domingo, 20 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Madre Antonia

Antonia foi uma jovem estudiosa e culta, sentiu o chamado de Deus em sua vida, mas não parou para entender essa inquietação, devido aos problemas familiares; morte de seu pai, problemas financeiros, e ter que trabalhar para sustentar sua mãe e suas tias. Por muito tempo esse chamado ficou adormecido em seu coração, mas no ano de 1862, com o término de seu trabalho junto à família real como educadora de princesas, Antonia retomou seu desejo de ser religiosa e passou a colaborar com o trabalho de Padre Serra em favor das missões. 

Antonia se dedicou a fazer um acompanhamento de discernimento vocacional e espiritual com Padre Serra, e nesta fase em que colaborava com o trabalho em favor das missões, ela recebe o convite para ajudá-lo na missão com as mulheres em situação de prostituição do hospital são João de Deus.

Padre Serra como orientador acreditava que Antonia, por ser mulher, poderia entender melhor os assuntos e a vida das mulheres, e percebendo sua inquietação vocacional, ele a convida para ajudar nesta missão.

Porém ela não aceita, pois a mudança seria radical, ainda mais para ela que trabalhou e viveu na corte espanhola sendo preceptora das filhas da Rainha Isabel por doze anos; lidar com prostitutas era repugnante.

Mas Padre Serra não desanimou, continuou insistindo e pediu a Antônia que rezasse e a aconselhou ver com outros olhos a realidade. Antonia fez visitas ao hospital São João de Deus, e depois de várias visitas, ela percebeu que a situação na qual àquelas mulheres estavam a tocava cada vez mais ao ver tanta dor! 

Antonia foi rezar aos pés da Virgem do Bom Conselho para descobrir a vontade de Deus em sua vida, e sentiu um apelo: “A filha que não ouve o conselho da mãe não é boa filha”. Ela se assustou e acolheu o apelo como vontade de Deus.

Como Vocacionada, Antonia passou por momentos de dúvidas, preconceitos e medos, assim como qualquer pessoa passa quando inicia uma caminhada vocacional. Mas mesmo com seus receios, ela rezou pedindo a intercessão de Deus neste processo de dúvida. 

A pós a resposta dada por Nsa Sra do Bom Conselho, Antonia tomou sua decisão com a certeza de que poderia com a força de Deus realizar este grande projeto. Pe. Serra e Antonia acolheram as primeiras mulheres numa casa simples, porém aconchegante. Ela muda de nome e se torna a mulher da Misericórdia. 

Padre Serra e Irmã Antonia Maria da Misericórdia se tornam os fundadores desta Congregação, Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Texto: Paula Araújo.
Fonte: B. H. Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor.
 – Origens da Congregação 
Livro a Venerável Madre Antonia – A Pedagogia do Amor

domingo, 13 de agosto de 2017

O Processo Vocacional de Padre Serra


Padre Serra em sua juventude passou por muitos desafios e dificuldades apresentadas pela vida. Os primeiros estudos foram feitos em Barcelona junto aos Padres Escolápios num internato para meninos pobres.Em sua vida, sempre sentiu uma inquietação vocacional que sabia muito bem qual era; a vocação missionária. 

Talvez por ter estudado numa escola de padres e ter visto o testemunho de vida e vocação dos mesmos, isso tenha chamado a atenção do jovem José Serra. Ele alimentou o sonho de ir para outras terras, de ir para as Missões e dedicar sua vida em prol dos indígenas. E após concluir os estudos, Serra decide ser monge Beneditino, e partilhando seu sonho vocacional com o Padre Rosendo Salvado, no ano de 1845, ele é enviado à Austrália em Missão. 


A experiência que Padre Serra fez enquanto missionário, mostra que ele sempre se deixou conduzir pelo Espírito de Deus, não se acomodando diante das dificuldades e indo à luta para realizar sua missão da melhor forma. Sabemos que quando se assume o chamado de Deus, aparecem desafios e dificuldades por todos os lados, e com Serra não foi diferente. Ele encontrou oposições, desafios e até mesmo calúnias. Mas assumiu com garra cada dificuldade, pois era consciente de sua escolha.

Após sua experiência missionária na Austrália, Serra volta para Madrid no ano 1862, e segue com seu ardor missionário, que o faz estar atento à realidade social complicada que a Espanha enfrentava. Assim, ele dedica parte de seu tempo em atividades pastorais e recebe o convite para visitar o Hospital São João de Deus. 

Este hospital atendia todas as pessoas, mas em seu subsolo tinha uma ala especial, de mulheres marginalizadas e prostituídas com doenças consideradas graves para aquela época.   E ao ver esta realidade, Padre Serra foi tocado profundamente pela dor das mulheres marcadas pela prostituição. Ele mesmo dizia: “Eu quero salvar essas mulheres, já recorri a todas as casas estabelecidas... e, se todas as portas se fecharem, abrir-lhes-ei eu uma onde possa salvar-se...”. Tal como Jesus diante das mulheres, ele se compadeceu: “Isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”.

Como vocacionado, Serra se deixou seduzir e abriu seu coração para seguir a vontade de Deus em sua vida. Quando tocado pela realidade dolorosa das mulheres no hospital, sentiu profundamente a confirmação para onde Deus o chamava, e com alegria respondeu, sendo solidário e abraçando a causa das mulheres em situação prostituição.

Texto: Paula Araújo
Fonte: Biblioteca Histórica Irmãs Oblatas do Ssmo Redentor – 
Estudos sobre a vida de José Maria Benito Serra.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Papa Francisco: levar às comunidades cristãs uma nova cultura vocacional

Estamos iniciando o mês vocacional, sabemos o quanto é difícil falar de vocação, neste mundo pós moderno em pleno Século XXI. Ao mesmo tempo em que nos desfia, somos convidadas pela Igreja ao anúncio do evangelho da vocação e ampliar horizontes da pastoral vocacional.

Segundo o Papa Francisco, “hoje é necessária uma Pastoral Vocacional de horizontes amplos e com o espírito de comunhão, capaz de ler com coragem a realidade, assim como ela é, com suas fadigas e resistências, reconhecendo os sinais de generosidade e beleza do coração humano. É preciso levar novamente para dentro das comunidades cristãs uma nova cultura vocacional”. 

“Não se cansem de repetir: ‘eu sou uma missão’ e não simplesmente ‘tenho uma missão’. Estar em estado permanente de missão requer coragem, audácia, criatividade e desejo de ir além.”

“Sintamo-nos impelidos pelo Espírito Santo a encontrar, com coragem, novos caminhos de anúncio do Evangelho da vocação, para sermos mulheres e homens que, como sentinelas, sabem capturar os raios de luz de um novo amanhecer, numa experiência renovada de fé e paixão pela Igreja e pelo Reino de Deus.” 

O Papa, afirma que o serviço de anúncio e acompanhamento vocacional “requer paixão e gratuidade”. “A paixão do envolvimento pessoal, do saber cuidar das vidas que lhes são entregues como um baú que possui um tesouro precioso a ser preservado. A gratuidade de um serviço e ministério na Igreja que exige respeito por aqueles que são seus companheiros de caminhada. É o compromisso de buscar sua felicidade, e isso vai além de suas preferências e expectativas.” 

Texto com adaptações.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de São Paulo

Projeto Antonia,a Luta de cada Mulher


O Projeto Antonia é a unidade de missão mais nova do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e tem como objetivo a intervenção social e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em situação de prostituição, e atuam no bairro de Santo Amaro, na região da zona sul, da cidade de São Paulo.

A unidade iniciou suas atividades com uma pesquisa de campo realizada por duas Irmãs Oblatas: Ir. Maria Helena Braga e Sirley da Silva e a Cientista Social Flavia Mateus Rios, entre os anos de 2004 e 2005. Depois de constatada a presença do grande número de mulheres na prostituição na região de Santo Amaro, uma equipe iniciou um trabalho de visitas a campo e reuniões com as mulheres em uma das salas do Paço Cultural Julio Guerra, mais conhecida na região, como Casa Amarela. Confirmada a necessidade e a possibilidade de desenvolver um trabalho com as mulheres, em agosto de 2007, foi inaugura a sede da unidade.

O Projeto Antonia, busca desenvolver ações de caráter espiritual, socioeducativo e político, voltadas para as mulheres em situação de prostituição, visando o crescimento em consciência de sua condição de pessoas e cidadãs; potencializando a luta pelos seus direitos e o combate ao preconceito que estigmatiza esse público. Para isso o Projeto se propõe sensibilizar a sociedade e seus diferentes grupos e instituições para essa realidade, criando uma rede de parcerias que possibilite responder de forma mais eficaz e qualificada a suas necessidades e problemáticas afins.

Com uma equipe multidisciplinar, a unidade tem o intuito de alcançar a aproximação e conhecimento da realidade das mulheres de baixa renda que exercem a prostituição, impulsionar seu protagonismo e fortalecer sua organização e capacidade de liderança.

O que motiva o trabalho do Projeto Antônia é o valor e dignidade da pessoa humana que se encontra em cada mulher que está em situação de prostituição. Além dos preconceitos existentes nos imaginários sociais, bem como na luta pela erradicação destes preconceitos, esta mística busca projetar-se no compromisso solidário com esta causa a exemplo de Jesus Redentor e os Fundadores do Instituto: Madre Antonia e Padre Serra. Esta mística tem uma pedagogia que se fundamenta no Amor, amor que se exprime num profundo respeito e acolhida da vida de cada pessoa. Pedagogia "do pouco a pouco" (segundo a Fundadora da Congregação) entendida e concretizada em processos que partem da realidade das mulheres acompanhadas, incluem e incentivam seus potenciais e capacidades mais genuínas.

Texto com adaptações.

Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Salvador


O inicio da história do Projeto Força Feminina, está ligado à chegada das irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor na cidade de Juazeiro da Bahia, a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. A partir disso, as Irmãs Oblatas chegaram a Salvador no ano de 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciaram o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade e iniciar um trabalho de reconhecimento das pessoas que poderiam contribuir, como grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. 

Deste movimento nasceu o Projeto Força Feminina no ano de 1998, com as Irmãs Oblatas e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e socioeducativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto que desde então, busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

Sendo uma instituição social, de caráter pastoral, a unidade Oblata de Salvador é uma iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Desenvolve um trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadaniaOrganização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O Projeto Força Feminina conta com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição, respaldadas pelos princípios de Padre Serra e Madre Antonia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão, para aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição, contribuindo para que elas em relação às suas vidas possam “fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas” através da construção conjunta pela conscientização e humanização.

Texto com adaptações.

Fontes: Projeto Força Feminina
Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição.
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Belo Horizonte




Fundada em 1982, a partir da iniciativa das Irmãs Oblatas que se sensibilizaram com a questão das mulheres em situação de prostituição, a Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (Atualmente chamada como Diálogos pela Liberdade), é uma entidade sem fins lucrativos, vinculada ao Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. 

Com a missão de promover ações que favoreçam a humanização, autonomia e protagonismo das mulheres que se encontram em situação de prostituição, a Unidade Oblata, encontra-se na região do hipercentro de Belo Horizonte, articulada com entidades voltadas ao atendimento à mulher e atuando em parceria com instituições governamentais e não governamentais. 

Com valores baseados no respeito,  ética, solidariedade, perseverança, amor, criatividade, participação, responsabilidade, compromisso, sensibilidade e cooperação, a Unidade Oblata de Belo Horizonte trabalha também para levar informação à população conhecimento, Sensibilização contra o estigma, que viola direitos humanos das mulheres e contra a violência e tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. 

A unidade Oblata “busca superar visões distorcidas moralistas e preconceituosas sobre as mulheres em situação de prostituição, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. Por isso, nos colocamos ao seu lado, como companheiras e companheiros de caminho, e defensoras/es da vida e dignidade.

Com uma equipe multidisciplinar a unidade Oblata de Belo Horizonte realiza atividades individuais e coletivas a partir de uma perspectiva de gênero, sendo oferecido: Oficinas formativas e informativas,  cursos de capacitação e formação, nos quais, as mulheres participam gratuitamente, além de atendimento individual e acompanhamento psicológico, jurídico, orientações e encaminhamentos na área da saúde, documentação, assistência e previdência social. Promovendo assim, a inclusão sociocultural e digital dessas mulheres no dia a dia.

Texto com adaptações.

Livro- Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. (Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 8 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Unidade Oblata de Juazeiro da Bahia


A Pastoral da Mulher de Juazeiro é uma pastoral social da Igreja Católica, nascida no ano de 1978 na Diocese de Juazeiro – BA, com um trabalho pastoral voltado para o atendimento às mulheres marginalizadas. Este trabalho surgiu com Dom Tomas Guilherme Murphy - o primeiro bispo da Diocese - e um grupo de voluntárias, que se sensibilizaram a realidade de exclusão a qual viviam as mulheres.

 Inicialmente o trabalho foi desenvolvido em um pequeno espaço, que recebeu o nome de Escola Profissional São José. Um ano depois as atividades se expandiram e viu-se a necessidade da criação de um novo espaço para acolher a entidade. Com isso, foi inaugurada no ano de 1979 a Escola Senhor do Bonfim – em homenagem ao Santo de devoção típica do povo baiano – onde hoje é a Sede da Pastoral da Mulher.

Em 1981 a convite do bispo Dom José Rodrigues as Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor foram a Juazeiro para assumir a coordenação da Pastoral da Mulher juntamente com as equipes de agentes de pastoral, e com isso, este trabalho passou a ser assumido pela Diocese como uma atividade das pastorais sociais, passando a ser Pastoral da Mulher.


Com a grande migração humana neste período, segundo registro da época, havia aproximadamente 2.000 mulheres provindas das várias cidades da região e Estados, vivendo em situação de exploração, violência e esquecimento social.
Animada pela mística evangélica assumida por toda a Diocese, que é o compromisso com os mais pobres, a Pastoral da Mulher seguiu com o seu trabalho, sendo uma presença de solidariedade e compromisso com as mulheres em situação de prostituição.

Atualmente a Unidade Oblata Pastoral da Mulher de Juazeiro, conta com um amplo espaço e uma equipe multidisciplinar de leigos profissionais, tendo como objetivo desenvolver ações que promovam uma maior humanização da realidade da mulher que se prostitui, projetando sua organização e gerando um processo de transformação social e politico. O trabalho é realizado com cerca de 500 mulheres engajadas no processo. Na sede da Pastoral, as mulheres recebem diversos acompanhamentos nas linhas espiritual, psicológica, social e jurídica, além de incentivo à formação e educação.

Texto com adaptações.


Livro: Proposta Pedagógica de acompanhamento às mulheres em situação de prostituição. 
(Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Editora Nelpa, 2013).

sábado, 1 de julho de 2017

Acolher com o coração é nossa missão – Rede Oblata

Unidades de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


Neste mês de Julho, o Blog oblatas vai apresentar os projetos de missão da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor no Brasil. 

Nossas unidades estão presentes em três estados: Diálogos pela Liberdade (BH), Projeto Antonia, a Luta de cada Mulher (SP), Projeto força Feminina (BA) e Pastoral da Mulher de Juazeiro (BA), formando a Rede Oblata que tem como objetivo, lutar pelo fortalecimento e reconhecimento da mulher na sociedade, contra discriminação racial, de gênero, classe ou orientação sexual. 

Buscam vivenciar uma Igreja Povo de Deus, assumindo a perspectiva de uma espiritualidade libertadora, inspirados no agir de Jesus Cristo: a forma como Ele lidava com as pessoas, seu modo de se aproximar e estabelecer vínculos, de fomentar a mudança na vida, de estimular, questionar e refletir sobre a própria realidade, apropriando-se da mesma.

O Trabalho cotidiano das unidades se dá com uma equipe multidisciplinar, onde atuam psicólogas, educadores sociais, Irmãs e voluntários.  A atuação das unidades é respaldada pelos princípios de Padre Serra e Madre Antônia, fundadores do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, tendo como teorias referenciais; o Carisma das Imãs Oblatas, Teorias Feministas, humanista, Teologia da Libertação e Eco feminista.

Nas próximas semanas vamos conhecer cada unidade e trabalho desenvolvido.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bem vindo corpo sagrado, num corpo de mulher.

Bendito é aquele que veio como corpo e sangue oferecido pela vida da humanidade. Amor sem igual, pão a ser comido e vida a ser vivida no amor que se oferece e jamais volta atrás.

Doação aprendida, ‘Sim’ que o nutriu em todos os momentos no ventre de Maria. Espada predestinada a jovem de Nazaré que pouco a pouco compreendia estas palavras, mas não recusou gestos compartilhados entre mãe e filho. Passos que eram perguntas, pausas que se assumiam em resposta.

Onde está o pequeno Emanuel de Maria, visitado pelo povo apresentado no tempo, curioso e aprendiz. Terno, que toca com tamanha profundidade e se deixa tocar. Que tem uma força que desconhece e cura, ama, aprende, silencia.

A festa de Corpus Christi deve nos ajudar a fazer memória, compor história, voltar às origens. Às vezes olho meu povo tão igual e diferente do povo daquele tempo, com fé, com força, às vezes também olhando de longe. Mas o distanciaram tanto, o incensaram e o encobriram de esplendor.

Onde está o meu simples Jesus, filho de Maria e José que coerentemente ergueu o pão e viu nele seu corpo que seria entregue e ergueu o vinho pressentiu o seu sangue derramado.

Nesta festa de Corpus Christi cai bem o grito e o lamento de Madalena: “Onde está o meu Senhor!” O cobriram com tantos ornamentos que pergunto, onde ficou as sandálias gastas do Filho do carpinteiro?

Ir. Marilda de Souza, OSR. 

domingo, 11 de junho de 2017

Santíssima Trindade em minha caminhada Vocacional - por Janilde Diniz

Deus se revelou a mim através da Comunidade da Trindade. Ele que é Pai, Filho, Espírito Santo. Sentir a Trindade profundamente na experiência vivenciada na Comunidade, lá o Senhor fez sua parada em meio ao povo em situação de rua.

A Trindade armou sua tenda e desejou morar ali. Foi muito importante no período vocacional experimentar a ternura e doçura da Santíssima Trindade, naquela situação onde a vida estava ferida, maltratada pelo peso dos entorpecentes, do álcool, das drogas. Foi em meio a essa situação, a este povo que senti no meu mais profundo o amor pleno da Santíssima Trindade.

Ela que me acolheu, me abraçou e me envolveu com seu imenso amor. Para mim foi bem visível a presença da Doce Trindade de Ternura na vida de cada irmã de cada irmão, que ali compartilharam de suas vidas com a minha.

A Trindade fez uma parada na minha história e se revelou no meu cotidiano, através do seu cuidado e amor para comigo.

Janilde Diniz- Postulante Oblata

domingo, 4 de junho de 2017

Pentecostes: O Espírito habita em nossa história

Que teu Espírito seja dança que inspire a caminhada, e seja o sopro que convoque a unidade.

Que teu Espírito destrua toda uniformidade, 
e se misture em nossa humanidade. 

Que teu Espírito transforme nossas mãos para doar e amadureça nosso sonho para amar. 

Que teu Espírito fecunde com ternura nosso ser e que acenda nossa fé. 

Que teu Espírito nos faça resistir à tempestade, 
erguendo nosso olhar e nos presenteando com a liberdade.

Transforme nossa palavra para que restaure a dignidade, como raio um de luz e vida, trazendo a esperança.

Que teu Espírito remova nossa terra por semear
 e que a vida quebre o muro, e a flor desabroche.

Que teu Espírito encha de gozo o nosso olhar 
e inspire cada tentativa de curar. 

Que teu Espírito afaste nosso medo à verdade 
e nos impulsione a dar sempre um passo a mais.

Convida-nos a compartilhar a mesa com todo nosso pão,
 preenchendo-nos de sentido e alegria ao caminhar.

 Que teu Espírito Deus-Pai e mãe convide-nos a equidade, 
nos levando ao fim da solidão.

Que teu Espírito seja poesia que nos dê identidade, 
sendo o canto e razão que direcione nosso andar 
e nos leve com os pobres a lutar, reavivando com eles a amizade. 

Que a injustiça tenha fim e venha à paz, 
para que o sonho de Liberdade de Jesus neste mundo acorrentado aconteça já! 

(Cecília Rivero)
Texto com adaptações.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

01 de Junho - Início da Missão Oblata

A Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, celebra os 153 anos do inicio da missão com as mulheres em situação de prostituição, feita pelos fundadores Padre Serra e Madre Antonia.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Serra Fundador como FONTE de toda experiência.

Diante do sonho de um local para acolher estas mulheres, Serra começa trabalhar em casas de acolhidas já existentes. Mas as casas que eram abertas a estas mulheres, tinham um monte de regras e normas, e algumas mulheres não se encaixavam e não podiam ir para lá; Ele inquieto buscou uma resposta - “eu quero salvar estas moças e se todas as portas se fecharem a essas infelizes, abrirei  uma onde possam salvar-se”.

Assim como Jesus não vai sozinho e conta com os apóstolos; Serra também sabe que sozinho não pode fazer nada, ele chama Antônia. Após algumas recusas ela acaba aceitando. Decidido a abrir um asilo, mais desafios e contratempos, inclusive dificuldades econômicas ele encontra para realizar a missão junto às mulheres. Afinal de contas não é um trabalho bem visto por todos, mas Serra diz saber que a obra é de Deus e que não lhe faltará força para continuar lutando. 

Serra continua em busca de recursos, pois deseja abrir casas onde possa acolher estas mulheres, que por tanto foram usadas e exploradas pela prostituição e assim consegue um local para acolher as mulheres, dando o nome de Asilo Nossa Senhora do Consolo. O que o diferenciava de outros era que o de nossa Senhora do Consolo não impunha limites: bastava o desejo sincero de arrepender-se e de afastar-se da vida desordenada. 

Após aprovação do governo daquela época, o trabalho toma tal proporção que ele juntamente com Antônia, depois de buscarem várias outras alternativas, acabam fundando uma Congregação: Oblatas do Santíssimo Redentor. O objetivo? Estar com aquelas que ninguém jamais quis. 

A Fundação das Oblatas se dá há uma experiência de amor, misericórdia e Redenção que Serra e Antonia vão fazendo à realidade com as mulheres, onde se veem “obrigados” a avançar para águas mais profundas.

Você seria Capaz de entregar a sua vida por uma grande missão?

Fontes: "Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra" de Fernanda Priscilla A. da Silva.
"Vida de Padre Serra" - Priscilla Fernandes.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Padre Serra: Uma vida em prol da Mulher

Padre Serra em sua vida, teve muitos sonhos e muitas lutas, mas sempre buscou responder o chamado de Deus da melhor forma. Foi um homem sonhador, missionário e sensível a causa dos menos favorecidos. 




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Padre Serra: Homem que Luta pela justiça social e direitos das mulheres.

Após conhecer a realidade do hospital São João de Deus, Serra dedica grande parte de seu tempo a corte e atividades pastorais, sobre tudo visitas ao Hospital São João de Deus. Era ali que Serra se ocupava em seus dias de folga prestando assistência e confissão as crianças doentes; foi quando lhe pediram que ouvissem a confissão de uma pobre moça, que se encontrava no mesmo hospital. 

Desta forma ele se aproximou ainda mais da realidade das mulheres, através do sacramento da reconciliação, e assim não se afastou mais delas.  Assim como Jesus sente o povo que está como ovelhas sem pastor, Serra assume a causa destas mulheres: “...então julgando-me obrigado a imitar o Bom Pastor quis pôr sobre os meus ombros a ovelha desgarrada...”. Como Jesus, Serra é sensível à realidade de dor que o cerca e por isso sente que deve fazer algo pelas mulheres.

Em meio aos desafios que iam surgindo, Serra enfrentou calúnias e falsas acusações em relação ao trabalho com as mulheres, pois não era bem visto um bispo que abraçava a luta das mulheres prostituídas, doentes e excluídas pela sociedade. 

Serra atento aos sinais de seu tempo, sensível a tal realidade, sente ecoar o “grito silencioso” daquelas mulheres que se encontravam no hospital, e expressa: “isso era demasiado doloroso para que eu pudesse presenciá-lo sem determinar-me a fazer algo em seu benefício”. Ele se sente chamado por Deus a uma nova realidade; sonhava com um local que pudesse acolher as mulheres que deixavam o Hospital S. João de Deus de Madrid.


Fonte:Articulação do caminho de Jesus e Padre Serra
Fernanda Priscilla A. da Silva

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Padre Serra: Um Lutador Idealista

Eram tempos conturbados aqueles, desde seu nascimento, desde sua tenra idade.
Muitos conflitos e desafios, a Espanha se agitava, e você Serra, ao mundo chegava.
Desde menino encontrou surpresas, que certamente marcaram sua história.

Cedo se tornara órfão, passando aos cuidados de tutores.
E seus irmãos? Cada qual seguiu seu caminho.
E qual seria o seu Serra?  Por onde deixarias suas marcas?

O menino foi crescendo, e Deus o sustentando.
Alimentou um sonho: Tornar-se beneditino.
E se dedicou, e se entregou... Se colocou à escuta dos sinais de Deus...

O Jovem Serra alimentava em seu coração e em seu íntimo, 
o desejo de ser missionário.
Parecia sempre buscar algo a mais, tinha um coração inquieto.
E nessa inquietude foi para a Austrália fazer a experiência 
do peregrinar... 
Experiência profunda neste chão.

Depois da vivência na Austrália, retornou à Espanha...
E o que o esperava agora?
Hospital São João de Deus foi a resposta.
“Aquela realidade era dolorosa demais”
O contato com as mulheres fez seu coração pulsar: “É preciso fazer algo”.

Voltastes teu olhar... Mirastes no Bom Pastor
Era Ele quem conduzia seus passos
Em cada mulher, Ele lhe expressava seu clamor...
Foste Ele: Jesus Redentor, O Deus da Vida.
Aquele que toca o chão
Quem deu sentido e razão à sua entrega...
Tu, com tua vida, nos ensina a sermos andarilhas do Reino
Tocando o chão e fecundando a terra.

Esta história tocou seu coração?

Poesia "Conversando com Padre Serra" 
De: Fernanda Priscila Alves da Silva, com adaptações.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de Maio - Dia do Trabalho - Irmãs Oblatas em Argentina



Neste dia dos Trabalhadores e Trabalhadoras, entrevistamos Mariana Serrano, Irmã Oblata do Santíssimo Redentor da província Santíssimo Redentor, para conhecer como é celebrado o dia 1º de maio pelas Irmãs Argentinas.


  • Cual es el sentido del trabajo para una Hermana Oblata del Santísimo Redentor?
Las Oblatas somos muy trabajadoras, mirando el trabajo en clave de servicio y siempre como donación. Nuestro trabajo es diverso, con diferentes tareas. También es un trabajo dinámico, en permanente cambio, abierto a la particularidad de cada día y de cada persona. También es un trabajo contextualizado, en cada proyecto de misión, en cada realidad donde nos hacemos presente, el trabajo es diferente. Es un trabajo en conjunto con otras/os, no es trabajo solitario.

En cuanto a la misión intentamos ofrecer a las mujeres en situación de explotación sexual, alternativas de cambio a través de diferentes propuestas, actividades, capacitaciones que apuntan a la elaboración de un proyecto productivo o de salida laboral.

En nuestra tarea pastoral nos acercamos a las mujeres con ciertos criterios para la creación de vínculos relacionales sanadores, desde la acogida, empatía, escucha activa, respetando los ritmos de cada mujer en el sostenimiento de su proceso personal.

Nuestro trabajo tiene sentido, eficiencia y eficacia en la medida que ofrecemos una atención integral a las mujeres y para ello es imprescindible el trabajo en equipo interdisciplinario, la participación del voluntariado, la acción pastoral intercongregacional, y la articulación en red con otros organismos de la sociedad civil, de cooperación internacional  y también del ámbito gubernamental.

  • Como su Congregación celebra el primero de mayo en la realidad que Vive?
Las Hermanas de la Comunidad el día 1 de Mayo celebramos con un delicioso almuerzo y aprovechando para descansar de las actividades cotidianas, uniéndonos así al feriado internacional en conmemoración de todas/os las/os trabajadoras/es. Además, damos gracias a Dios y a San José Obrero por nuestro ser de mujeres trabajadoras y reconociendo el valor del esfuerzo realizado cada día en nuestro trabajo pastoral.

  • Cuál fue la experiencia más significativa en relación al tema, que experimentó desde algún proyecto de misión
Estando en un proyecto de misión de un país donde la prostitución es catalogada como un trabajo y regulada por ley, la reflexión y la acción del equipo interdisciplinario de asistencia a las mujeres en explotación sexual, van orientadas al empoderamiento y la búsqueda de la defensa de los derechos que son vulnerados desde ámbitos públicos y privados.

Por ejemplo:  
  • Si la prostitución es considerada trabajo no hay razón para que las personas que la ejercen tengan que inscribirse en el ministerio del interior, someterse a controles mensuales de profilaxis y ser sancionadas por sus patrones con multas cuando llegan tarde o faltan. Esto en otros trabajos no pasa.
  • Además muchas mujeres expresan el deseo de “encontrar un trabajo digno” y que “sus hijas no entren en esta actividad, no se lo desean a nadie”. 
  • En las capacitaciones laborales ofrecidas en el proyecto de misión, al momento de preparar un curriculum vitae, las mujeres no ponen la prostitución como un trabajo que realizaron o realizan.
  • Para el pago de monotributo social que deben abonar para el aporte jubilatorio, si es que lo hacen a los aportes, colocan peluquería, costura, o cualquier otra actividad menos la prostitución. Dicen que sus familiares no saben a lo que se dedican o bien que no quieren que las demás personas se enteren ya que son muy discriminadas por la actividad que realizan.



Mariana Serrano
Hermana Oblata del Santísimo Redentor

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sentido da Páscoa em minha vida - Por Marcelly Gomes



Ao falar na palavra Páscoa me faz recordar de um caminho. Caminho este que começa a ser trilhado na quarta-feira de cinzas, onde iniciamos a Quaresma.


Ao chegarmos à quaresma nos propomos a mudar algumas atitudes e praticarmos mais a oração, o jejum e a caridade, afim de que possamos chegar no dia de celebrar a vitória de Cristo sobre a morte, e estejamos prontos e prontas para junto dele celebrar.

Páscoa é...
Paixão,
Morte,
Ressurreição,
Vitória de Cristo sobre a morte,
Tempo de luz,
Passagem para uma nova realidade,
Vida nova,
Abrir o coração para Jesus entrar e fazer morada.

Neste tempo pascal Jesus vai se revelando em meio aos seus discípulos, que Ele nos ajude a continuar o seu caminho e que cada vez mais possamos ser presença de vida e esperança em meio aos nossos irmãos e irmãs em especial na vida das mulheres em situação de prostituição.

Marcelly Gomes- Postulante Oblata