar da celebração, comunhão, perdão e da festa. A missão, o cerne da vida consagrada, me faz mais OBLATA e preenche o meu coração “OBLATA SOBRE O ALTAR DE CADA DIA”.

O sim de nossos Fundadores, de tantas Irmãs Oblatas que entregaram a vida pela causa de Jesus Redentor, e a vida de cada mulher, suas conquistas e lutas por uma vida melhor são sustento na minha caminhada... Muitas vezes sem entender por onde a vida, a história está me levando, sinto arder o meu coração e acredito que Jesus o redentor está me conduzindo. 

Irmã Maria Helena Braga. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Bíblia: Um Novo estilo de Viver e Pensar a Vida - A nova justiça

Jesus passa a descrever as práticas do serviço a Deus. E o eixo dessa prática é a vivência da justiça do reinado de Deus, isto é, a vontade de Deus. De outro lado, sabemos que uma sociedade que se estrutura para garantir, sob todos os meios, o acúmulo de propriedades e de bens é intrinsecamente injusta, causando miséria e violência. Dessa forma, também gera preocupação e angústia nas pessoas que não têm o que comer, o que beber ou com que se vestir.

Jesus sabe do significado do pão, da água e das vestimentas na vida do povo. Sabe também que o povo anda preocupado com o que comer, beber e se vestir. E igualmente tem consciência de que a questão vai além da luta pelas necessidades imediatas. 

Confiar em Deus e entregar-se à sua providência é uma atitude fundamental. Mas não é suficiente. Por isso, Jesus vai mais longe. Ele sabe que a fome é consequência de uma sociedade injusta que não quer partilhar.

Convém, aqui, recordar uma fala de Dom Hélder Câmara: “Quando dou pão aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que há pobres, me chamam de comunista”. Também Jesus tinha consciência disso. Essa é a razão por que insiste em não consumir todas as energias na luta diária para satisfazer as necessidades básicas. Há uma luta maior. E essa luta é por um projeto de sociedade, de novas estruturas que garantam a todas as pessoas o acesso aos bens básicos para ter vida em abundância, vida digna. Por isso, Jesus nos convoca com um imperativo: Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6,33). É um projeto novo, com novas estruturas, mais justas, embora simples, sem roupas luxuosas, nem celeiros para acumular.

É preciso confiar no amor de Deus e na solidariedade das pessoas, engajando-se na construção de uma sociedade justa. O texto nos convida a refletir e a buscar o significado mais profundo da vida no que é essencial. E a essência é ocupar-se com o Reino de Deus e a sua justiça.

E você, de que lado está? 

Por Ildo Bohn Gass, biblista, assessor e autor do CEBI.
Com adaptação feita por Ir. Sirley
Fonte: CEBI

sábado, 23 de setembro de 2017

Tráfico de pessoas no Brasil

O tráfico de pessoas é um dos maiores problemas na sociedade atual e representa um tema de grande importância para o Brasil e no mundo. Segundo a Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC), todos os anos, 800 mil a 2,4 milhões de pessoas são vítimas do tráfico internacional de pessoas. De acordo com essa organização, esse tipo de crime já lidera o segundo lugar na posição mundial de maior renda por ano. Atrás do tráfico de drogas e na frente do tráfico de armas.

O tráfico de pessoas é um fenômeno social que envolve o deslocamento de pessoas através do engano, da coerção ou do aproveitamento de sua condição de vulnerabilidade social, com a intenção de explorá-la no destino final, obtendo beneficio financeiro. Essa exploração pode ser no mínimo, sexual, trabalho forçado, casamento forçado e venda de órgãos. 

O Brasil caracteriza-se por ser um país principalmente de origem de vítimas de tráfico de pessoas; em um grau menor, também é um país de trânsito e destino para pessoas traficadas. Caracterizado ainda pela existência de tráfico internacional de pessoas, principalmente para a exploração sexual de mulheres e meninas brasileiras, em todas as partes do Brasil, mais de 250 mil crianças são envolvidas com a prostituição ao nível nacional. Também foi verificado que existem vítimas masculinas, conforme o relatório americano anual sobre o Tráfico de Pessoas – 2011. Outra modalidade de tráfico com destino no Brasil é o trabalho forçado de mulheres, crianças e homens da Bolívia, do Paraguai, do Peru e da China são comumente explorados em confecções e tecelagens clandestinas, com concentração em São Paulo.

Pesquisas realizadas apontam para um número significativo de mulheres e transexuais brasileiras no exterior, vítimas de tráfico internacional, principalmente para fins de exploração sexual em vários países como: Espanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Holanda, Suíça, França e Alemanha, Estados Unidos, Japão, Suriname, Guiana Francesa, Guiana e Venezuela. 

O perfil das vitimas é variado, mas algumas características em comum são: a pobreza, desestruturação familiar, abusos dentro e fora da família e problemas financeiros.

Vemos que essa questão do tráfico de pessoas é uma rede muito grande e muito organizada, gerando muitas vítimas. É importante estarmos em constante atenção, pois há muitas pessoas desaparecidas que se enquadram nesta rede de tráfico. 


Texto com adaptações.
Fonte: Jornal da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (MG) - Outubro 2014.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Bíblia: Um Novo estilo de Viver e Pensar a Vida

A Bíblia oferece alicerce importante para que possamos nos desenvolver e cultivar a harmonia com todos os seres criados, possibilidade que a comunidade humana possa auto gestar e compreender-se desde a centralidade da Palavra de Deus.  

No Evangelho de Mateus 5, o Sermão da Montanha, vamos perceber a preocupação em torno da necessidade de buscarmos um novo estilo de vida, um novo jeito de estabelecer relações com todas as criaturas, de modo que possamos recuperar a vida como obra de arte que é bela e precisa ser vivida intensamente e com um sentido profundo.

Em Mateus 6, Jesus apresenta uma economia que gera vida. Ele fala da solidariedade desinteressada para com os mais pobres (vv. 2-4), da partilha do pão cotidiano (v. 11) e do perdão de dívidas (v. 12). Em seguida, Jesus apresenta a economia de Deus em confronto com o projeto de quem serve ao dinheiro (Mateus 6,19-34). Aqui, Jesus vai ao ponto central da nossa condição humana: deixar-se levar pela cobiça e servir à riqueza ou deixar-se conduzir pelo dinamismo do amor e servir a Deus. São dois modelos econômicos, duas formas de organizar a sociedade. Uma tem como base o poder da riqueza, que gera angústia, fome, preocupações e injustiças. A outra prioriza uma estrutura social que privilegia a justiça do reinado de Deus, gera dignidade, alegria e vida cidadã.

Em Mateus no versículo 24, Jesus revela a essência da economia de Deus. Não é um projeto econômico em que as pessoas gastam sua vida na luta pela sobrevivência, pelas necessidades fundamentais, tais como comer, beber e se vestir. Porém, Deus está preocupado com um projeto econômico em que sua vontade, sua justiça impregne um sistema que garanta a dignidade dos corpos de todas as pessoas na satisfação de direitos fundamentais que, segundo o texto, são os direitos à comida, à água e à roupa.

Aqui, Jesus explicita o sentido da bem-aventurança para os pobres (Mateus 5,3). Ser pobre em espírito é estar totalmente a serviço de Deus. É aderir a seu projeto, sendo livre, sem estar apegado às riquezas, ao poder, a segurança. Ter espírito de pobre, de partilha e solidariedade é o oposto do espírito de consumismo e de acumulação de riquezas. Dois são os caminhos fundamentais. Ou servimos aos tesouros da terra, ou nos colocamos a serviço dos tesouros dos céus (Mateus 6,19-21). Ser rico para Deus é partilhar, é ser solidário. Essa é a prática dos servos de Deus, prontos para viver na simplicidade, no desapego e na sobriedade. Temos a ilusão de que possuímos riquezas, quando na verdade são elas quem nos possui e nos governa. Não foi por acaso que as comunidades pós-paulinas escreveram: A raiz 

...Continua.

Texto com Adaptação.

Por Ildo Bohn Gass, biblista, assessor e autor do CEBI.
Fonte: CEBI

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Padre Serra: um discípulo de Jesus.

Naquele tempo, Padre Benito Serra, desceu o subsolo do hospital São João de Deus, na cidade de Madrid-Espanha. Com amor e ternura ouvia as confissões das mulheres prostitutas, internadas e com doenças venéreas. Ele perdoava seus pecados e falava do amor e da misericórdia de Deus Pai e mãe, para com suas filhas/o amadas/o. 

As mulheres ficavam admiradas com sua simplicidade e despojamento de preconceitos e de sua aproximação com elas. Padre Serra, em nome de Jesus Cristo, impunha as mãos sobre elas e as abençoavas com a força da Divina Ruah. E delas expulsavam o medo, o desespero, e as inseguranças de recomeçarem uma vida nova.  

Todos no hospital, perguntavam entre si: quem é esse homem que se aproxima, escuta e perdoa as prostitutas e as abençoam; com tanto amor e respeito?  E a fama de Padre Serra se espalhava pelos arredores da Igreja Espanhola, como um homem subversivo. Somente, por que ousava seguir com radicalidade os passos do seu mestre Jesus de Nazaré. 

Ir. Sirley da Silva, 2012.

sábado, 26 de agosto de 2017

Duas Vidas, Duas Vocações por um ideal

Padre Serra e Madre Antonia, tiveram em seus processos vocacionais momentos de dúvidas, medos e preconceitos, mas a entrega e a disponibilidade para ouvir o que Senhor queria de cada um foi maior. 

Eram vocações diferentes, Serra sentia o ardor missionário, e Antonia almejava ser religiosa Carmelita, mas Deus fez com que suas vidas se cruzassem e Serra já tocado pela dor das mulheres no hospital São João de Deus, acreditou que Antonia poderia fazer a diferença na missão.

Após a tomada de decisão de Antonia que sentia a certeza de que poderia com a força de Deus realizar este grande projeto em 1º de junho de 1864 em Ciempozuelos foi inaugurada a primeira casa da obra social para acolher as mulheres em situação de prostituição. “O projeto da Casa de Acolhida recebeu o nome de Nossa Senhora do Bom Conselho” e foi iniciado com duas mulheres.

Em 1868, Antonia elaborou o regulamento da Instituição, e no ano de 1870 movidos pelo crescimento da missão Padre Serra e Madre Antonia fundaram a Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, e Antonia passou a ter o nome de Antonia Maria da Misericórdia, devotando definitivamente a sua vida à causa das mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Congregação das Irmãs Oblatas está presente nos seguintes países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Itália, México, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Texto com adaptações.
Fonte: Livro Duas Histórias... ... Um único caminho.

domingo, 20 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Madre Antonia

Antonia foi uma jovem estudiosa e culta, sentiu o chamado de Deus em sua vida, mas não parou para entender essa inquietação, devido aos problemas familiares; morte de seu pai, problemas financeiros, e ter que trabalhar para sustentar sua mãe e suas tias. Por muito tempo esse chamado ficou adormecido em seu coração, mas no ano de 1862, com o término de seu trabalho junto à família real como educadora de princesas, Antonia retomou seu desejo de ser religiosa e passou a colaborar com o trabalho de Padre Serra em favor das missões. 

Antonia se dedicou a fazer um acompanhamento de discernimento vocacional e espiritual com Padre Serra, e nesta fase em que colaborava com o trabalho em favor das missões, ela recebe o convite para ajudá-lo na missão com as mulheres em situação de prostituição do hospital são João de Deus.

Padre Serra como orientador acreditava que Antonia, por ser mulher, poderia entender melhor os assuntos e a vida das mulheres, e percebendo sua inquietação vocacional, ele a convida para ajudar nesta missão.

Porém ela não aceita, pois a mudança seria radical, ainda mais para ela que trabalhou e viveu na corte espanhola sendo preceptora das filhas da Rainha Isabel por doze anos; lidar com prostitutas era repugnante.

Mas Padre Serra não desanimou, continuou insistindo e pediu a Antônia que rezasse e a aconselhou ver com outros olhos a realidade. Antonia fez visitas ao hospital São João de Deus, e depois de várias visitas, ela percebeu que a situação na qual àquelas mulheres estavam a tocava cada vez mais ao ver tanta dor! 

Antonia foi rezar aos pés da Virgem do Bom Conselho para descobrir a vontade de Deus em sua vida, e sentiu um apelo: “A filha que não ouve o conselho da mãe não é boa filha”. Ela se assustou e acolheu o apelo como vontade de Deus.

Como Vocacionada, Antonia passou por momentos de dúvidas, preconceitos e medos, assim como qualquer pessoa passa quando inicia uma caminhada vocacional. Mas mesmo com seus receios, ela rezou pedindo a intercessão de Deus neste processo de dúvida. 

A pós a resposta dada por Nsa Sra do Bom Conselho, Antonia tomou sua decisão com a certeza de que poderia com a força de Deus realizar este grande projeto. Pe. Serra e Antonia acolheram as primeiras mulheres numa casa simples, porém aconchegante. Ela muda de nome e se torna a mulher da Misericórdia. 

Padre Serra e Irmã Antonia Maria da Misericórdia se tornam os fundadores desta Congregação, Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Texto: Paula Araújo.
Fonte: B. H. Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor.
 – Origens da Congregação 
Livro a Venerável Madre Antonia – A Pedagogia do Amor

domingo, 13 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Padre Serra


Padre Serra em sua juventude passou por muitos desafios e dificuldades apresentadas pela vida. Os primeiros estudos foram feitos em Barcelona junto aos Padres Escolápios num internato para meninos pobres.Em sua vida, sempre sentiu uma inquietação vocacional que sabia muito bem qual era; a vocação missionária. 

Talvez por ter estudado numa escola de padres e ter visto o testemunho de vida e vocação dos mesmos, isso tenha chamado a atenção do jovem José Serra. Ele alimentou o sonho de ir para outras terras, de ir para as Missões e dedicar sua vida em prol dos indígenas. E após concluir os estudos, Serra decide ser monge Beneditino, e partilhando seu sonho vocacional com o Padre Rosendo Salvado, no ano de 1845, ele é enviado à Austrália em Missão. 


A experiência que Padre Serra fez enquanto missionário, mostra que ele sempre se deixou conduzir pelo Espírito de Deus, não se acomodando diante das dificuldades e indo à luta para realizar sua missão da melhor forma. Sabemos que quando se assume o chamado de Deus, aparecem desafios e dificuldades por todos os lados, e com Serra não foi diferente. Ele encontrou oposições, desafios e até mesmo calúnias. Mas assumiu com garra cada dificuldade, pois era consciente de sua escolha.

Após sua experiência missionária na Austrália, Serra volta para Madrid no ano 1862, e segue com seu ardor missionário, que o faz estar atento à realidade social complicada que a Espanha enfrentava. Assim, ele dedica parte de seu tempo em atividades pastorais e recebe o convite para visitar o Hospital São João de Deus. 

Este hospital atendia todas as pessoas, mas em seu subsolo tinha uma ala especial, de mulheres marginalizadas e prostituídas com doenças consideradas graves para aquela época.   E ao ver esta realidade, Padre Serra foi tocado profundamente pela dor das mulheres marcadas pela prostituição. Ele mesmo dizia: “Eu quero salvar essas mulheres, já recorri a todas as casas estabelecidas... e, se todas as portas se fecharem, abrir-lhes-ei eu uma onde possa salvar-se...”. Tal como Jesus diante das mulheres, ele se compadeceu: “Isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”.

Como vocacionado, Serra se deixou seduzir e abriu seu coração para seguir a vontade de Deus em sua vida. Quando tocado pela realidade dolorosa das mulheres no hospital, sentiu profundamente a confirmação para onde Deus o chamava, e com alegria respondeu, sendo solidário e abraçando a causa das mulheres em situação prostituição.

Texto: Paula Araújo
Fonte: Biblioteca Histórica Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor – 
Estudos sobre a vida de José Maria Benito Serra.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papa Francisco: levar às comunidades cristãs uma nova cultura vocacional

Estamos iniciando o mês vocacional, sabemos o quanto é difícil falar de vocação, neste mundo pós moderno em pleno Século XXI. Ao mesmo tempo em que nos desfia, somos convidadas pela Igreja ao anúncio do evangelho da vocação e ampliar horizontes da pastoral vocacional.

Segundo o Papa Francisco, “hoje é necessária uma Pastoral Vocacional de horizontes amplos e com o espírito de comunhão, capaz de ler com coragem a realidade, assim como ela é, com suas fadigas e resistências, reconhecendo os sinais de generosidade e beleza do coração humano. É preciso levar novamente para dentro das comunidades cristãs uma nova cultura vocacional”. 

“Não se cansem de repetir: ‘eu sou uma missão’ e não simplesmente ‘tenho uma missão’. Estar em estado permanente de missão requer coragem, audácia, criatividade e desejo de ir além.”

“Sintamo-nos impelidos pelo Espírito Santo a encontrar, com coragem, novos caminhos de anúncio do Evangelho da vocação, para sermos mulheres e homens que, como sentinelas, sabem capturar os raios de luz de um novo amanhecer, numa experiência renovada de fé e paixão pela Igreja e pelo Reino de Deus.” 

O Papa, afirma que o serviço de anúncio e acompanhamento vocacional “requer paixão e gratuidade”. “A paixão do envolvimento pessoal, do saber cuidar das vidas que lhes são entregues como um baú que possui um tesouro precioso a ser preservado. A gratuidade de um serviço e ministério na Igreja que exige respeito por aqueles que são seus companheiros de caminhada. É o compromisso de buscar sua felicidade, e isso vai além de suas preferências e expectativas.” 

Texto com adaptações.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de São Paulo

Projeto Antonia,a Luta de cada Mulher


O Projeto Antonia é a unidade de missão mais nova do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e tem como objetivo a intervenção social e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em situação de prostituição, e atuam no bairro de Santo Amaro, na região da zona sul, da cidade de São Paulo.

A unidade iniciou suas atividades com uma pesquisa de campo realizada por duas Irmãs Oblatas: Ir. Maria Helena Braga e Sirley da Silva e a Cientista Social Flavia Mateus Rios, entre os anos de 2004 e 2005. Depois de constatada a presença do grande número de mulheres na prostituição na região de Santo Amaro, uma equipe iniciou um trabalho de visitas a campo e reuniões com as mulheres em uma das salas do Paço Cultural Julio Guerra, mais conhecida na região, como Casa Amarela. Confirmada a necessidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho com as mulheres, em agosto de 2007, foi inaugura a sede da unidade.

O Projeto Antonia, busca desenvolver ações de caráter espiritual, socioeducativo e político, voltadas para as mulheres em situação de prostituição, visando o crescimento em consciência de sua condição de pessoas e cidadãs; potencializando a luta pelos seus direitos e o combate ao preconceito que estigmatiza esse público. Para isso o Projeto se propõe sensibilizar a sociedade e seus diferentes grupos e instituições para essa realidade, criando uma rede de parcerias que possibilite responder de forma mais eficaz e qualificada a suas necessidades e problemáticas afins.

Com uma equipe multidisciplinar, a unidade tem o intuito de alcançar a aproximação e conhecimento da realidade das mulheres de baixa renda que exercem a prostituição, impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança.

O que motiva o trabalho do Projeto Antônia é o valor e dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. Além dos preconceitos existentes nos imaginários sociais, bem como na luta pela erradicação destes preconceitos, esta mística busca projetar-se no compromisso solidário com esta causa a exemplo de Jesus Redentor e os Fundadores do Instituto: Madre Antonia e Padre Serra. Esta mística tem uma pedagogia que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco" (segundo a Fundadora da Congregação) entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas, incluem e incentivam seus potenciais e capacidades mais genuínas.

Texto com adaptações.

Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Salvador


O inicio da história do Projeto Força Feminina, está ligado à chegada das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor na cidade de Juazeiro da Bahia, a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. A partir disso, as Irmãs Oblatas chegaram a Salvador no ano de 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciaram o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade e iniciar um trabalho de reconhecimento das pessoas que poderiam contribuir, como grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. 

Deste movimento nasceu o Projeto Força Feminina no ano de 1998, com as Irmãs Oblatas e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e socioeducativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto que desde então, busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

Sendo uma instituição social, de caráter pastoral, a unidade Oblata de Salvador é uma iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Desenvolve um trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadaniaOrganização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O Projeto Força Feminina conta com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição, respaldadas pelos princípios de Padre Serra e Madre Antonia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão, para aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição, contribuindo para que elas em relação às suas vidas possam “fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas” através da construção conjunta pela conscientização e humanização.

Texto com adaptações.

Fontes: Projeto Força Feminina
Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição.
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Belo Horizonte




Fundada em 1982, a partir da iniciativa das Irmãs Oblatas que se sensibilizaram com a questão das mulheres em situação de prostituição, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (Atualmente chamada como Diálogos pela Liberdade), é uma entidade sem fins lucrativos, vinculada ao Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

Com a missão de promover ações que favoreçam a humanização, autonomia e protagonismo das mulheres que se encontram em situação de prostituição, a Unidade Oblata, encontra-se na região do hipercentro de Belo Horizonte, articulada com entidades voltadas ao atendimento à mulher e atuando em parceria com instituições governamentais e não governamentais. 

Com valores baseados no respeito,  ética, solidariedade, perseverança, amor, criatividade, participação, responsabilidade, compromisso, sensibilidade e cooperação, a Unidade Oblata de Belo Horizonte trabalha também para levar informação à população conhecimento, Sensibilização contra o estigma, que viola direitos humanos das mulheres e contra a violência e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. 

A unidade Oblata “busca superar visões distorcidas moralistas e preconceituosas sobre as mulheres em situação de prostituição, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. Por isso, nos colocamos ao seu lado, como companheiras e companheiros de caminho, e defensoras/es da vida e dignidade.

Com uma equipe multidisciplinar a unidade Oblata de Belo Horizonte realiza atividades individuais e coletivas a partir de uma perspectiva de gênero, sendo oferecido: Oficinas formativas e informativas,  cursos de capacitação e formação, nos quais, as mulheres participam gratuitamente, além de atendimento individual e acompanhamento psicológico, jurídico, orientações e encaminhamentos na área da saúde, documentação, assistência e previdência social. Promovendo assim, a inclusão sociocultural e digital dessas mulheres no dia a dia.

Texto com adaptações.

Livro- Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 8 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Juazeiro da Bahia


A Pastoral da Mulher de Juazeiro é uma pastoral social da Igreja Católica, nascida no ano de 1978 na Diocese de Juazeiro – BA, com um trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias, que se sensibilizaram a realidade de exclusão a qual viviam as mulheres.

 Inicialmente o trabalho foi desenvolvido em um pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São José. Um ano depois as atividades se expandiram e viu-se a necessidade da criação de um novo espaço para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurada no ano de 1979 a Escola Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.

Em 1981 a convite do bispo Dom José Rodrigues as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor foram a Juazeiro para assumir a coordenação da Pastoral da Mulher juntamente com as equipes de agentes de pastoral, e com isso, este trabalho passou a ser assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais, passando a ser Pastoral da Mulher.


Com a grande migração humana neste período, segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres provindas das várias cidades da região e Estados, vivendo em situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral da Mulher seguiu com o seu trabalho, sendo uma presença de solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Unidade Oblata Pastoral da Mulher de Juazeiro, conta com um amplo espaço e uma equipe multidisciplinar de leigos profissionais, tendo como objetivo desenvolver ações que promovam uma maior humanização da realidade da mulher que se prostitui, projetando sua organização e gerando um processo de transformação social e politico. O trabalho é realizado com cerca de 500 mulheres engajadas no processo. Na sede da Pastoral, as mulheres recebem diversos acompanhamentos nas linhas espiritual, psicológica, social e jurídica, além de incentivo à formação e educação.

Texto com adaptações.


Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 1 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Rede Oblata

Unidades de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Neste mês de Julho, o Blog oblatas vai apresentar os projetos de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. 

Nossas unidades estão presentes em três estados: Diálogos pela Liberdade (BH), Projeto Antonia, a Luta de cada Mulher (SP), Projeto força Feminina (BA) e Pastoral da Mulher de Juazeiro (BA), formando a Rede Oblata que tem como objetivo, lutar pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade, contra discriminação racial, de gênero, classe ou orientação sexual. 

Buscam vivenciar uma Igreja Povo de Deus, assumindo a perspectiva de uma espiritualidade libertadora, inspirados no agir de Jesus Cristo: a forma como Ele lidava com as pessoas, seu modo de se aproximar e estabelecer vínculos, de fomentar a mudança na vida, de estimular, questionar e refletir sobre a própria realidade, apropriando-se da mesma.

O Trabalho cotidiano das unidades se dá com uma equipe multidisciplinar, onde atuam psicólogas, educadores sociais, Irmãs e voluntários.  A atuação das unidades é respaldada pelos princípios de Padre Serra e Madre Antônia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, tendo como teorias referenciais; o Carisma das Imãs Oblatas, Teorias Feministas, humanista, Teologia da Libertação e Eco feminista.

Nas próximas semanas vamos conhecer cada unidade e trabalho desenvolvido.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bem vindo corpo sagrado, num corpo de mulher.

Bendito é aquele que veio como corpo e sangue oferecido pela vida da humanidade. Amor sem igual, pão a ser comido e vida a ser vivida no amor que se oferece e jamais volta atrás.

Doação aprendida, ‘Sim’ que o nutriu em todos os momentos no ventre de Maria. Espada predestinada a jovem de Nazaré que pouco a pouco compreendia estas palavras, mas não recusou gestos compartilhados entre mãe e filho. Passos que eram perguntas, pausas que se assumiam em resposta.

Onde está o pequeno Emanuel de Maria, visitado pelo povo apresentado no tempo, curioso e aprendiz. Terno, que toca com tamanha profundidade e se deixa tocar. Que tem uma força que desconhece e cura, ama, aprende, silencia.

A festa de Corpus Christi deve nos ajudar a fazer memória, compor história, voltar às origens. Às vezes olho meu povo tão igual e diferente do povo daquele tempo, com fé, com força, às vezes também olhando de longe. Mas o distanciaram tanto, o incensaram e o encobriram de esplendor.

Onde está o meu simples Jesus, filho de Maria e José que coerentemente ergueu o pão e viu nele seu corpo que seria entregue e ergueu o vinho pressentiu o seu sangue derramado.

Nesta festa de Corpus Christi cai bem o grito e o lamento de Madalena: “Onde está o meu Senhor!” O cobriram com tantos ornamentos que pergunto, onde ficou as sandálias gastas do Filho do carpinteiro?

Ir. Marilda de Souza, OSR. 

domingo, 11 de junho de 2017

Santíssima Trindade em minha caminhada Vocacional - por Janilde Diniz

Deus se revelou a mim através da Comunidade da Trindade. Ele que é Pai, Filho, Espírito Santo. Sentir a Trindade profundamente na experiência vivenciada na Comunidade, lá o Senhor fez sua parada em meio ao povo em situação de rua.

A Trindade armou sua tenda e desejou morar ali. Foi muito importante no período vocacional experimentar a ternura e doçura da Santíssima Trindade, naquela situação onde a vida estava ferida, maltratada pelo peso dos entorpecentes, do álcool, das drogas. Foi em meio a essa situação, a este povo que senti no meu mais profundo o amor pleno da Santíssima Trindade.

Ela que me acolheu, me abraçou e me envolveu com seu imenso amor. Para mim foi bem visível a presença da Doce Trindade de Ternura na vida de cada irmã de cada irmão, que ali compartilharam de suas vidas com a minha.

A Trindade fez uma parada na minha história e se revelou no meu cotidiano, através do seu cuidado e amor para comigo.

Janilde Diniz- Postulante Oblata

domingo, 4 de junho de 2017

Pentecostes: O Espírito habita em nossa história

Que teu Espírito seja dança que inspire a caminhada, e seja o sopro que convoque a unidade.

Que teu Espírito destrua toda uniformidade, 
e se misture em nossa humanidade. 

Que teu Espírito transforme nossas mãos para doar e amadureça nosso sonho para amar. 

Que teu Espírito fecunde com ternura nosso ser e que acenda nossa fé. 

Que teu Espírito nos faça resistir à tempestade, 
erguendo nosso olhar e nos presenteando com a liberdade.

Transforme nossa palavra para que restaure a dignidade, como raio um de luz e vida, trazendo a esperança.

Que teu Espírito remova nossa terra por semear
 e que a vida quebre o muro, e a flor desabroche.

Que teu Espírito encha de gozo o nosso olhar 
e inspire cada tentativa de curar. 

Que teu Espírito afaste nosso medo à verdade 
e nos impulsione a dar sempre um passo a mais.

Convida-nos a compartilhar a mesa com todo nosso pão,
 preenchendo-nos de sentido e alegria ao caminhar.

 Que teu Espírito Deus-Pai e mãe convide-nos a equidade, 
nos levando ao fim da solidão.

Que teu Espírito seja poesia que nos dê identidade, 
sendo o canto e razão que direcione nosso andar 
e nos leve com os pobres a lutar, reavivando com eles a amizade. 

Que a injustiça tenha fim e venha à paz, 
para que o sonho de Liberdade de Jesus neste mundo acorrentado aconteça já! 

(Cecília Rivero)
Texto com adaptações.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

01 de Junho - Início da Missão Oblata

A Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, celebra os 153 anos do inicio da missão com as mulheres em situação de prostituição, feita pelos fundadores Padre Serra e Madre Antonia.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Serra Fundador como FONTE de toda experiência.

Diante do sonho de um local para acolher estas mulheres, Serra começa trabalhar em casas de acolhidas já existentes. Mas as casas que eram abertas a estas mulheres, tinham um monte de regras e normas, e algumas mulheres não se encaixavam e não podiam ir para lá; Ele inquieto buscou uma resposta - “eu quero salvar estas moças e se todas as portas se fecharem a essas infelizes, abrirei  uma onde possam salvar-se”.

Assim como Jesus não vai sozinho e conta com os apóstolos; Serra também sabe que sozinho não pode fazer nada, ele chama Antônia. Após algumas recusas ela acaba aceitando. Decidido a abrir um asilo, mais desafios e contratempos, inclusive dificuldades econômicas ele encontra para realizar a missão junto às mulheres. Afinal de contas não é um trabalho bem visto por todos, mas Serra diz saber que a obra é de Deus e que não lhe faltará força para continuar lutando. 

Serra continua em busca de recursos, pois deseja abrir casas onde possa acolher estas mulheres, que por tanto foram usadas e exploradas pela prostituição e assim consegue um local para acolher as mulheres, dando o nome de Asilo Nossa Senhora do Consolo. O que o diferenciava de outros era que o de nossa Senhora do Consolo não impunha limites: bastava o desejo sincero de arrepender-se e de afastar-se da vida desordenada. 

Após aprovação do governo daquela época, o trabalho toma tal proporção que ele juntamente com Antônia, depois de buscarem várias outras alternativas, acabam fundando uma Congregação: Oblatas do Santíssimo Redentor. O objetivo? Estar com aquelas que ninguém jamais quis. 

A Fundação das Oblatas se dá há uma experiência de amor, misericórdia e Redenção que Serra e Antonia vão fazendo à realidade com as mulheres, onde se veem “obrigados” a avançar para águas mais profundas.

Você seria Capaz de entregar a sua vida por uma grande missão?

Fontes: "Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra" de Fernanda Priscilla A. da Silva.
"Vida de Padre Serra" - Priscilla Fernandes.